O MEL DO ROCK

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quinta-feira, 29 de julho de 2010

PAUL DI' ANNO: TURNÊ PELO BRASIL CELEBRA 30 ANOS DE 'IRON MAIDEN'

Em turnê histórica de celebração dos trinta anos de lançamento do primeiro álbum do Iron Maiden, o vocalista inglês Paul Di'Anno retorna ao Brasil para se apresentar em 20 cidades, englobando todas as regiões do país. Na ocasião, o repertório trará todas as faixas do 'debut' do Iron Maiden, além de outras do não menos clássico "Killers" e músicas gravadas com suas bandas solo, como o Killers.

Novamente, a banda de apoio de Di'Anno será o Scelerata, formada por Fabio Santos (vocal), Magnus Wichmann e Renato Osório (guitarras), Gustavo Strapazon (baixo) e Francis Cassol (bateria). Com dois álbuns lançados e promovendo seu novo vocalista, o Scelerata também fará a abertura dos shows nesta turnê.

A magnitude da popularidade e o alcance de uma banda muitas vezes são medidos pela vendagem de discos, mas quando se vê um grupo de Rock chegando a um país para tocar em seu próprio avião, nota-se que o patamar é outro. No caso de um estilo como o Heavy Metal mais ainda pois, apesar de estar longe da grande mídia, alguns fenômenos ocorrem. Este é o caso do grupo inglês Iron Maiden. No entanto, shows históricos e nostálgicos atraem a atenção dos verdadeiros fãs e curiosos sobre a banda britânica.

Paul Di'Anno (Paul Andrews, nascido a 17 de maio de 1958, em Chingford, Londres) foi recrutado pelo Iron Maiden em 1978, passando a se apresentar em pubs como Ruskin Arms, Cart and Horses e Bridgehouse, ajudando a construir a reputação da banda, que somente fez seu primeiro registro no final daquele ano, "The Soundhouse Tapes". O Maiden então alterou sua formação e assinou com a gravadora EMI, entrando no Kingsway Studios para gravar seu primeiro álbum em janeiro de 1980. O primeiro single, "Running Free", saiu em fevereiro e vendeu 10 mil cópias em sua primeira semana, chegando ao 44º posto nas paradas britânicas. Para promovê-lo, a EMI conseguiu colocar a banda na televisão, no programa "Top of the Pops" da rede BBC. Meses depois, a EMI viu "Iron Maiden" figurar no 4º posto das paradas inglesas, vendendo mais de 60 mil cópias e rendendo à banda seu primeiro disco de prata.

Confira todas as datas da turnê comemorativa:

AGOSTO
05 (quinta-feira) - Florianópolis/SC @ John Bull
06 (sexta-feira) - Curitiba/PR @ John Bull
07(sábado) - Londrina/PR @ Strettos Pub
08 (domingo) - Porto Alegre/RS @ Porão do Beco
13 (sexta-feira) - Manaus/AM @ Porão do Alemão
14 (sábado) - Fortaleza/CE @ Ceara in Rock
19 (quinta-feira) - Goiânia/GO @ Bolshoi Club
20 (sexta-feira) - Brasília/DF @ America Rock Club
21 (sábado) - Teresina/PI @ Bueiro do Rock
22 (domingo) - Belém/PA @ Lux
26 (quinta-feira) - Rio de Janeiro/RJ @ Hard Rock Café
27 (sexta-feira) - Pouso Alegre/MG @ Clube de Campo Fernão Dias ("Triumph of Metal Fest")
28 (sábado) - Cachoeiro do Itapemirim/ES @ Pavilhão de Eventos Ilha da Luz
29 (domingo) - Juiz de Fora/MG @ Cultural Bar

SETEMBRO
02 (quinta-feira) - São Paulo/SP @ Manifesto Bar
03 (sexta-feira) - Leme/SP
04 (sábado) - Novo Horizonte/SP @ Experience Rock Bar
05 (domingo) - Sorocaba/SP @ Plaza Hall
06 (segunda-feira) - Santos/SP (w/ Velhas Virgens)
07 (terça-feira) - Guarulhos/SP @ Rancho (com Shaman e Bittencourt Project)

Sites relacionados:
Paul Di'Anno - www.pauldianno.com
Scelerata - www.myspace.com/scelerataband
Abstratti - www.abstratti.com.br

Infos adicionais:
(51) 3026-3602
abstratti@abstratti.com.br
twitter.com/abstratti


Confira video do show em Toronto

quarta-feira, 28 de julho de 2010

IRON MAIDEN

Iron Maiden é uma banda inglesa de heavy metal, formada em 1975 pelo baixista Steve Harris, ex-integrante das bandas Gypsy's Kiss e Smiler. Originária de Londres, foi uma das principais bandas do movimento musical que ficou conhecido como NWOBHM (New Wave of British Heavy Metal). O nome "Iron Maiden" foi inspirado em um instrumento de tortura medieval que aparece no filme O Homem da Máscara de Ferro. Esse também era o apelido da ex-primeira ministra britânica Margaret Thatcher, que aparece nas capas dos compactos "Women in Uniform" e "Sanctuary".

Com mais de três décadas de existência, quinze álbuns de estúdio, seis álbuns ao vivo, catorze vídeos e diversos compactos, o Iron Maiden é uma das mais importantes e bem sucedidas bandas de toda a história do heavy metal, tendo vendido milhões de álbuns registrados em todo o mundo. Seu trabalho influenciou diversas bandas de rock e metal. Eles são citados como influência por bandas como Hazy Hamlet, Anthrax, Angra, Metallica, Helloween, Death, Megadeth, Dream Theater , Blind Guardian e Mystery, entre muitos outros.

Em março de 2001, a banda recebeu o prêmio Ivor Novello em reconhecimento às realizações em um parâmetro internacional como uma das mais bem-sucedidas parcerias de composição da Inglaterra. Durante a turnê americana de 2005, foi adicionada à Calçada da Fama de Hollywood. A banda também está presente nas principais listas de maiores bandas de rock de todos os tempos.

O Maiden já encabeçou diversos grandes eventos, entre eles Rock in Rio, Monsters of Rock em Donington, Ozzfest ao lado do Black Sabbath, Wacken Open Air, Gods of Metal, Lollapalooza, Download Festival e os Festivais de Reading e Leeds.

A banda têm diversas canções baseadas em lendas, livros, histórias e filmes, entre as quais The Phantom of the Opera, The Wicker Man, The Prisoner, Stranger in a Strange Land - que é um romance de ficção científica de 1961, escrito por Robert A. Heinlein, Murders In The Rue Morgue, Flight of Icarus, Where Eagles Dare, Rime of the Ancient Mariner - baseada no poema de Samuel Coleridge -, To Tame a Land - da série de ficção científica Duna, de Frank Herbert - e The Trooper - canção baseada no romance The Charge of The Light Brigade. Outros temas bastante recorrentes nas músicas da banda são ocultismo, assassinato e escuridão, por exemplo, nas músicas Murders in the Rue Morgue e Innocent Exile e nas capas dos álbuns Sanctuary, Women in Uniform, Iron Maiden e Bring Your Daughter To The Slaughter.

A HISTÓRIA

A história da banda se iniciou em Maio de 1975 com o baixista Steve Harris. Depois de ter suas composições rejeitadas por várias bandas nas quais participava, Steve Harris decidiu criar sua própria banda, se juntando com o guitarrista Dave Murray alguns meses depois. Trinta e cinco anos depois, os dois ainda permanecem como membros do Iron Maiden.



O INÍCIO

A primeira formação da banda juntava Steve Harris a Paul Day (voz), Dave Sullivan e Terry Rance (guitarras) e Ron Matthews (bateria). Paul Day foi mais tarde substituído por Dennis Wilcock (grande admirador do Kiss) que usava fogo, maquilagem e sangue falso no palco e que trouxe Dave Murray para a banda, tendo como consequência a saída da primeira dupla de guitarristas. Bob Sawyer entrou na banda no final de 1976 como segundo guitarrista, mas como tinha ciúmes de Murray, virou Dennis Wilcock contra Dave e Dennis sugeriu a expulsão dele. Bob não ficou para trás e por suas atitudes errôneas no palco, foi junto em Julho de 77. Ron Matthews aguentou um pouco mais. Havia um guitarrista de uma banda chamada Hooker que o Maiden via tocar nos pubs: Terry Wapram. Após uma audição, a banda convidou-o para entrar e Wapram realizou alguns shows como único guitarrista. Pouco após isso, Ron saiu (não se sabe ao certo se por influência de Wilcock, como relatou no Early Days). Dave Murray juntou-se ao seu amigo Adrian Smith na banda Urchin em 1977, enquanto que o Iron Maiden passava um mau bocado: Steve e Dennis chamaram Thunderstick (Barry Graham) (bateria) Tony Moore (teclado), mas após um concerto perceberam que o teclado não seria um bom substituto para a segunda guitarra. A banda ficou descontente e o clima foi ficando ruim até que após poucos ensaios, Moore decidiu sair. Nesse momento, Harris foi a um ensaio do Urchin para chamar Murray de volta para banda, o que aconteceu com sucesso. Mas Wapram, indignado porque perderia parte das atenções, não aceitou Murray de volta e foi convidado a sair. Com Murray de volta e apenas 4 integrantes, a banda decide marcar um show no Bridgehouse e outro no pub Green Man. O primeiro foi um fiasco, depois do baterista ter errado em várias músicas e gritar para o público se calar. Nessa época Wilcock já havia espalhado para alguns fãs que pretendia sair da banda e o show havia gerado alguma expectativa em torno disso também. Foi o que aconteceu. No intervalo entre o Bridgehouse e o Green Man, Dennis não disse nada e não compareceu no pub. Harris foi até sua casa, mas o vocalista se negou a cantar um último show. Arrasado, Harris voltou para cumprir com o acordo e o Maiden se apresentou como um trio em Abril de 78, com Steve Harris, Dave Murray e Thunderstick. Steve expulsou o baterista, já contando com Doug Sampson para o posto. Com esse novo trio, o Maiden passaria cerca de 6 meses ensaiando antes tocar ao vivo ou arrumar qualquer outro integrante.


The Soundhouse Tapes (1978-79)
Em 1978, Harris encontrou um novo vocalista:Paul Di'Anno. A banda sempre rejeitou o punk, mas com a chegada de Paul Di'anno, que era um fã de Ramones, Pistols e Clash e um dos poucos membros de Maiden que tiveram cabelo curto, o Maiden precisou abrir sua sonoridade para músicas mais rápidas e mais diretas, procurando focar no heavy metal que renascia mesmo que timidamente. Durante anos a banda foi pressionada pelas gravadoras para cortar seu cabelo e sacrificar o som do Metal (segundo as mesmas) a favor de uma imagem mais Punk. Mas com Dianno como líder, a banda pôde mixar os dois estilos e fazer um próprio, juntando o metal com o punk. Eles misturavam temas clássicos, ritmos de metal empolgantes e riffs de guitarra bem Hardcore e rápidos.

O Iron Maiden foi a sensação do circuito do rock inglês de 1978. A banda tocava sem parar havia três anos ganhando um tremendo número de fãs, mas mesmo assim até essa época, eles nunca tinham gravado nada. No ano novo de 1978, a banda gravou uma das mais famosas demo tapes da história do rock, The Soundhouse Tapes. Com apenas três faixas, a banda vendeu todas as cinco mil cópias imediatamente, e não distribuiu a demo novamente até 1996. Cópias da versão original são vendidas hoje em dia por milhares de dólares. Duas das faixas da demo, "Prowler" e "Iron Maiden", ficaram em primeiro lugar nas paradas de metal inglesa.

Em muitas das formações antigas do Iron Maiden, Dave Murray era acompanhado de outro guitarrista, mas grande parte de 1977 e todo o ano de 1978, Murray foi o único guitarrista do Maiden. mas durante o ano de 1979 a banda teve vários segundos guitarristas sucessivos, tais como Paul Carns, Paul Todd e Tony Parsons. No fim do ano, o baterista Doug Sampson abandonou a banda por motivos de saúde. Em Novembro de 1979, a banda assinou contrato com uma gravadora de renome, a EMI, uma parceria que se mantem até aos dias de hoje. Poucos antes de entrar em estúdio, Parsons foi substituído pelo guitarrista Dennis Stratton, que trouxe Clive Burr, um amigo seu, para a bateria. Inicialmente a banda queria contratar o melhor amigo de Dave Murray, Adrian Smith, mas Smith estava ocupado tocando guitarra e cantando com sua banda Urchin.

Os Primeiros Anos
Iron Maiden (1980)


Iron Maiden, o primeiro álbum da banda, foi lançado em 1980 e foi um sucesso comercial e de crítica. A banda abriu os concertos do Kiss na turnê europeia do álbum Unmasked, e também abriu diversos concertos do Judas Priest e tocando ao lado do UFO no Reading Festival que ocorreu naquele mesmo ano na Inglaterra. Depois da turnê do Kiss, Dennis Stratton foi despedido da banda por questões de criatividade e diferenças pessoais. Segundo Dennis, ele fora demitido porque era muito influenciado pela músicas dos Eagles e também por George Benson não agradando Steve Harris e companhia. Segundo relatos dados por Steve Harris, Dennis não tinha a musicalidade que a banda procurava, se negando a usar roupas como as que os demais membros da banda usavam e compor músicas.


Killers (1981)

Com a saída de Dennis, entrou na banda Adrian Smith, que trouxe uma nova melodia ao grupo. Seu estilo meio blues meio experimental era completamente o oposto da velocidade de Murray, o que deu um aspecto interessante à banda. As duas guitarras se completavam, e com eles não existia a noção de guitarra solo e guitarra base, ambos solavam e ambos tinham notoriedade na banda, dando um aspecto harmonioso de duas conduções. Esse estilo já existia em bandas como Wishbone Ash e The Allman Brothers Band, mas ganhou um nível de destaque no Iron Maiden.

Em 1981, o Maiden lançou seu segundo álbum, intitulado Killers, contendo os primeiros grandes sucessos da banda. Com o aumento de sua popularidade, eles foram introduzidos à audiência nos Estados Unidos. Killers ficou marcado como um dos álbuns mais rápidos e pesados da banda.

Anos dourados
The Number Of The Beast (1982)

O Iron Maiden nunca foi conhecido por usar drogas, e eram extremamente perfeccionistas no palco e estúdio. O vocalista Paul Di'anno, por outro lado, sempre mostrou um comportamento autodestrutivo, particularmente no que diz respeito ao uso da cocaína, afetando consideravelmente suas apresentações. Justamente quando a banda começava a ficar famosa nos Estados Unidos, Dianno foi expulso do Maiden. Em 1982, a banda substituiu Dianno pelo vocalista do Samson, Bruce Dickinson. Bruce entrou na banda, mas exigiu ficar com cabelo comprido e disse que só iria usar as roupas que ele gostava, já demonstrando muita atitude, traço característico de sua personalidade, o que geraria algumas polêmicas anos mais tarde.

Dickinson mostrou uma diferente interpretação das canções da banda, dando-lhes um tom mais melódico. O álbum de estreia de Dickinson nos vocais do Maiden foi em 1982, com The Number of the Beast. Esse álbum foi um sucesso de vendas e atingiu o topo das paradas em todo o mundo, trazendo canções "The Number of the Beast", "Run to the Hills", "Children of the Damned" e "Hallowed Be Thy Name". Pela primeira vez, a banda saiu em uma turnê mundial, visitando os Estados Unidos, Japão e Austrália, tocando em estádios e fazendo começar a chamada Maidenmania. Foi nessa época também que alguns grupos religiosos começaram a acusar a banda de ter um cunho satânico, afirmando que as letras do Maiden estavam repletas de cantos demoníacos, invocando o demônio e vandalizando a mente da juventude. Toda essa polêmica surgiu por causa da canção "The Number of the Beast", pois foi justamente a alusão explícita ao Número da Besta (666) que fez a trilha fazer sucesso. A canção é baseada no filme A Profecia. A banda sofreu um pouco com esses rumores e foi obrigada a colocar na frente dos discos um aviso de "letras explícitas".

Nessa mesma turnê, o produtor Martin Birch se envolveu em um acidente de carro com alguns fãs. O reparo do carro foi uma bizarra coincidência, contabilizado como £666, um preço que Birch se recusou a pagar, optando pelo valor de £668.

Apesar das polêmicas, o ator Patrick McGoohan não se importou em permitir que uma famosa frase sua da série, The Prisoner (O Prisioneiro), da qual era o ator principal, fosse usada no início da música de mesmo nome.


Piece Of Mind (1983)

Após o sucesso de The Number of the Beast, a banda adquiriu prestígio internacional, ganhando status de estrelas do rock. Antes de voltar ao estúdio em 1983, Clive Burr é demitido, pois não acompanhava o ritmo que a banda tomava e o planejamento para os próximos anos era pesado e cansativo, assim, tendo não agradado a banda, após receber uma segunda chance de re-adaptação, ele finalmente é demitido e as baquetas são assumidas por Nicko McBrain, que já era velho conhecido da banda, por abrir alguns shows com a banda em que tocava, o Trust. McBrain também já havia assumido as baquetas uma vez, quando Clive estava doente, e assim impossibilitado de tocar, essa oportunidade acabou gerando uma certa cortesia entre o Iron Maiden e ele. O Resultado disso, que logo após Clive ser demitido, ele foi a primeira opção dos membros da banda.

Piece of Mind (1983) com uma pegada mais psicodélica, instrumentos com som mais abafado, trazendo "Flight of Icarus", "The Trooper", "Where Eagles Dare" e as progressivas composições "To Tame A Land" e "Quest For Fire".

Na época as acusações de satanismo continuaram, causando controvérsias. No álbum Piece of Mind uma mensagem desse tipo foi colocada no início da canção "Still Life". Tocando-a ao contrário, pode-se ouvir o baterista McBrain dizer: "Hmm, Hmmm, what ho sed de t'ing wid de t'ree bonce. Don't meddle wid t'ings you don't understand", seguido por um arroto. McBrain mais tarde admitiu que o trecho eram suas impressões sobre Idi Amin Dada. Ela diz o seguinte: "What ho, said the monster with the three heads, don't meddle with things you don't understand."

No mesmo álbum, o renomado escritor Frank Herbert teve um conflito com a banda quando eles pediram permissão para compor uma canção com o nome "Dune". Herbert não só recusou a reivindicação, como proibiu que o Maiden usasse qualquer citação do livro na canção. Steve Harris ainda tentou um encontro com o escritor, mas obteve a resposta do agente de Herbert, de que o escritor não gostava de bandas de rock, especialmente de bandas de rock pesado, como o Maiden. Por causa desse empecilho judicial, a canção foi renomeada como "To Tame A Land".

Powerslave (1984)
Powerslave (1984) Também sucesso de vendas,tornou-se um dos álbuns mais bem recebidos pelos fãs. Destaque para "Aces High", "2 Minutes to Midnight", a faixa título "Powerslave" e o épico "Rime of the Ancient Mariner". A World Slavery Tour foi a maior turnê da história do Iron Maiden, que abrangeu o biênio 1984-1985 e com aproximadamente trezentas apresentações. Nenhuma banda tinha, até então, uma produção de palco como nesta turnê, onde se tinham sarcófagos, pirâmides, esfinges, pinturas até no chão e, é claro, um Eddie gigante, com mais de dez metros de altura. Live After Death (1985) representou o primeiro registro ao vivo da banda.

A banda tocou para grandes audiências na América do Sul, Ásia, Austrália e Estados Unidos.

Todos estes 3 álbuns continham riffs bem feitos, diversas mudanças de estilo na música, com um casamento entre letra e instrumental. O Iron Maiden quase nunca cantava sobre drogas, sexo, bebida ou mulheres. As letras das músicas da banda, diferentes das outras bandas de Heavy metal, eram baseadas na literatura inglesa e em fatos históricos.

Experimentos
Somewhere In Time (1986)

Somewhere in Time (1986) com "Caught Somewhere In Time", "Stranger in a Strange Land", "Heaven Can Wait" e "Wasted Years" foi o álbum seguinte. A banda decidiu inovar, fazendo experiências utilizando guitarras sintetizadas pela primeira vez.

Seventh Son Of A Seventh Son (1988)
Em 1988, mais uma vez, a banda tentou algo diferente para o seu sétimo álbum de estúdio, Seventh Son of a Seventh Son. Este é um álbum conceitual, mostrando a história de uma criança que era possuída pelos poderes de vidência. O disco foi baseado no livro The Seventh Son de Orson Scott Card. Foi o disco mais experimental do Maiden até hoje, e é muitas vezes lembrado como o fim dos "tempos de ouro" da banda com a saída do guitarrista Adrian Smith.

Adrian saíra alegando diferenças musicais, embora também pretendesse resgatar um antigo sonho que era o de formar sua própria banda, que resultaria no projecto A.S.A.P de 1989. Uma grande turnê se formou ao longo de 1988, tendo como bandas de abertura, Guns N' Roses, Megadeth e Metallica.

Segunda fase
No Prayer For The Dying (1990)


Pode-se dizer que o grupo tenha tido duas fases, pois, pela primeira vez em sete anos, a formação da banda sofreu uma mudança, com a perda do guitarrista Adrian Smith. Smith foi substituído por Janick Gers que tinha participado no primeiro disco solo de Bruce Dickinson (Tattooed Millionaire) e em 1990 eles lançaram No Prayer for the Dying. Esse álbum voltou com um Maiden mais pesado e cru que os do "tempo de ouro", mas as letras foram consideradas mais fracas e simples, e a música não parecia tão desafiadora como nos álbuns passados. O vocalista Bruce Dickinson também começou com algumas mudanças no timbre de voz. Mesmo com todos esses imprevistos, o álbum fez sucesso e teve diversos compactos bastante tocados como "Holy Smoke" "Bring Your Daughter...to the Slaughter", canção composta por Bruce para o filme Nightmare on Elm Street IV (A Hora do Pesadelo IV).

Antes do lançamento de No Prayer for the Dying, Bruce Dickinson lançou oficialmente sua carreira solo e conseguiu conciliar com o Iron Maiden (Gers era o guitarrista). Ele continuou com a turnê em 1991 antes de retornar a estúdio com o Iron Maiden para lançarem Fear of the Dark.

Fear Of The Dark (1992)
Lançado em 1992, Fear of the Dark é um dos mais bem-sucedidos álbuns da banda em termos de vendagem. Com músicas muito populares como "Wasting Love", "Fear of the Dark" , "Be Quick or Be Dead", "From Here to Eternity" e "Afraid to Shoot Strangers" uma crítica à guerra.

Mesmo com o metal perdendo espaço para o Grunge em 1992, o Maiden continuava a encher estádios em todo o mundo. Dickinson continuava com seu estilo de cantar. Em 1993, houve uma grande perda, quando o vocalista saiu do grupo para seguir sua carreira solo. Bruce queria explorar outras vertentes do rock, mas aceitou permanecer na banda até o final da turnê, o que resultou no lançamento de diversos álbuns ao vivo. O primeiro, A Real Live One, que trazia as canções de 1986 a 1992, foi lançado em Março de 1993. O segundo, A Real Dead One trazia as canções de 1980 a 1984 e foi lançado logo após a saída de Bruce. Ele fez sua última apresentação com a banda (até voltar em 1999) em 28 de Agosto de 1993. A apresentação foi filmada pela BBC, transmitido para todo o mundo ao vivo e lançado em vídeo com o nome de Raising Hell.

Mudança
The X Factor (1995)


Para substituir Bruce, em 1994, aconteceu um concurso em que para as finais restaram 3 vocalistas, eram eles, Blaze Bayley (Inglês), Andre Matos (Brasileiro) e Doogie White (Britanico), no qual saiu vencedor Blaze Bayley, resultado este que deu muito o que falar, pois surgiram insinuações de que Blaze havia ganhado por ser Inglês como o restante da banda. A decisão não agradou os fãs do Maiden, que já estavam acostumados com o vocal marcante de Dickinson. Após uma parada, a banda retornou em 1995 com o álbum de setenta minutos, The X Factor. Este disco tem a sonoridade mais distinta em toda a discografia da banda. O baixista Steve Harris passava por sérios problemas pessoais com seu divórcio e a morte de seu pai, o que resultou em canções obscuras, depressivas e lentas (o álbum contém quatro faixas sobre guerras). As canções do álbum que se destacam são "Blood on the World's Hands", "Fortunes Of War" e "Sign of the Cross", a última com onze minutos, cantos gregorianos e alterações bruscas de andamento. A turnê passou por locais nunca visitados pelo Maiden antes como África do Sul, Israel e outros países asiáticos.

Virtual XI (1998)
A banda gastou a maior parte do ano de 1996 viajando, voltando ao estúdio e desenvolvendo o álbum seguinte, Virtual XI. Contudo, o vocal de Bayley ainda estava bastante diferente para o gosto dos fãs do Maiden. Isso levou a grande parte do público a não comprar o álbum e Virtual XI não foi um sucesso, sendo o primeiro álbum da banda sem atingir a marca de um milhão de vendas pelo mundo, o que, junto com constantes deslizes vocais ao vivo, acabou sendo a senha para a saída de Bayley. Os conflitos passaram de musicais para pessoais.

Retorno
Em 1999, Blaze Bayley foi retirado da banda, aparentemente por consenso mútuo. Meses depois, a banda anunciou que Bruce Dickinson e o guitarrista Adrian Smith estavam retornando, o que significava que a formação clássica de 1983-1989 estava mais uma vez formada. Também Janick Gers iria continuar com os dois guitarristas clássicos: o Maiden seria a primeira banda desde o Lynyrd Skynyrd (além da famosa formação "Triple Axes" da banda americana Leather Wolf) a ter três guitarristas. Logo depois do anúncio, o grupo fez uma turnê mundial, para celebrar a reunião, que foi um grande sucesso.

Brave New World (2000)
Em 2000, um novo período começou para o Maiden com a volta de Bruce e Adrian, com a banda lançando o álbum Brave New World. As canções são mais longas e as letras falam sobre temas obscuros e críticas sociais. O grupo ganhou uma nova legião de fãs, apesar do estilo indefinido que a banda apresentou, numa tentativa de retornar às origens do Heavy metal tradicional, e ora pendendo para algo que alguns fãs arriscam chamar de Metal progressivo. A turnê mundial foi estendida até Janeiro de 2001 com uma apresentação no famoso festival Rock in Rio, que reuniu um público estimado de 240 mil pessoas e rendeu um DVD de sucesso. Foi o retorno do grupo ao Brasil e também ao topo das paradas, visto a má fase da era Blaze Bayley.

Dance Of Death (2003)
Em 2003 foi lançado Dance of Death, que ganhou disco de ouro em diversos países. O conjunto também conseguiu promover alguns vídeos musicais na MTV trazendo novos fãs para a banda. Tanto Brave New World quanto Dance of Death foram considerados pelo site Metal-Rules.com como os melhores álbuns de Metal de 2000 e 2003, respectivamente.

Em 2005, o Maiden anunciou uma turnê em comemoração aos 25 anos do lançamento do primeiro álbum e o trigésimo aniversário da primeira formação. A banda foi para a turnê mundial para divulgar seu novo DVD, intitulado The Early Days, em que o grupo celebra as músicas do período de 1976-1983. Também foi lançado um álbum ao vivo em 2005 intitulado Death on the Road, sendo que essa mesma apresentação foi lançada em DVD em 2006, DVD este que conta ainda com um disco extra com um documentário de noventa minutos mostrando os bastidores das gravações do álbum e da turnê mundial do Dance of Death, uma volta aos espetáculos teatrais e as mega produções dos anos 1980.


A Matter Of Life And Death (2006)

Em 2006 a banda lança o décimo quarto álbum de estúdio, A Matter of Life and Death, com canções mais longas que o habitual do Iron Maiden. O álbum traz algumas características progressivas, que a banda já vinha apresentando nos últimos álbuns, porém agora nesse álbum com maior intensidade, junto com um som mais pesado que o mostrado anteriormente pela banda. Este álbum vem sendo considerado pela crítica especializada como um dos melhores álbuns já feito pela banda, sendo considerado pela revista Classic Rock o álbum do ano de 2006, e obtendo uma classificação de cinco estrelas (classificação máxima) da revista Kerrang!, que neste mesmo ano elegeu o Iron Maiden como banda mais importante nos 25 anos de existência da revista. Em 2007, a banda faz uma turnê batizada de A Matter of the Beast Tour, comemorando os 25 anos de lançamento do The Number of the Beast. Neste ano ainda tocam como atração principal mais uma vez no Donnington Download Festival. Em agosto de 2007 a banda anuncia a próxima turnê que se chamará Somewhere Back In Time World Tour, que vai ser uma volta ao passado, onde a banda executará apenas canções dos anos 1980 (para os fãs novos também haverá uma canção dos anos 90).

Em fevereiro de 2008, eles iniciam a Somewhere Back In Time World Tour na India, e a bordo do Ed Force One (Boeing 757 oficial da banda pilotado por Bruce Dickinson), eles passaram por muitos países (incluindo o Brasil) em agosto de 2008 tocando para mais de 3 milhões de pessoas em estádios e arenas. Em 2009 eles voltaram para a última parte da tour do Somewhere Back In Time que finaliza 90 aparesentações e com mais 6 shows no Brasil, onde tocam pela primeira vez no Recife, Belo Horizonte, Manaus e Brasília. O filme Flight 666 chega aos cinemas mostrando como é a vida da banda na estrada durante a primeira perna da tour de 2008. Em 15 de março de 2009, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, a banda realizou o maior show da história do estado, tendo os organizadores estimado em 63 mil espectadores.

The Final Frontier (2010)
Durante a turnê Somewhere Back In Time em 2008, Bruce Dickinson tem anunciado nos concertos que ainda no mesmo ano começariam os preparativos para o novo álbum. Mas como a turnê se estendeu, o prazo para um novo CD também. Em entrevista à revista BANG, Adrian Smith disse: "No final do ano nós iremos compor novamente, ensaiar e gravar no início do ano que vem. Então voltaremos à estrada novamente ano que vem. Kevin Shirley trabalhará conosco e provavelmente faremos as gravações onde já gravamos muito no passado.".

No dia 1º de Janeiro, o baterista Nicko McBrain disse a Eddie Trunk – co-anfitrião do programa de televisão VH1 Classic "That Metal Show", que tem um programa de rádio de longa duração, "Friday Night Rocks", em Nova York, Q104.3 FM – que a banda entra em estúdio em algumas semanas para começar a trabalhar em um novo CD. De acordo com o Trunk, Nicko disse "que haviam cerca de oito canções escritas até agora, provavelmente precisam aparecer algumas novas canções durante a gravação". "[Ele acrescentou que] o material será um pouco diferente do que álbuns anteriores e que foram tomando seu tempo com o cronograma de gravação". McBrain também afirmou que "O novo CD provavelmente não sairá até 2011″, segundo Trunk.

O guitarrista Janick Gers revelou à BBC News, em Novembro que a banda estava a caminho "para Paris por três semanas para trabalhar em algumas coisas novas." Ele acrescentou:

"A coisa mais importante para uma banda é a criação de novas músicas, caso contrário, não será válido – se torna uma paródia".

Glenn Hughes, famoso por trabalhos com Deep Purple e Yngwie Malmsteen, postou recentemente em seu twitter que em conversa com o produtor Kevin Shirley, descobriu que o Iron Maiden está nas Bahamas produzindo o novo álbum. Bahamas é um local mágico para o Maiden, foi lá que gravaram álbuns históricos como "Piece of Mind", "Powerslave" e "Somewhere in Time".[22] O álbum será lançado no dia 16 de agosto de 2010 como confirmado no site da banda assim como a tracklist. A musica El Dorado do novo CD ja foi divulgada.

Em 7 de maio, Kevin Shirley comentou sobre a fase final de produção do álbum:

"Bruce Dickinson voou a alguns dias e cantou todas as suas partes antes de voar para os quatro cantos do globo e Steve Harris ficou para trás para terminar o disco comigo. Ele é muito prático. Adrian Smith chegou a tempo de ouvir o trabalho, e como em qualquer banda, nem todos têm o mesmo resultado final em mente, mas nós chegaremos lá."

Sobre o retorno da banda para Compass Point Studios, Onde havia gravado anteriormente na década de 1980, o vocalista Bruce Dickinson comentou:

"O estúdio tem a mesma vibração e é exatamente como era em 1983. NADA mudou! Até um abajur quebrado no canto... o mesmo carpete... tudo... É realmente assustador. Mas nos sentimos muito à vontade em um ambiente tão familiar e onde já vivemos tanto e eu acho que isto surtiu efeito na maneira de tocar e na atmosfera do álbum."

Comenta o baixista e fundador Steve Harris:

"Estamos muito empolgados sobre esta tour. Acho que os fãs realmente gostarão da nova produção de palco e luzes e também lançaremos uma das novas faixas do álbum, "El Dorado". Nossos fãs do Texas serão os primeiros a ouví-la e será interessante ver a sua reação e como funcionará com a multidão nesta noite. Eddie estã um pouco diferente nesta tour, e é possívelmente o mais agressivo até hoje... Não posso falar muito dele pois não quero estragar a surpresa, mas garanto que ele vai apavorar vocês!"

Em 5 de junho, o site oficial da banda abriu para uma tela de contagem regressiva que contou até 00:01 (UTC) em 8 de junho. No final da contagem regressiva, o esperado anúncio revelou a capa do álbum, data de lançamento e anúncio faixa, bem como proporcionar um download gratuito da faixa "El Dorado".

Melvyn Grant, Um colaborador de longa data a arte da banda, criou a arte da capa do álbum, bem como o primeiro single, "El Dorado".

The Final Frontier World Tour começa em Dallas em 9 de junho com 25 shows em grandes cidades dos EUA e Canadá, tocando para 350.000 fãs ou mais. Em seguida a tour embarca para a Europa, a partir de Dublin em 30 de julho e toca em alguns dos maiores festivais e estádios, indo finalmente para Valencia, Espanha, em 21 de agosto, e incluindo um show na Transylvania.

Mascote da Banda

O mascote da banda é um morto-vivo e se chama Eddie the Head. Ele aparece nas capas de "quase" todos os álbuns da banda. Eddie é desenhado por Derek Riggs, mas já teve traços de Melvyn Grant no álbum Fear of the Dark. Ele também estrelou um jogo de tiro chamado Ed Hunter, além de diversas histórias em quadrinhos.

A banda tinha originalmente uma grande máscara (Kabuki) de uma carriola que ficava embaixo das baterias nas apresentações, e que por tubos soltava sangue falso (tinta vermelha) pelo nariz, sujando todo o cabelo do baterista Doug Sampson. A máscara foi batizada de "Eddie, a Cabeça" (Eddie the Head) e acabou se transformando no mascote da banda. Acabaria ganhando um corpo somente a partir da capa dos primeiros compactos.

Uma curiosidade é que o personagem do jogo Brütal Legend, Eddie Riggs tem seu primeiro nome em homenagem ao mascote.

Eddie aparece originalmente nos palcos quando a banda toca a música 'The Trooper'. durante essa música o vocalista Bruce Dickinson também agita a bandeira do Reino Unido.

Formação atual
Bruce Dickinson - Vocal (1981 - 1993, 1999 - presente)
Dave Murray - Guitarra (1976 - presente)
Adrian Smith - Guitarra e Backing Vocal (1980 - 1990, 1999 - presente)
Janick Gers - Guitarra (1990 - presente)
Steve Harris - Baixo e Backing Vocal(1975 - presente) - Formação original
Nicko McBrain - Bateria (1982 - presente)
Conheça melhor o trabalho do Iron Maiden

terça-feira, 27 de julho de 2010

PRÉ-VENDA DE INGRESSOS PARA O SHOW DO RUSH

Com realização da TIME FOR FUN e apresentação da Antarctica Sub Zero, o Rush, um dos grupos mais criativos e apaixonantes da história do rock, chegam ao Brasil para shows da turnê "Time Machine", que terá como diferencial a execução do álbum "Moving Pictures" na íntegra - além de outros grandes hits do trio e duas novas canções "Caravan" e "BU2B". Os shows acontecem em 08 de outubro, no Estádio do Morumbi (São Paulo), e em 10 de outubro, na Praça da Apoteose (Rio de Janeiro).

Clientes Credicard, Citibank e Diners poderão adquirir ingressos a partir da meia-noite do dia 14 de julho pela internet (www.ticketsforfun.com.br), e às 9h pelo telefone 4003-0696 (válido para todo o País). Os demais pontos de vendas espalhados pelo Brasil começam as vendas às 10h. Já as bilheterias oficiais do show, localizadas no estacionamento anexo ao Credicard Hall (Av. das Nações Unidas, 17.981 - Santo Amaro) e no Citibank Hall/RJ (Av. Ayrton Senna, 3000 - Rampa externa do Shopping Via Parque - Barra da Tijuca), abrirão ao meio-dia. As vendas para o público em geral começam no dia 21 de julho, nos mesmos horários e canais de venda.

Formado por Geddy Lee (baixo, teclado e vocal), Alex Lifeson (guitarra) e Neil Peart (bateria), o Rush, que possui mais de 40 milhões de discos vendidos, é famoso tanto pela virtuosidade de seus músicos, como pelas letras provocativas. De acordo com RIAA (Recording Industry Association of America), a banda é o 3º grupo de rock que mais ganhou discos de ouro ou platina consecutivos, ficando atrás apenas de The Beatles e The Rolling Stones. O sucesso e criatividade da banda ficam nítidos com o 19º disco de estúdio, "Snakes & Arrows" (2008), que chegou ao 3º lugar do TOP 200 da Billboard.

O grupo iniciou a "Time Machine Tour" dia 29 de junho e passará por mais de 40 cidades americanas, inclusive por Los Angeles onde recentemente ganhou uma estrela na conhecida "Calçada da Fama de Hollywood", antes de chegar à América do Sul.

SÃO PAULO

Quando: 8 de outubro (sexta)
Onde: Estádio do Morumbi — Praça Roberto Gomes Pedrosa, nº 1, Morumbi
Capacidade: 55 mil lugares
Abertura dos portões: 17h
Horário: 21h30
Ingressos: entre R$ 80 e R$ 500 (vendas limitadas a 8 ingressos por pessoa)
Vendas: pela internet, no site www.ticketsforfun.com.br, ou pelo telefone 4003-0696
Venda a grupos: (11) 2846-6232 / grupos@t4f.com.br
Classificação etária: não será permitida a entrada de menores de 12 anos; entre 12 e 15 anos: permitida a entrada (acompanhados dos pais ou responsáveis legais); a partir de 16 anos: permitida a entrada (desacompanhados).


RIO DE JANEIRO

Quando: 10 de outubro (domingo)
Ondel: Praça da Apoteose — Rua Marques de Sapucaí , S/Nº, Centro
Capacidade: 36 mil lugares
Abertura dos portões: 17h
Horário: 20h
Ingressos: entre R$ 110 e R$ 500 (vendas limitadas a 8 ingressos por pessoa)
Vendas: pela internet, no site www.ticketsforfun.com.br, ou pelo telefone 4003-0696
Venda a grupos: (11) 2846-6232 / grupos@t4f.com.br
Classificação etária: não será permitida a entrada de menores de 12 anos; entre 12 e 15 anos: permitida a entrada (acompanhados dos pais ou responsáveis legais); a partir de 16 anos: permitida a entrada (desacompanhados).

ROCK IN RIO RETORNA AO BRASIL EM 2011

Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro, informou que festival será realizado na cidade no ano que vem.

O Rock in Rio deve mesmo retornar ao Brasil em 2011 - pelo menos foi o que informou o atual prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes. Em evento na cidade, realizado neste domingo, 18, Paes disse à imprensa que a primeira obra para os Jogos Olímpicos de 2016 será a construção de um parque público, que também receberá eventos musicais.

"Vi a experiência do Rock in Rio em Madri e Lisboa, onde fizeram parques especialmente para o evento. Como a gente não teria condições de construir um local exclusivo para o festival aqui, a ideia é erguer um parque que será usado pelos atletas nas Olimpíadas. Já fica como legado dos Jogos", disse o prefeito, segundo a página online do jornal O Dia. De acordo com ele, o uso será feito por meio da locação dos organizadores, nos moldes dos eventos no Sambódromo. Com capacidade para até 150 mil pessoas, o parque será construído em uma área situada entre o Autódromo de Jacarepaguá, na Zona Oeste, e o Riocentro. Ele afirma que a desapropriação do espaço foi iniciada no começo de 2010 e que o anúncio oficial das obras de construção será realizado em 9 de agosto.

Em junho de 2009, Roberto Medina, organizador do Rock in Rio, já mostrava interesse em trazer o evento de volta para o Brasil em 2011 - após terem sido realizadas quatro edições em Lisboa, Portugal, e duas em Madri, na Espanha. "Tinha difundido a ideia de levar o festival de volta ao Brasil em 2014, na época da Copa do Mundo, mas a prefeitura do Rio quer que o evento se realize antes", disse ele, na época. Medina ainda havia revelado que o Rock in Rio teria três noites de pop rock, uma de metal e outra dedicada ao indie.

Segundo O Dia, Shakira e Radiohead foram citados como possíveis atrações. Medina tem interesse também em artistas direcionados ao publico infantil, como Miley Cyrus (da série Hannah Montana). O nome de Lady Gaga, uma das maiores artistas da atualidade, também foi citado como um dos anseios do evento. O Rock in Rio foi realizado no Brasil em 1985, 1991 e 2001.

COMO MONTAR UMA BANDA DE ROCK?

por Marco Bezzi

1. QUERO TOCAR PRA VALER. COMO COMEÇO ?

Escolha o instrumento ideal

Tudo bem, você já tira um som de vez em quando - afinal, isso é o mínimo para sonhar com uma banda de rock, certo? Mas, se quiser apostar mesmo nessa carreira, o primeiro passo é investir num bom instrumento. Quando for a uma loja especializada, leve um amigo mais experiente, pois informação nessa hora é essencial. Teste todos os modelos que casem com a grana que você descolou. Cada marca tem um formato diferente, e, assim como uma mulher, cada pessoa tem seu gosto. Em média, bons instrumentos para iniciantes saem nas seguintes faixas de preço:

* Guitarra - 750 reais

* Baixo - 1 mil reais

* Bateria - 1 500 reais

* Por mais que pareça atrativo comprar um instrumento baratinho, é melhor não cair nessa. Escolha as marcas conhecidas (Epiphone, Fender, Tagima, Tama), não fuja delas", diz o guitarrista Martin, da cantora Pitty.

Entre numa "escola do rock"

Com o instrumento profissa à mão, começa a luta para aprender os solos de guitarra do Van Halen ou aquelas viradas do baterista do Rush. Há muitos métodos e programas para os iniciantes. "Acho fundamental ter aula. Você acaba procurando pessoas que já tenham uma base quando vai montar uma banda. Sabe quem toca bem ou mal", afirma o baterista Japinha, do CPM 22, que passou quatro anos dentro de um conservatório. Até quem aprendeu na raça, de maneira autodidata, aconselha a seguir o caminho das aulas: "Não ache que com três songbooks na mão você vai sair tocando. Quando comecei em Salvador, infelizmente não tínhamos uma estrutura de escolas de música", diz o guitarrista Martin.

2. QUERO ACHAR OUTROS INTEGRANTES PRA BANDA. ONDE PROCURO?

Freqüente os lugares certos

Muitas vezes fica difícil encontrar parceiros para formar uma banda por motivos diversos. Um deles é a timidez. "Os caras com mais iniciativa, normalmente os guitarristas, é que me ligavam. Pelo menos sempre fui ponta-firme, sempre aceitava os convites", diz o tímido Japinha, que formou suas bandas com amigos do bairro.

Mas não pense que ficando escondido na sua casa as coisas vão acontecer. Existem pelo menos dois ambientes que são bons para arrumar contatos:

* Na escola

Para quem ainda estuda, é um local-chave. Clemente, líder da banda Inocentes, montou seus grupos com amigos de escola: "Não éramos sempre da mesma classe, mas no corredor conversávamos sobre música." A dica é se enturmar com a galera que gosta de ouvir um som.

* Em shows e bares

Fora do ambiente colégio/faculdade, é legal freqüentar bares com som ao vivo e pequenos shows, lugares que atraem quem curte música e, portanto, potenciais parceiros para sua banda.

* Dê uma busca na internet

Quem não é muito de se enturmar com novas galeras na base do bate-papo pode optar por um abordagem mais direta navegando pela internet. No Orkut, a comunidade "Procuro Músico ou Banda" já tem mais de 2 500 membros. Também existem dezenas de fóruns na web, como o do conservatório EM&T (http://territorio.terra.com.br/canais/emt/mural/), que ajudam a realizar encontros entre músicos que andam procurando parceiros. A banda Detonautas, por exemplo, reuniu-se por meio de um desses fóruns, em 1997.

3. O GRUPO ESTÁ MONTADO. COMO DEVEM ROLAR OS ENSAIOS?

* Improvise um estúdio

É unânime. No início, o melhor a fazer é descolar um lugar numa garagem ou num canto da casa e fazer dele o seu estúdio. Alugar um espaço profissional não sai barato: 1 hora de ensaio custa em média 25 reais num estúdio. "Toque em qualquer lugar: lavanderia, garagem, quarto. Ensaie bastante e fique afiado antes de gastar dinheiro com um estúdio profissional", afirma o produtor musical Rick Bonadio, descobridor dos Mamonas Assassinas, Charlie Brown Jr. e CPM 22.

Por isso, é melhor se acostumar com a reclamação dos vizinhos. Ou melhor ainda, tentar vedar acusticamente o local. Uma boa dica é colar nas paredes caixas de ovos ou espuma perfilada (vendida em lojas de colchão): já diminui bastante o volume para quem está do lado de fora.

* Programe os encontros

Como em um time de futebol, quanto mais ensaios, melhor o entrosamento. Mas também é importante não saturar o relacionamento. "Não adianta tocar todo dia, o clima ficar pesado e a banda acabar. Mas tente pelo menos ensaiar uma vez por semana", afirma Japinha.

O ideal é aumentar o número de ensaios por semana — e até juntar uma grana para pagar umas horas de estúdio profissional — apenas antes do próximo passo na carreira: a gravação de um CD "demo" ou a apresentação em um show.

4. A BANDA JÁ ESTÁ AFINADA. COMO TIRÁ-LA DA "GARAGEM"?

* Grave sua primeira "demo"

Gravar o primeiro trabalho é um dos pontos fundamentais para tirar seu grupo da garagem e cair na estrada — nem que seja a caminho do teatro da escola... Você pode optar por montar um miniestúdio em casa ou pagar pelas horas de gravação em um estúdio profissional. Para montar uma estrutura em casa, o custo mínimo (entre computador, microfone, monitores e placas de som) é de 4 500 reais. Ou seja, é mais recomendável gravar seu CD em um estúdio. Mas, antes de entrar nessa, é bom estar atento para algumas coisas:

* Número de CDs

Quem dá a dica é o "produtor caseiro" Rodrigo Brandão, guitarrista da banda Leela: "Para distribuir o material para imprensa, produtores e até para uma pequena venda, uma boa tiragem inicial é de 200 cópias."

* Custo da gravação

Cada CD com um encarte simples custa em média 4,50 reais. Você vai precisa desembolsar ainda uma grana para a gravação no estúdio. A hora de gravação sai, em média, 45 reais. Por isso, para não jogar dinheiro fora, ensaie bastante e deixe as músicas bem redondas antes de apertar o play/rec. Mesmo assim, você vai precisar de pelo menos umas 25 horas de gravação em estúdio. Somando tudo, o CD "demo" sai por cerca de 2 200 reais.

* Agende as primeiras apresentações

Ter o primeiro CD gravado é um grande passo, mas o batismo de fogo de uma banda são mesmo os shows. Apresentar-se ao vivo é tão importante para a carreira que os músicos são unânimes em afirmar: vale a pena sim tocar de graça no início, pois a divulgação de um bom show compensa. "É um investimento no seu trabalho", diz o produtor e guitarrista Rodrigo Brandão. "Se o cachê for por bebida, ótimo, agradeça. Você não soma em capital financeiro, mas soma em capital de banda", diz Japinha.

Para detonar nas primeiras apresentações, vale seguir alguns conselhos:

* Faça um ensaio profissa

Um ótimo show é inesquecível, mas um show ruim é mais lembrado ainda. Por isso, se sua banda só tem tocado dentro de casa, vale a pena marcar alguns ensaios num estúdio antes da apresentação. Nesse ambiente profissional, você ouvirá as vozes, os instrumentos e poderá corrigir erros. "Já tivemos surpresas ao descobrir que éramos ruinzões na hora do show, pois não tínhamos como ensaiar em um local com uma estrutura mínima", diz Clemente, líder dos Inocentes.

* Monte o seu "festival"

Tente reunir bandas amigas e feche uma festa, um local para tocar. A bagunça (e a divulgação) estará armada se cada banda levar um número razoável de pessoas. Pense nos outros grupos como aliados.

* Comece o trabalho de divulgação

Depois de ralar nos ensaios, tocar ao vivo e gravar seu CD, o próximo passo é divulgar seu trabalho, para que a banda não vire só uma atração para um grupo restrito de amigos. Nessa hora, existem duas estratégias principais de ação:

* Distribuição dos CDs

Prepare um release — texto de apresentação da banda — curto, sem grandes firulas, e envie junto com o CD. Uma dica preciosa: "Mande uma ‘demo’ com cinco músicas no máximo. A ordem delas é importante. Deixe as melhores para o início porque, se bobear, não passamos da terceira", diz o produtor Rick Bonadio. Envie para bandas amigas, revistas, gravadoras, produtores... Ah, e não esqueça de caprichar no visual do seu CD. Muita gente escolhe o que ouvir primeiro pela capa.

* Divulgação pela internet

É fundamental estar ligado à rede. Tanto para divulgar seus shows e suas músicas quanto para ter uma resposta imediata de seu trabalho. O webdesigner Marcos Sketch, responsável pelos sites dos Detonautas e do Los Hermanos, resume: "A melhor maneira de chamar atenção é com o conteúdo. Atualizar seu site constantemente fará os internautas voltar." Disponibilize MP3 de suas músicas no seu site e também em sites como o da Trama Virtual (www.tramavirtual. com.br). Foi por causa do bom acesso nesse site às músicas da banda Cansei de Ser Sexy que a gravadora Trama assinou um contrato com o grupo. Sua banda pode ser a próxima... ;-)

3 DICAS PARA VOCÊ NÃO DESAFINAR

1. Não tente ser "comercial". Uma banda iniciante nunca sabe o que isso significa.

2. Toque só uma música cover por show. Muitas canções de artistas conhecidos podem fazer a identidade da sua banda ir pra cucuia.

3. Nunca mande MP3 por e-mail pra ninguém. A caixa postal do seu destinatário pode entupir e ele nunca mais vai querer ouvir falar da sua banda...

BLACK SABBATH: DOOM LET LOOSE


Por Ricardo Seelig

O canadense Martin Popoff é hoje o mais importante jornalista e escritor “metálico” do planeta. Autor de dezenas de livros e artigos, colaborador das mais diversas publicações, sua imensa bibliografia disseca a cultura headbanger e serve como guia tanto para os iniciantes quanto para os mais veteranos no Heavy Metal.

Depois de escrever obras dedicadas ao Southern Rock (“Southern Rock Review”), Blue Oyster Cult (“Secrets Revealed”), UFO (“Shoot Out The Lights”), Rainbow (“English Castle Magic”), Dio (“Light Beyond The Black”) e Iron Maiden (“Run For Cover: The Art Of Derek Riggs”), Popoff coloca agora no mercado o livro “Black Sabbath: Doom Let Loose”, que disseca a carreira do grupo mais importante da história da música pesada.

Com 355 páginas, o livro inicia na era pré-Sabbath, nas primeiras aventuras de Tony Iommi, Geezer Butler, Bill Ward e Ozzy Osbourne, que culminaram com o nascimento do Earth. Os primeiros ensaios, os primeiros shows, as primeiras histórias, está tudo lá, relatado por Popoff.

Mas o filé de “Doom Let Loose” surge mesmo quando o Black Sabbath se lança ao mercado e se consolida como banda. Dividido em capítulos que englobam cada um dos álbuns lançados pelo grupo, e também todas as fases e mudanças de formação pelas quais a banda passou, a obra vai fundo nos bastidores, processo de composição e itens lançados em cada época, o que a transforma, simultaneamente, em um excelente livro de histórias e um guia fundamental para os colecionadores do Black Sabbath, já que lista versões dos álbuns, singles, promos e demais formatos lançados.

O texto de Martin Popoff é fácil de ser lido, prende a atenção, e vem acompanhado de muitas, muitas mesmo, fotos e ilustrações relacionadas ao grupo. É claro que quem é fã irá amar e pirar nos detalhes, mas o mais legal disso tudo é que “Doom Let Loose” funciona não só para essas pessoas, mas também para todo e qualquer apreciador do estilo.

“Black Sabbath: Doom Let Loose” é uma obra fundamental, aliás, como todas os livros que Popoff vem lançando ao longo dos anos. Uma pena que não tenha sido lançado no Brasil e não conte com uma versão em português.

Falando nisso, essa é uma ótima dica para as gravadoras e editoras dedidadas ao Heavy Metal: por favor, lancem os livros de Martin Popoff no Brasil. Não somos um dos maiores mercados para a música pesada no mundo? Então, testem essa força e coloquem essas obras à disposição dos headbangers brasileiros. Garanto que leitores não faltarão …

TONY IOMMI EXPLICA COMO TOCAR "PARANOID"

Traduzido por Paulo Ferreira Fonte: Brave Words

A Guitar World bateu um papo com o lendário guitarrista do BLACK SABBATH, Tony Iommi, onde o tema foi o álbum seminal de 1970, “Paranoid”.

Guitar World: “Paranoid”, o álbum divisor de águas do Black Sabbath, é considerado por muitos o mais fino trabalho da banda.

Tony Iommi: “Eu acho que a razão de ter uma gravação tão boa foi o longo tempo que tivemos para trabalhar o material. Estávamos tocando sete sets de 45 minutos por dia em um velho e empoeirado clube na Suíça para um pequeno grupo de pessoas. Este esquema de ensaio por seis semanas nos dava ânimo. Também nos deu a oportunidade de experimentar mais, pois tínhamos apenas musicas suficientes para um set e não sete. Nos deu a chance de fazer muita coisa e rearranjar musicas já existentes”.

Guitar World: Como foi o processo de gravação deste disco?

Iommi: “Nós gravamos em poucos dias em um pequeno estúdio, Regent Sound, na Inglaterra, usando um gravador de oito pistas. Foi como gravar em uma garagem. Colocamos um microfone na frente da cabine, e eu toquei a faixa original com a banda, fizemos um 'overdub' e pronto. Pra nós foi como se estivéssemos fazendo um show. Concluímos que alguns dias seriam mais que suficientes para gravar e mixar todo o álbum".

Guitar World: O que te fez usar os amplificadores Laney?

Iommi: “A razão é bem simples. Laney era de Birmingham, e eu também. Era uma nova empresa que estava começando ao mesmo tempo que nós, em 1968. Foram muito úteis para nós, fizemos um trabalho em conjunto. Nós deram toda amplificação que precisávamos.”

Guitar World: Você tocou uma Stratocaster no primeiro álbum do Sabbath, mas mudou para Gibson SG no “Paranoid”.

Iommi: “Isso aconteceu porque minha Strat quebrou enquanto ainda estávamos gravando o primeiro álbum. O captador quebrou, e naquela época não tinha peças de reposição. Minha SG era a segunda guitarra. Estava sempre por perto, e eu nunca tinha realmente tocado com ela. E de repente tive que me habituar a utilizá-la. Desde então só uso ela”.

Guitar World: Pode nos ensinar como tocar o riff de abertura da “Paranoid”?

Iommi: "Claro. Vejo muitos guitarristas tocar este riff na sétima casa, mas não é como faço. Eu toco na décima segunda casa. Isto porque o acorde nesta posição soa bem mais sombrio que o tocado na sétima casa".


Leia entrevista completa (inglês): Brave Word

HEAVEN & HELL: ATÉ PHIL ANSELMO CANTOU EM TRIBUTO A DIO

Traduzido por Rafael Furtado Pinheiro Em 25/07/10 Fonte: Nightwatchershouseofrock

Tony Iommi, Geezer Butler e Vinny Appice realizaram um tributo especial ao ex-companheiro de Heaven & Hell, Ronnie James Dio.

De acordo com a Classic Rock Magazine, Geezer Butler, Tony Iommi e Vinny Appice deixaram arrepiados quem presenciava a apresentação. É bom dizer que Jorn Lande (Masterplan) e Glenn Hughes (ex-Deep Purple, Black Sabbath) fizeram um ótimo trabalho nos vocais, não só nos lembrando da trágica perda – e há alguns momentos muito emocionantes – mas também mostrando como o legado deixado por Dio uniu a todos. Quando Wendy Dio lê uma mensagem sobre instituições de combate ao câncer, quase todos ali presentes ficam comovidos. O Heaven & Hell ainda nos presenteou com o momento mais surreal do dia: Phil Anselmo sobe no palco correndo, pega o microfone do estarrecido Hughes, e canta junto com a banda a música ‘Neon Knights’.

O setlist do show segue abaixo:

01 E5150
02 Mob Rules (1)
03 I (1)
04 Country Girl (2)
05 Children of the Sea (2)
06 Turn Up the Night (1)
07 Voodoo (1)
08 Bible Black (2)
09 Falling Off the Edge of the World (2)
10 Tony Iommi's solo
11 Die Young (1)
12 Wendy Dio's speech
13 Heaven and Hell (1)+(2)
14 Neon Knights (1)+(2)

Jorn Lande (1)
Glenn Hughes (2)
Assista a uma parte do Show Tributo a Dio

sexta-feira, 23 de julho de 2010

TRADUÇÕES: WAR PIGS - BLACK SABBATH

War Pigs

Generals gathered in their masses
just like witches at black masses
evil minds that plot destruction
sorcerers of death's construction
in the fields the bodies burning
as the war machine keeps turning
death and hatred to mankind
poisoning their brainwashed minds
Oh, Lord yeah!

Politicians hide themselves away
they only started the war
Why should they go out to fight?
They leave that role to the poor, yeah!

Time will tell on their power minds
Making war just for fun
Treating people just like pawns in chess
Wait 'till their judgement day comes, yeah!

Now in darkness, world stops turning
ashes where their bodies burning
No more war pigs of the power
Hand of God has stuck the hour
Day of judgement, God is calling
on their knees, the war pigs crawling
Begging mercy for their sins
Satan, laughing, spreads his wings
Oh, Lord yeah!

TRADUÇÃO:

Porcos de Guerra


Generais se reúnem em suas massas
como bruxas numa missa negra
mentes diabólica que tramam destruição
feiticeiros da criação da morte
Nos campos há corpos queimando
enquanto a máquina de guerra continua agindo
Morte e ódio à humanidade
envenenando suas mentes esvaziadas
Oh, Senhor yeah

Políticos se escondem
eles apenas iniciam a guerra
por que eles deveriam sair para lutar
eles deixam isso para pobres

o tempo vai mostrar a força de suas mentes
fazendo guerra só por diversão
tratando as pessoas como peões num jogo de xadrez
espere até que seu dia do julgamento chegue

Agora na escuridão o mundo para de girar
cinzas onde os corpos queimavam
sem mais porcos de guerra no poder
a mão de Deus marcou a hora
Dia do julgamento, Deus está chamando
Os porcos de guerra estão de joelhos, rastejando
implorando perdão por seus pecados
Satã está rindo e expandindo suas asas
Oh, Senhor yeah!


Baixe a música para acompanhar a leitura

APRENDA A TOCAR BLACK SABBATH (CONTRA BAIXO)

Bem galera, em uma postagem anterior disponibilizei a partitura de guitarra para a música War Pigs, desta vez estou colocando a partitura do Baixo além do arquivo completo do baixo estou colocando também um arquivo midi da bateria, ai é só baixar a partitura imprimir ela está no formato (pdf) e depois baixar o midi e executa-lo do Windows Media Player e acompanhar, se você tiver um amigo guitarrista pode baixar e imprimir a partitura da guitarra em um postagem anterior, é só olhar no Arquivos do Blogger.



Boa diversão!



Baixar partitura do baixo

Baixar midi bateria para acompanhamento

BLACK SABBATH: OSBOURNE E IOMMI ENCERRAM AÇÃO PELO NOME


Traduzido por Derek Volker
Em 21/07/10
Fonte: Blabbermouth

Ozzy Osbourne disse ao The Pulse of Radio que recentemente uma ação entre ele e o guitarrista Tony Iommi sobre o uso do nome Black Sabbath fora resolvida e que tudo está bem entre eles.

Agora Osbourne e Iommi emitiram a seguinte declaração conjunta sobre o assunto: "Ozzy Osbourne e Tony Iommi, da lendária banda de heavy metal Black Sabbath, resolveram seus problemas de forma amigável sobre a propriedade do nome Black Sabbath e o processo judicial em Nova York foi descontinuado. Ambas as partes estão contentes de deixar isso para trás e cooperar para o futuro, deixando claro que essa questão nunca foi pessoal, foram sempre negócios. "

A formação original do Black Sabbath, Ozzy Osbourne, Tony Iommi, o baixista Geezer Butler e o baterista Bill Ward não fazem uma turnê juntos desde o verão de 2005 e a última convocação para a sua inclusão no Rock And Roll Hall Of Fame, foi no início de 2006.

Em uma entrevista recente ao jornal Sunday Mercury, Iommi disse que não descarta uma outra reunião com Ozzy. Após a morte do cantor Ronnie James Dio, em maio, com quem Iommi estava trabalhando recentemente no HEAVEN & HELL, Iommi disse ao jornal "Eu falei com Ozzy, enquanto eu estava em Los Angeles após funeral de Ronnie... Ozzy e eu temos um relacionamento complicado, mas nós sempre estivemos em contato, não importa o que estivesse acontecendo. Eu tocaria com Ozzy novamente? Quem sabe? É estranha essa relação minha com o Ozzy".

Iommi acrescentou: "Pode acontecer todo tipo de merda mas nós continuamos a nos falar, como se nada de ruim tivesse acontecido."

The Pulse of Radio perguntou a Ozzy se havia mais uma vez a chance de uma reunião com Black Sabbath original. "Bem, eu nunca digo nunca", disse ele. "Quer dizer, eu tenho algumas idéias, mas vamos ver o que acontece, você sabe. Nós tentamos fazer outro álbum, mas todos nós mudamos muito e - se não fizermos um álbum que arrebente como o a última coisa que fizemos juntos, então isso vai ser encarado como uma brincadeira, você sabe".

O grupo tentou gravar um novo álbum há 11 anos, seu primeiro desde 1978, mas abandonou a tentativa após apenas algumas canções.

Ozzy lançou um novo álbum solo, chamado "Scream", em 22 de junho e será headline do Ozzfest mais tarde este verão (N.T.: verão no hemisfério norte).

Ozzy entrou com um processo contra Iommi em maio de 2009, alegando que Iommi ilegalmente tomou posse exclusiva do nome da banda registrando-o no U.S. Patent and Trademark Office.

Osbourne processou Iommi exigindo 50% da marca "BLACK SABBATH", juntamente com uma parcela dos lucros de Iommi pelo uso do nome.

O tribunal federal de Manhattan também determinou que os vocais de Osbourne são em grande parte responsáveis pelo "extraordinário sucesso" da banda, notando que sua popularidade caiu durante a ausência dele no período de 1980 a 1996.

O advogado Andrew DeVore argumentou que Osbourne deixou todos os seus direitos para a marca Black Sabbath depois que ele saiu da banda em 1979.

Já o advogado de Ozzy, Howard Shire, chamou o acordo de "arenque vermelho" (N.T.: Gíria para acordo preliminar) que foi "repudiada", quando o cantor voltou em 1997 e assumiu o "controle de qualidade" de mercadorias da banda, turnês e gravações.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

O TERÇO


BIOGRAFIA.

O Terço é uma banda brasileira formada no Rio de Janeiro em 1968 por Jorge Amiden (guitarra), Sérgio Hinds (baixo) e Vinícius Cantuária (bateria). A banda começou tocando rock clássico, mas logo tendeu ao rock progressivo e ao rock rural e MPB caracterizando o som e a diversidade musical da banda.

Segundo o guitarrista Sérgio Hinds (único membro presente em todas as formações da banda), a palavra terço foi escolhida como nome da banda porque é uma medida fracionária que corresponde a três ou a “terça parte de alguma coisa”, como num rosário. O Terço caiu como uma luva devido a primeira formação da banda, que era a de trio (guitarra, baixo, bateria). Inicialmente, o nome escolhido tinha sido “Santíssima Trindade”, mas para evitar atritos com a Igreja Católica, foi adotado “O Terço”.

HISTÓRIA.

Origem.

O Terço originou-se basicamente de dois grupos, o Joint Stock Co. (que integrava Jorge Amiden, Vinícius Cantuária, Cezar de Mercês e Sérgio Magrão) e Hot Dogs (que integrava Sérgio Hinds). Todos eles viriam a fazer parte da banda em diversas ocasiões. O Terço surgiu no final da década de 1960 e a primeira formação foi: Sérgio Hinds no baixo, Jorge Amiden na guitarra e Vinícius Cantuária na bateria. Esta formação gravou o seu primeiro LP em 1970, com uma mistura de rock 50, folk e música clássica.

O Terço nesta época tocava em diversos festivais. Com a canção “Velhas Histórias”, composta por Renato Côrrea e Guarabyra, o grupo ganhou o Festival de Juiz de Fora. Em um festival universitário, a banda ficou em 2º lugar defendendo a música “Espaço Branco” de Vermelho e Flávio Venturini (que mais tarde viria a integrar o grupo). A banda também classificou as músicas “Tributo ao Sorriso” (3º lugar) e “O Visitante” (4º lugar), em duas edições do Festival Internacional da Canção (FIC), o que levou a banda a se tornar o grupo revelação pela mídia especializada, com destaque para o vocal trabalhado em falsete, que era uma das características da banda e que encantava o público.

PRIMEIRAS MUDANÇAS.

Sérgio Hinds havia se afastado do grupo para tocar com Ivan Lins. Foi então que Jorge Amiden chamou Cezar de Mercês para integrar o grupo como baixista. Sérgio Hinds voltou logo depois para completar o quarteto. Com inovação e criatividade, em parceria com Guarabyra, o grupo criou o violoncelo elétrico (tocado por Sérgio Hinds) e a guitarra de três braços (apelidada de “tritarra”, tocada por Jorge Amiden). Foi assim que O Terço lançou um belo compacto duplo com 5 músicas, entre elas, um tema de Bach, que mostrava bem a influência clássica da banda.

Logo depois, Jorge Amiden que até então era a principal mente criadora de O Terço, se desentende com o grupo e o deixa. Em acordo entre os outros três integrantes, Sérgio Hinds registrou o nome “O Terço” para que Jorge Amiden não o fizesse. Após a saída do grupo em 1972, Amiden criou um novo grupo chamado Karma, junto com os músicos Luiz Mendes Junior (violão) e Alen Terra (baixo). O Karma gravou um belo disco ainda neste ano e depois se desfez.

O Terço passou então a ser Sérgio Hinds (guitarra), Cezar de Mercês (baixo) e Vinícius Cantuária (bateria). Ainda em meados de 1972, O Terço participou da gravação do disco “Vento Sul” de Marcos Valle. Também participaram em algumas faixas o trio “Paulo, Claudio e Maurício”, formado pelos irmãos gêmeos Paulo e Claudio Guimarães (flauta e guitarra) e pelo arranjador Maurício Maestro, além do guitarrista Frederiko (Fredera), ex-Som Imaginário. O Terço junto com Marcos Valle fizeram uma turnê por todo país e tocaram no Festival do Midem em Cannes, na França.

ASCENSÃO AO ROCK PROGRESSIVO.

Influênciados pelo rock progressivo inglês, O Terço mudou a sua sonoridade e em 1972 lançou um compacto mais pesado com as músicas “Ilusão de Ótica” e “Tempo é Vento”. No ano seguinte O Terço lançou o segundo disco (homônimo). No disco o grupo mostra que queria mesmo era tocar rock progressivo. O destaque do disco é a longa suíte chamada “Amanhecer Total” (com 6 temas), composto pelos três integrantes e que conta com a participação de Luiz Paulo Simas nos teclados sintetizadores (Módulo 1000), Patrícia do Valle com a voz na introdução do tema “Cores”, Chico Batera na percussão e Maran Schagen encerrando o tema “Cores Finais” no piano. O músico Paulo Moura também participou do disco, tocando saxofone alto na música “Você aí”.

NOVA MUDANÇA NO GRUPO E APROXIMAÇÃO COM O ROCK RURAL.

Após a gravação do segundo disco, Vinícius Cantuária deixou a banda para tocar com Caetano Veloso. Entraram na banda Sérgio Magrão (baixo) e Luiz Moreno (bateria) para tocar junto com Sérgio Hinds (guitarra) e Cezar de Mercês (guitarra base).

A aproximação do grupo com Sá e Guarabyra deu um guinada na carreira de O Terço. Na época, eles foram convidados a gravar um disco com a dupla (Nunca, 1974).Esta proximidade com o chamado “rock rural” da dupla influenciou muito a sonoridade da banda em sua fase posterior. Sérgio Hinds pediu a indicação de um tecladista para Milton Nascimento, que indicou Flávio Venturini. Com o novo tecladista, O Terço começou, já em 1974, a gravar o terceiro disco da banda. Cezar de Mercês deixou o grupo, mas continuou como compositor e colaborador da banda.

MELHOR FASE DA BANDA.

Em 1975, Sérgio Hinds (guitarra), Sérgio Magrão (baixo), Luiz Moreno (bateria) e Flávio Venturini (teclado e viola), concluíram a gravação de seu terceiro disco, o “Criaturas da Noite”. A capa do disco foi elaborada por Antônio e André Peticov e foi chamada de “A Compreensão”. O disco começa com o pulsante baixo de Magrão, introdução do simples rock “Hey Amigo”, composição de Cezar de Mercês que se tornou um dos maiores clássicos da banda. A influência do rock rural é bastante presente nas faixas “Queimada” e “Jogo das Pedras” (ambas de Flávio Venturini e Cezar de Mercês). A belissíma faixa-título “Criaturas da Noite” (Flávio Venturini / Luiz Carlos Sá), conta com os arranjos de orquestra do maestro Rogério Duprat. O disco traz as instrumentais “Ponto Final” (do baterista Luiz Moreno, que toca piano na introdução da música) e a suíte instrumental “1974″, composta por Flávio Venturini e que fecha com chave de ouro como o maior destaque do disco e já foi eleita a melhor música em todas as enquetes feitas pelos fãs do grupo. Visando mercado internacional, a banda gravou o vocal deste disco em inglês e lançou o “Creatures of the Night”. O disco Criaturas da Noite é até hoje uma das maiores referências entre os discos de rock progressivo nacional e internacional também. Alguns o consideram o maior disco deste gênero no país.

Em 1976, o grupo foi morar em uma fazenda, em São Paulo. Lá foi concebido todo o novo disco do grupo, que levou o nome de “Casa Encantada”. O disco segue a linha do anterior, com rock progressivo, músicas instrumentais e a influência definitiva do rock rural. O destaque inicial fica por conta do percussionista Luiz Moreno que faz a voz solo das duas primeiras faixas do disco, “Flor de La Noche” e “Luz de Vela” (ambas compostas por Cezar de Mercês). A faixa “Sentinela do Abismo” (Flávio Venturini / Márcio Borges) é uma música solo do tecladista no disco (cantada e tocada apenas por ele) com um arranjo de cordas regido por Rogério Duprat. Cezar de Mercês participou como flautista na belissíma faixa-título “Casa Encantada” (Flávio Venturini / Luiz Carlos Sá). Seguindo a qualidade técnica do disco anterior, este é considerado o melhor disco do grupo depois de “Criaturas da Noite”. O disco é encerrado com uma faixa da dupla Sá e Guarabyra, a ruralissíma “Pássaro”.

Segundo informações da banda, O Terço seguia fazendo uma média de 200 concertos por ano. O sucesso de público era total, seja em teatros ou casas de eventos. Nessa época foi que ocorreu o lendário concerto em homenagem aos Beatles junto com os Mutantes. Nos concertos, a banda também tocava músicas inéditas que ainda não haviam sido gravadas ainda, como a instrumental “Suíte” (Flávio Venturini) e “Raposa Azul” (Flávio Venturini / Sérgio Hinds).

MUDANÇA DE TEMPO.

Em meados de 1977, Flávio Venturini decidiu deixar o grupo para fazer um trabalho junto com Beto Guedes. Cezar de Mercês voltou ao grupo e trouxe com ele o tecladista Sérgio Kaffa. Ainda neste ano, com a nova formação, o grupo lançou um compacto com as músicas “Amigos” e “Barco de Pedra”, ambas compostas por Cezar. A sonoridade do grupo se voltou mais para a MPB, mas sem esquecer suas raízes rock-progressivas.

O quinto disco da banda, “Mudança de Tempo”, foi lançado 1978. O disco segue praticamente a linha dos dois anteriores, com músicas instrumentais, progressivas, mas sempre com diversidade musical. Só para lembrar, a formação do grupo era Sérgio Hinds (guitarra), Sérgio Magrão (baixo), Luiz Moreno (bateria), Cezar de Mercês (violão e flauta) e Sérgio Kaffa (teclados). Este disco fechou uma trilogia sonora iniciada com o disco “Criaturas da Noite” e o contrato com a gravadora Underground/Copacabana. A progressiva faixa-título “Mudança de Tempo” (Cezar de Mercês) é um dos grandes destaques do disco. Outros destaques do disco são as participações do maestro Rogério Duprat e de Rosa Maria (que canta uma música chamada “Minha Fé”, uma canção bem ao estilo gospel norte-americano). Este disco confirma O Terço como um dos grandes nomes do rock da década de 1970 apesar de algumas críticas desfavoráveis.

Nesta época O Terço fez o seu primeiro concerto internacional, no chamado “Concerto Latino-Americano de Rock”. Foram três concertos no Brasil (São Paulo no Ibirapuera, Campinas e Belo Horizonte) e dois concertos na Argentina (em Buenos Aires, no Luna Park e em Rosário).

O FIM DA UNIDADE FINAL.

O Terço vinha cumprindo a sua agenda de concertos normalmente. Mas o desgaste com a gravadora e com gravação do último disco e com as críticas foi desgastando o grupo também. Além disso, Sérgio Hinds havia sofrido um acidente o que o impossibilitou de continuar a tocar por um bom tempo. Para a ocasião, a banda contratou Ivo de Carvalho para ocupar a guitarra e terminar os possíveis compromissos. Ainda em 1978, o maior grupo de rock progressivo dos anos 1970 chegou ao fim. Luiz Moreno foi tocar com sua nova banda “Original Orquestra” e depois foi com Elis Regina. Sérgio Hinds e Cezar de Mercês gravaram discos solos no ano de 1979. Sérgio Magrão junto com os irmãos Flávio e Cláudio Venturini, Vermelho e Hely Rodrigues decolaram com a nova banda 14 Bis.

O RETORNO.

Em 1982, Sérgio Hinds reatou O Terço com Ruriá Duprat (teclados), Zé Português (baixo) e Franklin Paolillo (bateria), lançando o disco “Som Mais Puro”. O disco contou com a participação de Vinícius Cantuária, tocando e compondo em parceria com Hinds algumas faixas do disco. A banda gravou neste disco uma versão mais compacta da música instrumental “Suíte”, composta por Flávio Venturini que o grupo costumava tocar nos concertos mas nunca havia gravado. Depois o grupo teve um novo recesso. Sérgio Hinds lançou seu segundo disco solo, intitulado “Mar”, no ano de 1986. Na década de 1990 Sérgio Hinds reuniu o grupo periodicamente, com formações diversas, para a gravação de novos trabalhos.

O RETORNO DEFINITIVO.


Por volta de 2001, Flávio Venturini fez um concerto no DirecTV Hall em São Paulo e convidou nada mais nada menos que seus velhos companheiros dos anos dourados de O Terço. O público pôde ver (ou rever) Sérgio Hinds, Cezar de Mercês, Sérgio Magrão e Luiz Moreno novamente juntos no palco e tocando as músicas do grupo nos anos 1970. O Terço, ao menos por um breve período de tempo, estava reunido novamente. A partir daí, os músicos sentiram novamente a mesma química e a emoção daquela época e resolveram armar um retorno “definitivo”. Começaram então os ensaios para o retorno do grupo. A idéia era a gravação de um disco ao vivo com algumas faixas inéditas. Porém um acontecimento interromperia os planos da banda: o baterista Luiz Moreno sofreu uma parada cardíaca e faleceu, levando o grupo a desistir temporariamente da idéia do retorno. Com o apoio da esposa de Moreno, Irinéa Ribeiro, o grupo resolve continuar o projeto. O trio Sérgio Hinds, Flávio Venturini e Sérgio Magrão, junto com o baterista Sérgio Mello resolvem seguir em frente. Em 2005, enfim, o grupo marca as datas dos 3 concertos (no Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais). O primeiro foi dia 4 de maio no Canecão (RJ), onde foi gravado o DVD do grupo também. Nesta noite o grupo tocou quase todas as músicas dos discos “Criaturas da Noite” (75) e “Casa Encantada” (76), além de “Tributo ao Sorriso” (70), “Suíte” (75) e “P.S. Apareça” (96), e o concerto contou com as ilustres participações de Marcus Vianna, Ruriá Duprat, Irinéa Ribeiro e o quarteto de cordas Uirapurú. Na ocasião, foi lançado um CD de um concerto que O Terço fez em 1976, no Teatro João Caetano (Rio de Janeiro). Em 2007, o CD e DVD foram enfim lançados.
Conheça melhor o trabalho de O Terço

SECOS E MOLHADOS


Secos & Molhados foi uma banda brasileira, criada pelo compositor João Ricardo em 1971. Canções do folclore português, como "O Vira", misturadas com a poesia de Cassiano Ricardo, João Apolinário, Vinícius de Moraes e Fernando Pessoa, entre outros, fizeram do grupo um dos maiores fenômenos musicais do Brasil.

HISTÓRIA

PRIMEIROS ANOS


A formação inicial do grupo era composta por: João Ricardo (violão de doze cordas e gaita), Fred (bongô) e Antônio Carlos, ou Pitoco, como é mais conhecido. O som completamente diferente à época, fez com que o Kurtisso Negro de propriedade de Peter Thomas, Oswaldo Spiritus e Luiz Antonio Machado no bairro do Bixiga, em São Paulo, local onde o grupo se apresentava, fosse visitado por muitas pessoas, interessadas em conhecer o grupo. Entre os “curiosos” estava a cantora e compositora Luli, com quem João Ricardo fez alguns dos maiores sucessos já gravados no Brasil ("O Vira" e "Fala").

Fred e Pitoco, em julho de 1971, resolvem seguir carreira solo e João Ricardo sai à procura de um vocalista. Por indicação de Luli, conhece Ney Matogrosso, que muda-se do Rio de Janeiro para São Paulo. Depois de alguns meses, Gerson Conrad, vizinho de João Ricardo, é incorporado ao grupo. O Secos & Molhados começa a ensaiar e depois de um ano se apresenta no teatro do Meio, do Ruth Escobar, que virou um misto de bar-restaurante chamado "Casa de Badalação e Tédio".

Formação clássica (1973-1974)

No dia 23 de maio de 1973, o grupo entra no estúdio "Prova" para gravar – em sessões de seis horas ao dia, por quinze dias, em quatro canais – seu primeiro disco, que vendeu mais de 300 mil cópias em apenas dois meses, atingindo um milhão de cópias em pouco tempo.

Os Secos & Molhados se tornaram um dos maiores fenômenos da música popular brasileira, batendo todos os recordes de vendagens de discos e público. O disco era formado por treze canções que ao ver da crítica, parecem atuais até os dias de hoje. As canções mais executadas foram "Sangue Latino", "O Vira", e "Rosa de Hiroshima". O disco também destaca inúmeras críticas a ditadura militar que estava implantada no Brasil, em canções como o blues alternativo "Primavera nos Dentes" e o rock progressivo "Assim Assado" – esta de forma mais explícita em versos que personificam uma disputa entre socialismo e capitalismo. Até mesmo a capa do disco foi eleita pela Folha de São Paulo como a melhor de todos os tempos de discos brasileiros.

O sucesso do grupo atraiu a atenção da mídia, que convidou-os para várias participações na televisão. As mais relevantes foram os especiais do programa Fantástico, da Rede Globo. Sempre apareciam com maquiagens inusitadas, roupas diferentes sendo uma das primeiras e poucas bandas brasileiras a aderirem ao glam rock.

Em fevereiro de 1974, fizeram um concerto no Maracanãzinho que bateu todos os índices de público jamais visto no Brasil - enquanto o estádio comportava 30 mil pessoas, outras 90 mil ficaram do lado de fora[1]. Também em 1974 o grupo sai em turnê internacional, que segundo Ney Matogrosso, gerou oportunidades de criar uma carreira internacional sólida.

Em agosto do mesmo ano, é lançado o segundo disco de estúdio da banda, que tinha em destaque "Flores Astrais", único hit do disco. O lançamento do disco foi pouco antes do fim da formação clássica da banda, que ocorreu por brigas internas entre os membros. Talvez por este motivo o segundo álbum – que veio sem título, e com uma capa preta – não tenha feito tanto sucesso comercial como o primeiro.

Período de inatividade (1974-1977)

Após o fim do grupo Secos & Molhados, os três membros seguiram em carreira solo. Ney Matogrosso lançou no ano seguinte, em 1975, seu primeiro disco solo com o nome de "Água do Céu-Pássaro" (recheado de experimentalismos musicais) e com o sucesso "América do Sul". João Ricardo lançou também em 1975 seu disco homônimo, mais conhecido por Disco Rosa/Pink Record. Gerson Conrad juntou-se a Zezé Motta e lançou um disco também em 1975.

João Ricardo adquiriu os direitos autorais sob o nome Secos & Molhados, após algumas brigas na justiça, e saiu a procura de novos músicos para que a banda tivesse novas formações.

Outras formações

A primeira formação após o fim do grupo em 1974 surgiu em maio de 1978, João Ricardo lança o terceiro disco dos Secos & Molhados com Lili Rodrigues, Wander Taffo, Gel Fernandes e João Ascensão. O terceiro disco foi lançado, e mais um sucesso do grupo – o que seria o último de reconhecimento nacional, e único fora da formação original – "Que Fim Levaram Todas as Flores?", uma das canções mais executada no Brasil naquele ano, o que trouxe o novo grupo de João Ricardo às apresentações televisivas.

No mês de Agosto de 1980, junto com os irmãos Lempé – César e Roberto – o Secos e Molhados lança o quarto disco, que não teve sucesso comercial. A quinta formação do grupo nasce no dia 30 de junho de 1987, com o enigmático Totô Braxil, em um concerto no Palace, em São Paulo. Em maio de 1988 sai o álbum "A Volta do Gato Preto", que foi o último da década.

Simplesmente sozinho, em 1999, João Ricardo lança "Teatro?" mostrando definitivamente a marca do criador dos Secos e Molhados.

Origem do Nome


O nome foi criado por João Ricardo, quando, nas proximidades de Ubatuba, em um dia chuvoso, viu uma placa de armazém balançando anunciando o tema "Secos e Molhados". Isto lhe chamou a atenção, e antes mesmo do surgimento da banda, surgiu a ideia do nome e alguns outros conceitos que a consistiriam foram se formando. Eles passaram uma grande temporada em Crixás.

Referências Culturais

A canção "O Vira" é passada para frente de geração à geração, e até hoje, trinta anos depois do fim da formação original do grupo, é executada em rádios e programas de televisão.

Em 2003 foi lançado o disco "Assim Assado: Tributo aos Secos & Molhados", que contavam com versões das músicas do disco de 1973 na voz de outros artistas. Entre eles, Nando Reis, Arnaldo Antunes, Pitty, Tony Garrido, Ritchie e outros.



Conheça a Coletânia Secos & Molhados

CASA DAS MÁQUINAS

Casa das Máquinas é uma banda brasileira de rock, fundada na década de 1970.

HISTÓRIA

OS PRIMÓRDIOS DA BANDA


A banda começou quando José Aroldo Binda (Aroldo) e Luiz Franco Thomaz (Netinho), dois ex-integrantes da banda Os Incríveis, juntaram-se a Carlos Roberto Piazzoli conhecido como Pisca , Carlos Geraldo Carge, ex-integrante da banda Som Beat, que tocava baixo e guitarra, e Pique, ex-integrante da banda de Roberto Carlos que tocava órgão, piano, saxofone e flauta. No começo ficaram conhecidos como "os novos Íncríveis", fazendo shows por todo o Brasil. Seu repertório incluia músicas de Elvis Presley, Paul Anka, Chubby Checker, Neil Sedaka, entre outros. Nas apresentações vestiam figurinos, se maquiavam e davam grandes performaces teatrais no palco. Em 1974 entraram em estúdio e gravaram seu primeiro LP, intitulado Casa das Máquinas.

Neste primeiro disco a banda seguiu um padrão mais hard rock, que lembrava muito o estilo dos Incríveis. Com a saída de Pique, logo depois da gravação desse disco, a vaga se abriu para um virtuoso tecladista da época, Mario Testoni Jr., que trouxe Marinho Thomaz (bateria), irmão de Netinho. Ambos deram um grande vigor para a banda na época (foram uma das primeiras bandas de rock a usar dois bateristas[carece de fontes?]). Entraram em estúdio e gravaram Lar de Maravilhas em 1975, onde foi adotado um estilo mais progressivo. Nessa época Netinho conheceu um grande compositor, ainda menor de idade, chamado Catalau, que havia sido descoberto em 1976 por Pisca e Netinho. A primeira letra que fez foi "Rock que se cria". Compõs com a banda dois discos, Lar de Maravilhas (1975) e Casa de Rock (1976). No disco seguinte ocorreram algumas modificações na formação: Carlos Geraldo e Aroldo saíram e o grupo passou a procurar por um vocalista e um baixista. Foi a vez de Simbas assumir os vocais principais; ex-vocalista do Mountry, banda de bailes e shows da época, Simbas trouxe para o grupo sua voz e seu estilo andrógino no palco. Netinho ofereceu o convite para Simbas logo que chegou de uma viagem a Londres, indicado por Caramês (jornalista da revista POP); Simbas ainda teria tido outra oferta de ser vocalista da banda Tutti Frutti, de Rita Lee, porém optou pela proposta de Netinho e ingressou no Casa das Máquinas. Entraram em estúdio e gravaram Casa de Rock, sem baixista; Pisca fez as linhas de baixo e só depois foi convidado João Alberto para assumir o posto de baixista. Nessa mesma época o Casa conseguiu uma apresentação na TV Tupi, que não foi ao ar por causa da censura; Simbas teria vestido roupas chamativas e feito movimentos exóticos, e este teria sido o principal motivo. Mais tarde o vídeo estaria disponibilizado na internet. Agora seria a vez de Marinho Testoni deixar a banda; seu contrato acabou na época e ele recebeu uma boa proposta para integrar o grupo Pholhas. Seguindo o caminho a banda continuou sem tecladista fixo; Pisca, que era o gênio instrumental, tocava teclado em algumas musicas que não precisavam de guitarra, como "Vale verde" e "Mania de ser". Entraram em estúdio e gravaram o videoclipe da música "Casa de Rock" que continha um cenário com máquinas e andaimes, lembrando mesmo o nome da banda, e publicado mais tarde no Fantástico, da TV Globo.Quase no fim da carreira fizeram um show em Santos em 1978 que foi gravado em uma fita cassete e depois pirateado para CD, uma das últimas apresentações do grupo, que depois ficaria parado até dezembro de 2003.

O FIM

Casa das Máquinas, enquanto grupo, acabou em 1978, não por um motivo específico, mas por uma conjunção de fatores. Alguns motivos que podem ter causado o fim da banda foram os seguintes:

O mercado fonográfico iniciava o processo de "profissionalização", fechando as portas para aqueles artistas que na época tinham propostas com qualidade, porém que tinham retorno a longo prazo.
A disco music estava crescendo no Brasil, ocupando assim o espaço que antes eram terreno de bandas como o Casa das Máquinas.
A ditadura militar, já em fase de agonia, fazia questão de incomodar ao máximo, bandas como o Casa das Máquinas eram taxados como maconheiros, bichas, arruaceiros e marginais. Utilizavam diversos pretextos para impedir a banda de se apresentarem na TV.
Finalmente, houve o episódio da morte de um cinegrafista da TV Record, depois de uma briga que envolveu alguns membros do grupo. Segundo uma das versões do ocorrido, Simbas, que chegara aos estúdios da Record para se apresentar no programa de Raul Gil em um veículo dirigido por seu irmão, preferiu utilizar-se do portão dos fundos, em vez de entrar pela frente, onde estariam fãs. Enquanto Simbas descarregava seus equipamentos, um motorista de ônibus que encontrou o caminho da saída bloqueado teria começado uma briga, e ao retornar e tentar apartar foi impedido por um câmera da Record, com quem acabou trocando chutes e socos; posteriormente o câmera teria sido internado em um hospital e acabaria falecendo devido a uma perfuração causada por uma fratura de costela. Simbas teve de responder judicialmente, e, apesar de absolvido por homicídio, foi condenado por agressão.[carece de fontes?]
Quando a banda acabou os integrantes tomaram os seguintes rumos: Simbas e Marinho Thomaz receberam o convite de Luiz Carlini para fazerem parte do Tutti Frutti, João Alberto seguiu Marinho Testoni para participar do Pholhas, Pisca permaneceu trabalhando como compositor e arranjador para outros nomes da música brasileira e Netinho retomou em sua antiga banda, Os Incríveis.

A VOLTA

A possibilidade do retorno da banda havia sido estudada há tempos, em dezembro de 2003. Netinho remontou a banda para uma apresentação única em Matão, interior de São Paulo, e a resposta do publico foi melhor que a banda esperava. Nessa formação contaram com Netinho, Marinho Testoni e Marinho Thomaz, e foram chamados Nando Fernandes vocais, Andria Busic (Dr. Sin)no baixo e Sandro Haick na guitarra.

O retorno concretizou-se no final de 2007. A banda prepara um novo álbum para 2008, trinta anos após seu antecessor. Além de canções inéditas dando sequência à carreira, contará com algumas regravações em novos arranjos.

Em janeiro de 2008 foram convidados para tocarem no Festival Psicodália de Carnaval, na Serra do Tabuleiro, em Santa Catarina, com um público de 3000 pessoas e um repertório totalmente inédito. A formação que se apresentou festival em 3 de fevereiro de 2008 contou com Netinho seu irmão Marinho Thomaz, Marinho Testoni, Andria Busic e Faíska.

Integrantes
Formação Atual

Luiz Franco Thomaz (Netinho) (1972-presente) - bateria e percussão.
Mário Franco Thomaz (Marinho) (1975-presente) - bateria e vocal.
Andria Busic - (2003-presente) - baixo e vocal.
Faíska (2003-presente) - guitarra.
Mário Testoni Jr. (1975-presente) - órgão, teclados e piano

Ex-Integrantes
José Aroldo Binda (1972-1976) - violão, guitarra e vocal.
Carlos Roberto Piazzoli (Pisca) (1972-1978) – guitarra, órgão, baixo e violão.
Carlos Geraldo Carge (1972-1976) - baixo e vocal.
Maria José (Simbas) (1977-1978) - vocal
João Alberto (1977-1978) - baixo
Pique (1972-1975) - piano, saxofone, flauta e órgão

Conheça melhor o trabalho do Casa das Máquinas