O MEL DO ROCK

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quinta-feira, 22 de julho de 2010

CASA DAS MÁQUINAS

Casa das Máquinas é uma banda brasileira de rock, fundada na década de 1970.

HISTÓRIA

OS PRIMÓRDIOS DA BANDA


A banda começou quando José Aroldo Binda (Aroldo) e Luiz Franco Thomaz (Netinho), dois ex-integrantes da banda Os Incríveis, juntaram-se a Carlos Roberto Piazzoli conhecido como Pisca , Carlos Geraldo Carge, ex-integrante da banda Som Beat, que tocava baixo e guitarra, e Pique, ex-integrante da banda de Roberto Carlos que tocava órgão, piano, saxofone e flauta. No começo ficaram conhecidos como "os novos Íncríveis", fazendo shows por todo o Brasil. Seu repertório incluia músicas de Elvis Presley, Paul Anka, Chubby Checker, Neil Sedaka, entre outros. Nas apresentações vestiam figurinos, se maquiavam e davam grandes performaces teatrais no palco. Em 1974 entraram em estúdio e gravaram seu primeiro LP, intitulado Casa das Máquinas.

Neste primeiro disco a banda seguiu um padrão mais hard rock, que lembrava muito o estilo dos Incríveis. Com a saída de Pique, logo depois da gravação desse disco, a vaga se abriu para um virtuoso tecladista da época, Mario Testoni Jr., que trouxe Marinho Thomaz (bateria), irmão de Netinho. Ambos deram um grande vigor para a banda na época (foram uma das primeiras bandas de rock a usar dois bateristas[carece de fontes?]). Entraram em estúdio e gravaram Lar de Maravilhas em 1975, onde foi adotado um estilo mais progressivo. Nessa época Netinho conheceu um grande compositor, ainda menor de idade, chamado Catalau, que havia sido descoberto em 1976 por Pisca e Netinho. A primeira letra que fez foi "Rock que se cria". Compõs com a banda dois discos, Lar de Maravilhas (1975) e Casa de Rock (1976). No disco seguinte ocorreram algumas modificações na formação: Carlos Geraldo e Aroldo saíram e o grupo passou a procurar por um vocalista e um baixista. Foi a vez de Simbas assumir os vocais principais; ex-vocalista do Mountry, banda de bailes e shows da época, Simbas trouxe para o grupo sua voz e seu estilo andrógino no palco. Netinho ofereceu o convite para Simbas logo que chegou de uma viagem a Londres, indicado por Caramês (jornalista da revista POP); Simbas ainda teria tido outra oferta de ser vocalista da banda Tutti Frutti, de Rita Lee, porém optou pela proposta de Netinho e ingressou no Casa das Máquinas. Entraram em estúdio e gravaram Casa de Rock, sem baixista; Pisca fez as linhas de baixo e só depois foi convidado João Alberto para assumir o posto de baixista. Nessa mesma época o Casa conseguiu uma apresentação na TV Tupi, que não foi ao ar por causa da censura; Simbas teria vestido roupas chamativas e feito movimentos exóticos, e este teria sido o principal motivo. Mais tarde o vídeo estaria disponibilizado na internet. Agora seria a vez de Marinho Testoni deixar a banda; seu contrato acabou na época e ele recebeu uma boa proposta para integrar o grupo Pholhas. Seguindo o caminho a banda continuou sem tecladista fixo; Pisca, que era o gênio instrumental, tocava teclado em algumas musicas que não precisavam de guitarra, como "Vale verde" e "Mania de ser". Entraram em estúdio e gravaram o videoclipe da música "Casa de Rock" que continha um cenário com máquinas e andaimes, lembrando mesmo o nome da banda, e publicado mais tarde no Fantástico, da TV Globo.Quase no fim da carreira fizeram um show em Santos em 1978 que foi gravado em uma fita cassete e depois pirateado para CD, uma das últimas apresentações do grupo, que depois ficaria parado até dezembro de 2003.

O FIM

Casa das Máquinas, enquanto grupo, acabou em 1978, não por um motivo específico, mas por uma conjunção de fatores. Alguns motivos que podem ter causado o fim da banda foram os seguintes:

O mercado fonográfico iniciava o processo de "profissionalização", fechando as portas para aqueles artistas que na época tinham propostas com qualidade, porém que tinham retorno a longo prazo.
A disco music estava crescendo no Brasil, ocupando assim o espaço que antes eram terreno de bandas como o Casa das Máquinas.
A ditadura militar, já em fase de agonia, fazia questão de incomodar ao máximo, bandas como o Casa das Máquinas eram taxados como maconheiros, bichas, arruaceiros e marginais. Utilizavam diversos pretextos para impedir a banda de se apresentarem na TV.
Finalmente, houve o episódio da morte de um cinegrafista da TV Record, depois de uma briga que envolveu alguns membros do grupo. Segundo uma das versões do ocorrido, Simbas, que chegara aos estúdios da Record para se apresentar no programa de Raul Gil em um veículo dirigido por seu irmão, preferiu utilizar-se do portão dos fundos, em vez de entrar pela frente, onde estariam fãs. Enquanto Simbas descarregava seus equipamentos, um motorista de ônibus que encontrou o caminho da saída bloqueado teria começado uma briga, e ao retornar e tentar apartar foi impedido por um câmera da Record, com quem acabou trocando chutes e socos; posteriormente o câmera teria sido internado em um hospital e acabaria falecendo devido a uma perfuração causada por uma fratura de costela. Simbas teve de responder judicialmente, e, apesar de absolvido por homicídio, foi condenado por agressão.[carece de fontes?]
Quando a banda acabou os integrantes tomaram os seguintes rumos: Simbas e Marinho Thomaz receberam o convite de Luiz Carlini para fazerem parte do Tutti Frutti, João Alberto seguiu Marinho Testoni para participar do Pholhas, Pisca permaneceu trabalhando como compositor e arranjador para outros nomes da música brasileira e Netinho retomou em sua antiga banda, Os Incríveis.

A VOLTA

A possibilidade do retorno da banda havia sido estudada há tempos, em dezembro de 2003. Netinho remontou a banda para uma apresentação única em Matão, interior de São Paulo, e a resposta do publico foi melhor que a banda esperava. Nessa formação contaram com Netinho, Marinho Testoni e Marinho Thomaz, e foram chamados Nando Fernandes vocais, Andria Busic (Dr. Sin)no baixo e Sandro Haick na guitarra.

O retorno concretizou-se no final de 2007. A banda prepara um novo álbum para 2008, trinta anos após seu antecessor. Além de canções inéditas dando sequência à carreira, contará com algumas regravações em novos arranjos.

Em janeiro de 2008 foram convidados para tocarem no Festival Psicodália de Carnaval, na Serra do Tabuleiro, em Santa Catarina, com um público de 3000 pessoas e um repertório totalmente inédito. A formação que se apresentou festival em 3 de fevereiro de 2008 contou com Netinho seu irmão Marinho Thomaz, Marinho Testoni, Andria Busic e Faíska.

Integrantes
Formação Atual

Luiz Franco Thomaz (Netinho) (1972-presente) - bateria e percussão.
Mário Franco Thomaz (Marinho) (1975-presente) - bateria e vocal.
Andria Busic - (2003-presente) - baixo e vocal.
Faíska (2003-presente) - guitarra.
Mário Testoni Jr. (1975-presente) - órgão, teclados e piano

Ex-Integrantes
José Aroldo Binda (1972-1976) - violão, guitarra e vocal.
Carlos Roberto Piazzoli (Pisca) (1972-1978) – guitarra, órgão, baixo e violão.
Carlos Geraldo Carge (1972-1976) - baixo e vocal.
Maria José (Simbas) (1977-1978) - vocal
João Alberto (1977-1978) - baixo
Pique (1972-1975) - piano, saxofone, flauta e órgão

Conheça melhor o trabalho do Casa das Máquinas

LIÇÃO DE SOLO DE GUITARRA: COMO CRIAR SOLOS DE GUITARRA ESPETACULARES

Por Tom Hess

Não é o que tu tocas, mas sim como tu o tocas.

Há muitas maneiras de criar solos de guitarra. A maioria dos guitarristas concentram-se sobre “no que tocar” ao invés de se concentrarem em como tocar as coisas. Facto é, que os tons do fraseado (como as notas são tocadas), frequentemente, significam MAIS do que as notas que nós de facto tocamos. Quantas vezes ouviste alguém tocar um solo de guitarra sem muita emoção? Muitas das vezes não havia nada de errado com a escolha de notas. Faltou emoção e interesse ao solo porque o “fraseado” era fraco.

O fraseado de guitarra é o aspecto mais importante para criar grandes solos de guitarra, contudo, poucos guitarristas aprendem desenvolver este elemento fundamental no seu tocar de guitarra.

Um das melhores coisas que podes fazer para criares melhores solos de guitarra, é estudares os teus cantores favoritos cuidadosamente. No início dos anos 90 eu comecei a estudar os estilos vocais dos meus cantores favoritos. Eu aprendi a tocar na guitarra todos os pequenos nuances e vibrato do fraseado vocal deles… e o mais importante, os contextos musicais nos quais eles fazem vários fraseados e escolhas de vibrato ao cantar. Os cantores não podem fazer muitas das coisas que nós podemos fazer na guitarra, mas eles podem naturalmente, e sem esforço fazer coisas que não são comuns (mas possíveis) de fazer na guitarra.

Ouve os teus cantores favoritos e nota a diferença entre o fraseado vocal (como eles cantam notas e frases) deles, e o teu fraseado de guitarra (como tu tocas as notas e frases). Depois, escuta cuidadosamente, o modo de como estes cantores constroem as suas frases e compara isso com a maneira como tu crias os teus solos de guitarra. Quando realmente, prestares atenção a isto, provavelmente, farás algumas observações muito boas e poderosas. Esta pode ser que seja uma das melhores lições de solo de guitarra que possas ter. Pode ser uma experiência de abrir os olhos (e ouvidos) que te pode levar a descobrir MUITAS ideias novas que podes usar para criares os teus próprios grandes solos de guitarra.

Agora vamos ter uma lição de solo de guitarra…

Aqui estão três coisas que podes aprender a implementar no teu tocar imediatamente, para que possas fazer melhores solos de guitarra consistentemente.

Vibrato Retardado: Ouve quantos cantores cantam uma nota (sem vibrato no princípio), e só alguns momentos depois começam a aplicar o vibrato. A vasta maioria de guitarristas não faz isto quando solam; ao invés eles aplicam imediatamente o vibrato à nota. Embora, isto também possa soar bem, tornasse repetitivo aplicar imediatamente o vibrato quando o usas. Sendo assim, toca uma nota na tua guitarra, deixa-a soar naturalmente (sem vibrato) por um momento, e depois aplica o vibrato. Além de criar um “estilo de tocar guitarra mais vocal” também podes notar que a nota que há pouco tocaste sustem-se soando por mais tempo (mais sobre isto no vídeo abaixo).

Movimentos Entre Notas: Como sabes, quando tocando notas num piano a habilidade de “dobrar” notas não existe. Frequentemente, os cantores “dobram” as notas em ambas as direcções (acima e abaixo na tonalidade), embora o dobrar a tonalidades mais baixas seja mais comum na maioria dos estilos vocais. Os guitarristas, frequentemente, dobram notas, mas 99% das vezes só dobram as notas para cima (na tonalidade). (mais sobre isto no vídeo abaixo).

Expressão Emocional Intuitiva: Muitas vezes, os cantores manipulam intuitivamente, a tensão e dissonância. Eles cantam a 9ª de um acorde porque cria um sentimento emocional muito específico. A maioria (não de jazz) dos guitarristas tocariam naturalmente a raiz quando compondo um solo de guitarra (especialmente ao término de uma frase). Isto acontece porque os guitarristas estão, tipicamente, pensando em padrões e posições de escalas. Além disso o ouvido está condicionado para achar as notas consonantes no começar e terminar das frases, quando criando (ou improvisando) solos de guitarra. Os cantores não têm que pensar em padrões, ou posições de escalas. Eles só se concentram na sua intuição - a emoção de cada nota que eles cantam. Isto resulta em opções mais naturais para o cantor (comparado a muitos guitarristas inexperientes) nos começos e fins das frases.


Assista a uma demonstração ao vivo sobre o assunto.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

CREAM

Cream foi uma banda de blues-rock do Reino Unido e supergrupo formado formada pelo guitarrista Eric Clapton, pelo baixista Jack Bruce e pelo baterista Ginger Baker. O seu som é um híbrido de blues, hard rock e rock psicodélico, combinando a técnica apurada de Clapton na guitarra com a poderosa voz e intenso baixo de Jack Bruce e a influência de jazz do baterista Ginger Baker. Wheels of Fire foi o primeiro disco duplo a receber o certificado de vendas de platina no mundo de platina. Cream é largamente considerada como o primeiro notável supergrupo do mundo.

A música do Cream inclui canções baseadas em blues tradicionais, como "Crossroads" e "Spoonful", e blues modernos como "Born Under a Bad Sign", assim como canções mais excêntricas, tais como "Strange Brew", "Tales of Brave Ulysses" e "Toad". Os maiores singles do Cream foram "I Feel Free", "Sunshine of Your Love", "White Room", "Crossroads" and "Badge".

Cream, junto com The Jimi Hendrix Experience, tiveram um impacto significativo na música popular de seu tempo, e, junto com Hendrix, popularizaram o pedal wah-wah. Eles provieram a música de um porém tecnicamente competente aparatoo musical que influenciou bandas emergentes britânicas como Led Zeppelin, Deep Purple, e The Jeff Beck Group, no final da década de 1960. As performances da banda influenciaram bandas de rock progressivo, como a Rush, jam bands como The Allman Brothers Band, Grateful Dead, Phish e grupos de heavy metal como o Black Sabbath.

Cream esteve na 16ª colocação do ranking da VH1 de 100 melhores artistas de hard rock e a revista Rolling Stone os considerou a sexagésima-sexta maior banda (ou artista) de todos os tempos.

HISTÓRIA
Formação:

Por julho de 1966, a carreira de Eric Clapton com os Yardbirds e com os John Mayall's Bluesbreakers deu a ele uma reputação como o melhor guitarrista de blues do Reino Unido. A virtuosidade e o poder de Clapton com seu instrumento inspiraram um fã a escrever com tinta spray as palavras "Clapton is God" ("Clapton é Deus", em tradução literal) em um parede de Islington estação de metrô. Clapton, entretanto, achava o ambiente da banda de Mayall confinante e queria tocar em um novo grupo.

Em 1966, Clapton encontrou Baker, então o líder da Graham Bond Organisation, a qual, a certo momento, apresentava Jack Bruce no baixo, gaita e piano. Baker também se sentia sufocado no GBO e estava cansado do vício em drogas e dos ataques de instabilidade mental de Graham Bond. "Eu sempre gostei de Ginger", explicou Clapton. "Ginger veio para me ver tocar com John Mayall. Depois da apresentação, ele me deu uma carona de volta para Londres no seu Rover. Eu estava muito impressionado com o seu carro e a sua direção. Ele estava me dizendo que queria começar uma banda e eu tinha pensado sobre isso também". Cada um estava impressionado com as habilidades do outro, levando Baker a perguntar a Clapton se ele queria se juntar ao seu novo grupo, então sem nome. Clapton imediatamente aceitou, com a condição de que Baker contratasse Jack Bruce para seu o baixista; de acordo com Clapton, Baker ficou tão surpreso com a sugestão que quase bateu o carro.

Clapton teve um encontro com Bruce qando o baixista/vocalista tocou com os Bluesbreakers, em março de 1966; os dois também tinham trabalhado juntos na banda Powerhouse (que também incluiu Steve Winwood e Paul Jones). Impressionado com o vocal e a técnica de Bruce, Clapton queria trabalhar com ele com uma base contínua.

O que Clapton não sabia era que enquanto Bruce estava na banda de Bond, ele e Baker eram notórios por suas desavenças. Apesar de que ambos eram excelentes músicos de jazz e respeitavam a habilidade do outro, os limites da GBO se provaram muito pequenos para seus egos. A sua volatilidade incluía brigas no palco e sabotagem de um aos intrumentos do outro. Depois de Baker ter demitido Bruce da banda, Bruce continuou a chegar para apresentações; ultimamente, Bruce estava se dirigindo para fora da banda depois de Baker tê-lo ameaçado com uma faca. Apesar disso, Baker e Bruce podiam colocar as suas diferenças de lado para o bem do novo trio de Baker, o qual ele vislumbrou como colaborativo, com cada um dos membros colaborando para as músicas e letras. A banda foi nomeada como "Cream", já que Clapton, Bruce e Baker eram já considerados o "creme da cobertura" entre músicos de blues e jazz na emergente cena musical do Reino Unido. Depois de decidirem acerca de "Cream", a banda considerou eles mesmos "Sweet 'n' Sour Rock 'n' Roll" ("Doce e Ácido Rock 'n' Roll"). Do trio, Clapton tinha a maior fama na Inglaterra; contudo, ele era desconhecido nos Estados Unidos, tendo deixado os The Yardbirds antes de ser lançada a canção "For Your Love", hit no Top Ten Americano.

O Cream fez a sua estreia não oficial no Twisted Wheel em 29 de julho de 1966. A sua esteia oficial veio duas noites depois, no Sexto Anual Festival de Jazz & Blues de Windsor. Sendo novo e com algumas canções originais, Cream levou a cabo o espírito do blues que excitaram a grande multidão, ganhando uma recepção calorosa. Em outubro, a banda também teve uma chance de fazer um jam com Jimi Hendrix, que tinha recentemente chegado em Londres. Hendrix era um fã da música de Clapton e queria uma chance de tocar com ele no palco. Hendrix foi apresentado ao Cream através de Chas Chandler, o baixista dos Animals, que era o empresário de Hendrix.

Foi durante a nova formação que o grupo decidiu que Bruce seria o vocalista do grupo. Apesar de Clapton ser tímido para cantar, ele, algum tempo depois, pegou o vocal da banda em algumas notáevis canções, incluindo "Four Until Late", "Strange Brew", "Crossroads", e "Badge".
[editar] Fresh Cream
O álbum de estreia do Cream, Fresh Cream, foi gravado e lançado em 1966. Ele atingiu o número seis nas listas do Reino Unido e o trinta e nove nos Estados Unidos. É principalmente constituído por covers de blues, incluindo "Four Until Late", "Rollin' and Tumblin'" (escrito por Muddy Waters), "Spoonful" (escrito por Willie Dixon e gravado por Howlin' Wolf), "I'm So Glad" e "Cat's Squirrel". O resto do álbum apresenta canções escritas ou co-escritas por Jack Bruce, mais notavelmente "I Feel Free" (a qual foi um single no Reino Unido, mas foi apenas incluído na versão americana do LP), e duas por Ginger Baker (uma das quais, "Toad", continha um dos primeiros exemplo de solo de bateria no rock). Ginger Baker também colaborou com a então esposa de Jack Bruce, Janet Godfrey, enquanto ela escrevia Sweet Wine.

Os primeiros bootlegs do Cream mostravam uma banda pretendendo mostrar novas canções. Todas elaseram razoavelmente pequena versões de "N.S.U.", "Sweet Wine" e "Toad". Mas apenas dois meses depois, a setlist apresentava música mais longas.

Disraeli Gears

O Cream visitou pela primeira vez os Estados Unidos em março de 1967 para tocar em nove datas no RKO Theater, em Nova Iorque. Eles teronaram para gravar Disraeli Gears em Nova Iorque entre 11 e 15 de maio de 1967. O segundo álbum do Cream foi lançado em novembro de 1967 e atingiu o Top 5 das listas nos dois lados do Atlântico. Produzido por Felix Pappalardi (que depois co-fundou o quarteto Mountain, influenciado pelo Cream) e pelo engenheiro Tom Dowd, ele foi gravado nos Atlantic Studios, em Nova Iorque. Disraeli Gears é frequentemente considerado como sendo um esforço de definição da banda, misturando com sucesso o rock psicodélico britânico com o blues americano. Também foi o primeiro álbum do Cream consitituído primariamente por canções originais, com apenas três das onze faixas escritos por pessoas que não eram da banda. Disraeli Gears não apenas traz hits como "Strange Brew" e "Tales of Brave Ulysses", mas também "Sunshine of Your Love".

Apesar de ser considerado um dos melhores álbuns da Cream, ele nunca foi tocado por muito tempo nos sets ao vivo da banda. Apesar das consistentes "Tales of Brave Ulysses" e "Sunshine of Your Love", uma setlist contendo algumas das canções de Disraeli Gears foi rapidamente retirado do set na metade de 1967, favorecendo ao aparecimento de longos jams ao invés de pequenas canções pop. "We're Going Wrong" foi a única música adicional para o álbum. Nos seus shows de reunião em Londres em 2005, o Cream tocou apenas três canções do Disraeli Gears: "Outside Woman Blues," "We're Going Wrong," e "Sunshine of Your Love."

Em agosto de 1967, o Cream fez seus primeiros shows amplamente divulgados nos EUA, tocando no Fillmore West, em San Francisco, pela primeira vez. Os concertos foram um grande sucesso e provaram uma grnade influência na banda da cena hippy que o cercava. Encontrando uma nova audiência, foi durante essa época que o Cream começou a estender-se no palco, fazendo mais jams, com algumas músicas chegando a vinte minutos. Longos jams são encontrados em "Spoonful", "N.S.U." e "Sweet Wine" e se tornaram os favoritos de serem tocados ao vivo, enquanto "Sunshine of Your Love", "Crossroads", e "Tales of Brave Ulysses" continuaram razoavelmente curtos.

Wheels of Fire

Em 1968, veio o terceiro álbum do Cream, Wheels of Fire, que chegou ao topo das listas americanas. As gravações de estúdio de Wheels of Fire mostraram que o Cream estava movendo-se lentamente para fora do blues em direção a um estilo semi-rock progressivo destacado pelas marcas de tempo e vários instrumentos de orquestra. Entretand, a banda gravou "Sitting on Top of the World", de Howlin' Wolf e "Born Under A Bad Sign", de Albert King . De acordo com uma entrevista à BBC concedida por Clapton, a gravadora os pediu para fazer um cover de "Born Under a Bad Sign", que se tornara popular . A canção de abertura "White Room", tornou-se um hit nas rádios. Outra música, "Politician", foi escrita pela banda esquanto esperavam para fazer uma apresentação ao vivo na BBC. O segundo disco do álbum apresentava três gravações ao vivo no Winterland Ballroom e uma no Fillmore. O segundo solo de Eric Clapton em "Crossroads" é tido como entre os vinte melhores solos de listas. "Toad", escrita por Ginger Baker, é agora considerada como um dos melhores solos de bateria ao vivo da história do rock.

Depois de Wheels of Fire ser completado, na metade de 1968, os membros da banda já tinham estavam bastos e queriam ir cada um para seu caminho. Como Baker diria em uma ientrevista em 2006 à revista Music Mart, "Foi apenas chegar àquele ponto que o Eric me disse: 'Eu já me bastei', e eu disse que eu também. Eu não poderia suportar isso. O último ano com o Cream foi agonizante. Ele causou danos permanentes à minha audição e hoje eu ainda tenho problemas de audição por causa do volume que por todo aquele ano no Cream. Mas eu não comecei daquele jeito. Em 1966, era ótimo. Era realmente uma maravilhosa experiência musical e aquilo foi para o domínio da estupidez". Além disso, o relacionamente instável de Bruce e Baker se provou ainda pior como resultado da força para se pôr a banda em turnês permanentes, forçando Clapton a assumir o papel de pacificador permanente.

Clapton também caiu na fala do antigo grupo de apoio de Bob Dylan, agora conhecido como The Band, e o seu álbum de estreia, Music from Big Pink, que provou ser as boas-vindas de ar fresco em comparação ao incenso e à psicodelia que envolviam o Cream. Outrossim, ele havia lido uma contundente crítica ao Cream na revista Rolling Stone, uma publicação que ele muito admirava, em que o crítico Jon Landau, chamava-o de "mestre do clichê do blues". Isso estava atrás de um artigo em ue Clapton admitia que queria acabar com o Cream e perseguir uma direção musical diferente.

No começo da turnê de despedida, em 4 de outubro de 1968, em Oakland, a maior parte do setlist consistia em canções de Wheels of Fire: "White Room", "Politician", "Crossroads", "Spoonful", "Deserted Cities of the Heart", e "Passing the Time" tomando o lugar de "Toad" no solo de bateria. "Passing the Time" e "Deserted Cities" foram rapidamente removidas e substituídas por "Sitting on Top of the World" e "Toad".

Goodbye
O Cream foi persuadido a fazer um álbum final. Aquele álbum, apropriadamente chamado de Goodbye (Adeus), foi gravado no final de 1968 e lançada no começo do ano seguinte, antes da banda se separar. Ele apresentou seis canções: três gravadas ao vivo em um show The Forum, em Los Angeles, Califórnia, em 19 de outubro e três niovas gravações de estúdio (a mais notável, "Badge", foi escrita por Clapton e George Harrison, que também tocou a guitarra base). "I'm So Glad", que primeiramente apareceu como uma gravação de estúdio no Fresh Cream, era agora uma faixa ao vivo em Goodbye. Ela foi a única canção a aparecer no primeiro e também no último álbuns do Cream.

A "turnê de despedida" do Cream consistiu de vinte e dois shows em dezenove locais nos EUA entre 4 de outubro e 4 de novembro de 1968 e dois concertos finais de despedida no Royal Albert Hall em 26 de novembro de 1968. Inicialemente, outro álbum duplo estava planejado tazendo material ao vivo dessa turbnê mais novas faixas de estúdio, mas um álbum simples, Goodbye. A apresentação final ocorrer no Rhode Island Auditorium, em 4 de novembro de 1968.

Os dois concertos do Royal Albert Hall foram filmados para um documentário da BBC e lançados em vídeo (e depois DVD) como Farewell Concert. Ambos os shows riveram as entradas esgotadas e atraíram mais atenção que qualquer outro concerto do Cream, mas a sua performance foi considerada por muitos como abaixo do padrão. Baker disse dos concertos: "Não foi uma boa apresentação... O Cream era melhor que aquilo... Nós sabíamos que estava tudo acabado. Nós sabíamos que nós estávamos apenas finalizando tudo aquilo, acabando com aquilo". As performances ao vivo do Cream já estavam declinando. Em uma entrevista do Cream: Classic Artists, Ginger Baker concordou que a banda estava piorando a cada minuto.

Os atos que se apoiaram no Cream foram Taste (apresentando um jovem Rory Gallagher) e a recém formada Yes, que recebeu boas críticas. Três apresentações antes de shows do Cream na turnê de encerramento foram feitas pela Deep Purple. Purple tinha originalmente concordado em abrir todos os shows nos EUA, mas o empresário do Cream tirou a Purple depois de três shows, apesar de críticas favoráveis e uma boa harmonia entre as bandas.

O fim da banda
Desde a sua criação, o Cream enfrentava alguns problemas fundamentais que depois se tornariam capitais para a sua dissolução, em novembro de 1968. A rivalidade entre Bruce e Baker criava tensões na banda. Clapton também sentia que os membros da banda não deveriam ouvir muito os outros. Clapton certa vez contou uma história que quando o Cream estava tocando em um concerto, ele parou de tocar e nem Baker nem Bruce foram avisados. Clapton também comentou que as últimas apresentações do Cream consistiam principalmente em seus membros se exibirem. A banda decidiu que se desfaria em maio de 1968, durante uma turnê nos EUA. Mais tarde, em julho, foi feito um anúncio oficial de que a banda acabaria depois de uma derradeira turnê nos Estados Unidos e depois de fazer dois concertos em Londres. O Cream encerrou sua turnê nos EUA em 4 de novembro, tocando em Rhode Island e se apresentou pela última vez no Reino Unido em 25 e 26 de novembro.

Pós-Cream

A banda Blind Faith foi formada imediatamente após o fim da Cream. Ela partiu de uma tentativa de Clapton de recrutar Steve Winwood ao grupo, na expectativa de que ele ajudaria como um amortecedor entre Bruce e Baker. Posteriormente, Eric foi tocar em bandas menos com menos improvisações musicais e baseadas em canções, como eram Delaney & Bonnie, Derek and the Dominos e a sua própria longa e variada carreira solo.

Jack Bruce começou uma variada e bem-sucedida carreira solo em 1969 com o lançamento de Songs for a Tailor, enquanto Ginger Baker formou um conjunto de jazz-fusion chamado Ginger Baker's Air Force, que apresentava Winwood, o baixista da Blind Faith Rick Grech, Graham Bond no sax e o guitarrista Denny Laine da Moody Blues e depois da Wings.

Reuniões
Rock and Roll Hall of Fame

Em 1993, o Cream foi introduzido na Rock and Roll Hall of Fame e colocou de lado as suas diferenças para se apresentar na cerimônia de posse. Inicialmente o trio estava cauteloso sobre o concerto, até que que foram encorajados pelas palavras de Robbie Robertson. O resultado final foi um set incendiário constituído por "Sunshine of Your Love", "Crossroads", e "Born Under a Bad Sign" - curiosamente, a banda nunca havia tocada esta canção ao vivo durante a sua fase original. Clapton mencionou no seu discurso de aceitação que o seu ensaio no dia anterior ao da apresentação marcou a primeira vez que eles tocaram juntos em vinte e cinco anos. Esta apresentação gerou rumores de que haveria uma turnê de reunião da banda. Bruce e Baker foram admitir em entrevistas posteriores que estavam, de fato, interessados em excursionar com o Cream. Uma reunião formal não ocorreu imediatamente, já que Clapton, Bruce e Baker continuaram projetos na suas carreiras solo, apesar de que estes trabalhariam juntos novamente na metade dos anos 90 formando o power trio BBM com o guitarrista irlandês de blues-rock Gary Moore.

2005
Em 2004, foi anunciado oficialmente que o Cream finalmente se reuniria para uma série de quatro apresentações, em 2, 3, 5 e 6 de maio de 2005, no Royal Albert Hall, em Londres, o local dos seus shows finais em 1968. O mais surpreendente foi que a reunião veio pelo pedido de Clapton: apesar de os três músicos escolherem não falar publicamente sobre os shows, Clapton depois diria que ele tronou-se mais "generoso" em consideração ao seu passado, e que a saúde física de Bruce e Baker foi o maior fator: Bruce tinha recentemente passado por um transplante de fígado por causa de um câncer de fígado, e quase perdeu a sua vida, enquanto Baker teve uma artrite severa.

As performances foram gravagas para um CD e um DVD ao vivo. Na lateia, estavam Paul McCartney e Ringo Starr, Steve Winwood, Roger Waters, Brian May do Queen, Jimmy Page do Led Zeppelin e também Mick Taylor e Bill Wyman, ex-integrantes dos Rolling Stones. A reunião marcou a primeira vez que a banda tocou "Badge" e "Pressed Rat and Warthog" ao vivo.

A reunião no Royal Albert Hall provou um sucesso em nível tanto pessoal quanto financeiro, inspirando a banda a se apresentar nos Estados Unidos. For razões desconhecidas, o Cream escolheu tocar em apenas um local, o Madison Square Garden em Nova Iorque, de 24 a 26 de outubro de 2005.

Fãs da banda esperaram por uma turnê maior, mas ela não se confirmou. Em uma entrevista com Jack Bruce em dezembro de 2005, veiculada pela revista Bass Player, o baixista insinuou que gostaria de ver o Cream continuando em um caminho ou outro, possivelmente na forma de um novo álbum, mas aquela turnê estava fora de questão: "Seria um considerável desafio tentar criar músicas que enfrentassem as canções clássicas. Eu já tenho alguma ideias - de fato, eu escrevi uma canção ontem que eu penso que funcionará. Eu só não sei se isso acontecerá, porque nós todos sentimos que a banda é tão especial que não queremos fazer isso que não queremos fazer isso tão frequentemente, se continuarmos. Nós tivemos ofertas que você não acreditaria - eu não acredito - para longas turnês pelo mundo, e elas sao tentadoras. Mas nenhum de nós quer aceitá-las, porque isso retiraria a natureza rara e especial de ficar juntos. Eu gostaria de fazer isso agora e novamente e apenas tocar em algum lugar, mas nós não conseguiríamos fazer um álbum entre isso, e eu vou sugerir isso.."

2006-presente
Em fevereiro de 2006, o Cream recebeu um Grammy Lifetime Achievement Award em reconhecimento pela sua contribuição e influência sobre a música moderna. Naquele mesmo mês, um DVD "Classic Albums" foi lançado detalhando a história por trás da criação e da gravação de Disraeli Gears. Na véspera da cerimônia do Grammy, Bruce confirmou publicamente que mais apresentações do Cream haviam sido planejadas: múltiplas datas em algumas cidades, com shows similares aos de Royal Albert Hall e de Madison Square Garden. Entretanto, a história foi negada por Clapton e Baker, primeiramente por esse em um artigo no Times de abril de 2006. O artigo relatava que quando perguntado sobre o Cream, Clapton disse: "Não. Não por mim. Nós fizemos isso e foi divertido. Mas a vida é muito curta e eu tenho muitas outras coisas que eu preferiria fazer, incluindo ficar em casa com os meus filhos. A coisa sobre a banda, ele fala, foi que isso foi tudo feito com seus limites...foi uma experiência". Em uma entrevista a revista de música britânica Music Mart, sobre o lançamento de um DVD sobre a apresentação da Blind Faith em Hyde Park em 1969, Baker comentou sobre a sua indisponibilidade de continuar com a reunião do Cream. Esses comentários foram mais específicos e explosivos do que os de Clapton, assim como mais centrado nas relações com Jack Bruce. Ginger falou, "Quando ele é o Dr. Jekyll, ele é bom... É quando ele ele é o Mr. Hyde que ele não é. E eu estou com medoque ele ainda seja o mesmo. Eu vou contar para você isso - não haverá nunca mais apresentações do Cream, porque ele foi o Mr. Hyde em Nova Iorque no ano passado."

Quando questionado para que elaborasse, Bker replicou: "Oh, ele gritou comigo no palco, ele colocou seu baixo tão alto que me atordoou na primeira apresentação. O que ele faz é que ele se desculpa e se desculpa, mas eu estou com medo, para fazer isso em uma apresentação da reunião do Cream, aquele foi o fim. Ele matou a mágica, e Nova Iorque foi como 1968... Foi só um terminar a apresentação, pegar o dinheiro num tipo de negócio. Eu estava absolutamente assombrado. Eu digo, ele demonstrou por que ele foi tirado da Graham Bond e por que o Cream não durou muito no palco em Nova Iorque. Eu não queria fazer isso em primeiro lugar simplesmente por causa de como Jack estava. Eu tnha trabalhado com ele algumas vezes desde o Cream, e eu prometi a mim mesmo que e nunca mais trabalharia com ele novamente. Quando Eric primeiramente veio com a ideia, eu disse não, e então ele me telefonou e afinal me convenceu a fazer isso. Eu estava no meu melhor comportamento e fiz de tudo que eu poderia fazer as coisas irem tão calmas quanto o possível, e eu estava realmente simpático para com Jack."

Integrantes
Eric Clapton - guitarra e vocal
Jack Bruce - baixo e vocal
Ginger Baker - bateria

Conheça melhor o trabalho do Cream

ELOY

Eloy é uma banda alemã de rock progressivo, cujos estilos musicais incluem rock sinfônico e space rock, este último principalmente presente nos álbuns mais recentes. O nome da banda foi inspirado em Eloi, uma raça do futuro na novela A Máquina do Tempo, de H.G. Wells. Apesar da nacionalidade, a banda não é considerada participante do movimento Krautrock, devido ao seu som parecer mais com bandas britânicas de rock progressivo, como Yes e Pink Floyd.

HISTÓRIA

Fundada no final dos anos 1960 pelo guitarrista Frank Bornemann, a banda sofreu várias mudanças, sendo Bornemann o único membro consistente do grupo. Foi inspirada por bandas como The Beatles, The Shadow e Pink Floyd, este último pelo tom de space rock que possuia na época. A princípio, a banda tocava hard rock, inspirada por temas políticos, mas logo passou para um som mais progressivo, com elementos de space. Baseado principalmente nos solos de guitarra de Bornemann, o som da banda também inclui o vasto uso de sintetizadores e coros.

Em 1971 foram para Hamburgo gravar seu primeiro LP. O primeiro contrato com uma grande gravadora veio em 1973, com a EMI. Foram então promovidos à uma das bandas mais influentes da cena da época. Os álbuns vendiam cada vez mais, alcançando o auge de sucesso com Silent Cries and Mighty Echoes, lançado em 1979. Na época a formação da banda contava com Frank Bornemann na guitarra e vocal, Klaus Peter Matziol no baixo, Detlev Schmidtchen no teclado e Jürgen Rosenthal na bateria, que também escrevia as letras das canções.

Na década de 1980, depois de uma série de trocas no grupo, Bornemann seguiu para um caminho mais comercial. Apesar de atrair público, a banda nunca ganhou popularidade nos Estados Unidos. Apesar disso, membros antigos da banda reuniram-se novamente, e em 1998 os fãs puderam conferir Ocean 2, um retorno ao gênero clássico do progressivo sinfônico do qual a banda era conhecida. Uma sequência do original de 1977, é considerado entre fãs como uma captura bem sucedida do espírito da banda.

MEMBROS


Frank Bornemann - guitarra e vocal (1971-1984, desde 1987)
Erich Schriever - vocal e teclado (1971-1972)
Manfred Wieczorke - órgão, guitarra, baixo e vocal (1971-1975)
Helmuth Draht - bateria (1971-1972)
Wolfgang Stöcker - baixo (1971-1973)
Fritz Randow - bateria (1973-1975)
Luitjen Janssen - baixo (1974-1975)
Detlef Pitter Schwaar - guitarra (1975)
Klaus-Peter Matziol - baixo (1976-1984, desde 1994)
Detlev Schmidtchen - teclado (1976-1979)
Jürgen Rosenthal - bateria (1976-1979)
Hannes Arkona - guitarra (1980-1984)
Hannes Folberth - teclado (1980-1984)
Jim McGillivray - bateria (1980-1981)
Michael Gerlach - teclado (desde 1988)
Bodo Schopf - bateria (desde 1998)


Conheça melhor o trabalho do Eloy

EXEMPLOS DE ESCLAS


ESCALAS MAIORES

(C7M) = C – D – E – F – G – A – B – C
(D7M) = D – E – F# – G – A – B – C# – D
(E7M) = E – F# – G# – A – B – C# – D# – E
(F7M) = F – G – A – Bb – C – D – E – F
(G7M) = G – A – B – C – D – E – F# – G
(A7M) = A – B – C# – D – E – F# – G# – A
(B7M) = B – C# – D# – E – F# – G# – A# – B

ESCALAS RELATIVAS

(Am7) = A – B – C – D – E – F – G – A
(Bm7) = B – C# – D – E – F# – G – A – B
(C#m7) = C# – D# – E – F# – G# – A – B – C#
(Dm7) = D – E – F – G – A – Bb – C – D
(Em7) = E – F# – G – A – B – C – D – E
(F#m7) = F# – G# – A – B – C# – D – E – F#
(G#m7) = G# – A# – B – C# – D# – E – F# – G#

ESCALAS HARMÔNICAS

(Am7M) = A – B – C – D – E – F – G# – A
(Bm7M) = B – C# – D – E – F# – G – A# – B
(C#m7M) = C# – D# – E – F# – G# – A – B# – C#
(Dm7M) = D – E – F – G – A – Bb – C# – D
(Em7M) = E – F# – G – A – B – C – D# – E
(F#m7M) = F# – G# – A – B – C# – D – E# – F#
(G#m7M) = G# – A# – B – C# – D# – E – F## – G#

ESCALAS MELODICAS

(Am6/7M) = A – B – C – D – E – F# – G# – A
(Bm6/7M) = B – C# – D – E – F# – G# – A# – B
(C#m6/7M) = C# – D# – E – F# – G# – A# – B# – C#
(Dm6/7M) = D – E – F – G – A – B – C# – D
(Em6/7M) = E – F# – G – A – B – C# – D# – E
(F#m6/7M) = F# – G# – A – B – C# – D# – E# – F#
(G#m6/7M) = G# – A# – B – C# – D# – E# – F## – G#

ESTUDOS HARMÔNICOS


Ebm7 (Natural)

I II III IV V VI VII VIII
Eb F Gb Ab Bb Cb Db Eb
F Gb Ab Bb Cb Db Eb F
Gb Ab Bb Cb Db Eb F Gb
Ab Bb Cb Db Eb F Gb Ab
Bb Cb Db Eb F Gb Ab Bb
Cb Db Eb F Gb Ab Bb Cb
Db Eb F Gb Ab Bb Cb Db

Ebm7M (Harmônica)

I II III IV V VI VII VIII

Eb F Gb Ab Bb Cb D Eb
F Gb Ab Bb Cb D Eb F
Gb Ab Bb Cb D Eb F Gb
Ab Bb Cb D Eb F Gb Ab
Bb Cb D Eb F Gb Ab Bb
Cb D Eb F Gb Ab Bb Cb
D Eb F Gb Ab Bb Cb D

Ebm6/7M (Melódica)

I II III IV V VI VII VIII

Eb F Gb Ab Bb C D Eb
F Gb Ab Bb C D Eb F
Gb Ab Bb C D Eb F Gb
Ab Bb C D Eb F Gb Ab
Bb C D Eb F Gb Ab Bb
C D Eb F Gb Ab Bb C
D Eb F Gb Ab Bb C D

CAMPOS HARMÔNICOS MENORES

Natural:

I II III IV V VI VII VIII

Ebm7 Fm7(5b) Gb7M Abm7 Bbm7 Cb7M Db7 Ebm7

Harmônica:
I II III IV V VI VII VIII
Ebm7M Fm7(5b) Gb+7M Abm7 Bb7 Cb7M Dº Ebm7M

Melódica:
I II III IV V VI VII VIII
Ebm7M Fm7 Gb+7M Ab7 Bb7 Cm+7 Dm7(5b) Ebm7M

CAMPOS HARMÔNICOS MAIORES RELATIVOS

Natural:

I II III IV V VI VII VIII
Gb7M Abm7 Bbm7 Cb7M Db7 Ebm7 Fm7(5b) Gb7M

Harmônica:

I II III IV V VI VII VIII
Gb+7M Abm7 Bb7 Cb7M Dº Ebm7M Fm7(5b) Gb+7M

Melódica:

I II III IV V VI VII VIII
Gb+7M Ab7 Bb7 Cm+7 Dm7(5b) Ebm7M Fm7 Gb+7M

CADÊNCIAS (I – II – V – I)

Natural Maior:

I II V I
Gb7M Abm7 Db7 Gb7M

Harmônica Maior:

I II V I
Gb+7M Abm7 Dº Gb+7M

Melódica Maior:

I II V I
Gb+7M Ab7 Dm7(5b) Gb+7M

Natural Menor:

I II V I
Ebm7 Fm7(5b) Bbm7 Ebm7

Harmônica Menor:

I II V I
Ebm7M Fm7(5b) Bb7 Ebm7M

Melódica Menor:

I II V I
Ebm7M Fm7 Bb7 Ebm7M

Melquiades – Designer

ROCK PROGRESSIVO: A influência da audição, no desenvolvimento dos estudo da Guitarra Elétrica


Silas Azevedo Ribeiro*

Resumo: A partir de uma observação sobre o preconceito existente entre os alunos de guitarra elétrica em relação a estilos diferentes, consideramos a necessidade de definir propostas mais inteligentes para uma boa apreciação musical. Propostas que desperte cada vez mais a percepção, a fim de oportunizar aos estudantes, a chave para a apreciação de outros estilos. Esclarecer sobre a melhor maneira de escutar os vários elementos encontrados nas músicas, para consequentemente melhorar o desempenho dos alunos em seus instrumentos. Esse artigo levanta delinear de forma simples e clara os elementos básicos da música: ritmo, melodia, harmonia; a importância da bagagem musical, da escolha do repertório e do refinamento técnico para uma boa performance. Com o propósito de dar a possibilidade ao estudante de ouvir de uma maneira mais completa e inteligente rock progressivo. Isso permitirá que ele possa diferenciar quando a música é bem trabalhada, com uma boa estrutura, ou não. E pode levá-lo a desenvolver aptidão na carreira docente, criar mais habilidades para entender o grau do virtuosismo das músicas, para futuramente poder reproduzir. Conseqüência do desenvolvimento da bagagem musical, que ocorre bem lentamente com o decorrer do tempo. E o principal, que é a associação com o refinamento técnico.

1. INTRODUÇÃO

A escolha desse tema nos permite discutir questões relativas ao aumento da qualidade do ensino instrumental, através de associações às maneiras mais proveitosas de escutar música1. Transcender às imposições de seguidos desafios técnicos, a fim de um resultado mais consciente e eficiente. Uma das intenções desse artigo é de solucionar, em parte, a deficiência auditiva que a maioria dos alunos apresenta nas aulas de guitarra, conduzindo-os ao desenvolvimento de uma audição mais completa e inteligente. E deste modo, auxilia-los a trilhar por um caminho mais seguro para a musicalização2. Outro objetivo é o de Proporcionar maiores oportunidades para tomada de decisão criativa, a exploração musical expressiva, o refinamento estilístico e a realização estética.

É extremamente essencial encontrar o equilíbrio entre o desenvolver da técnica e da musicalidade dentro de um repertório, por isso à implicação da escolha do repertório incluindo o rock progressivo, para a evolução musical dos alunos. Essa vertente do rock tende a enfatizar o desenvolvimento de habilidades técnicas da música clássica e da música popular. Além de ser uma música híbrida, com heranças culturais brancas e negras, é possuidor de mais riquezas sonoras e técnicas para serem explorados ao longo dos estudos e causa muito interesse na maioria dos jovens alunos de guitarra.

Avaliando a complexidade do repertório do rock progressivo, foi indispensável estabelecer uma metodologia de escuta. Neste sentido, entre outros livros analisados, o trabalho de Aaron Copland, Como Ouvir e Entender música (Copland, 1974), apresentou-se como uma referência mais completa e eficiente. O seu livro é uma espécie de guia que aponta vários procedimentos mais inteligentes para uma boa apreciação musical. Um livro destinado não só para leigos, mas para todos que desejam obter um entendimento maior sobre a verdadeira compreensão da música. A diferença está na maneira de escutar, e essa é a intenção, o objetivo do projeto, justamente prepará-lo para melhor compreender o rock progressivo.

­­1Reconhecer uma melodia ao ouvi-la, ser capaz de relacionar o que esta ouvindo em um determinado momento com o que aconteceu antes e com o que está para vir. Distinguir os timbres dos instrumentos, os vários tipos de elementos etc. Vide pág. 12 – 27 (Copland, 1974).

2Segundo Copland não implica ir ao cinema e depois tocar todas as melodias do filme, nem possuir o ouvido absoluto pode ser prova de musicalidade. Muitos pianistas passam a vida executando grandes obras e apesar disso têm uma compreensão bastante pobre da música.

2. A INFLUÊNCIA QUE EXERCE O ROCK PROGRESSIVO

O rock progressivo, também conhecido como rock sinfônico, é um rock intelectualizado, que mudou totalmente a concepção das músicas, a partir da metade da década de sessenta, causando um impacto fascinante em seus ouvintes. Os músicos adeptos desse novo estilo incorporaram efeitos eletrônicos e instrumentos orientais. Nascem muitas letras (vinda de verdadeiros poetas) que falam de alucinações, sonhos coloridos, aventuras sexuais, mundo encantado, etc. Os álbuns apresentam tema ou história nos quais são explorados ao longo do disco. Através de entrevistas a vários professores de guitarra, foi constatado que a maioria dos alunos adolescentes procuram aulas particulares de guitarra interessados em aprender a tocar rock’n roll. Devido ao gosto imposto pela mídia, o modismo.

Esse termo progressivo surgiu ainda na década de sessenta, com o objetivo de designar um "desenvolvimento progressivo do Rock". Ou seja, em busca do progresso, se distanciando muitas vezes dos preceitos básicos do Rock.

Através do contato com os álbuns de bandas sinfônicas, produzidos a partir da década de sessenta, identificam-se características principalmente da música clássica, do jazz, do blues, rhythm and blues, country em contraste com o rock americano. Na verdade, esse estilo combina o sentido de espaço e a monumentalidade da música clássica com a energia e o poder do Rock, com uma nova profundidade e sofisticação. Um som tão ortodoxo quanto significativo, sendo associado a um grande movimento de vanguarda e contracultura. Ele tem mais elementos, mais riquezas para acrescentar na bagagem musical dos alunos, pois apresenta características acadêmicas também encontradas na música clássica.

“Até 1966 ou 1967 o rock inglês não difere muito em concepção do norte americano. É aquele famoso quatro por quatro, marcado por acompanhamento de baixo elétrico, guitarra e bateria...”. (MONTANARI, 1993, p. 65).

Mas o rock progressivo vai além das loucuras, experimentações, dos psicodélicos espetáculos. Alguns esclarecimentos sobre o que significa ser musical, e sobre procedimentos simples associados à forma de escutar música podem ser essenciais para se obter uma boa compreensão do que realmente está acontecendo na música. É principalmente através das audições que será formada a bagagem musical, que é matéria-prima da criação. Esta procede e três etapas: a imitação – método Suzuki; a improvização; e por ultimo a criação.

3. BAGAGEM MUSICAL – A MATÉRIA PRIMA DA CRIAÇÃO

Numa entrevista dada à revista Guitar Player, o guitarrista Scott Henderson afirma que as pessoas são aquilo que ouvem (música). Ele se referenciava a essa tão citada bagagem musical, pois o desenvolvimento do estudo dependera muito dela. A necessidade de ouvir frases, acordes de outras pessoas, se dá porque através do acumulo de influências é que o aluno, um dia, desenvolverá seu estilo próprio. E como diz Henderson isso depende do que se ouve. O problema é que todos têm a oportunidade de não entender a música em questão, como afirma Copland.

De acordo com Fred N. Kerlinger (p.1): “Há muito se sabe que a maioria das pessoas são más observadoras até dos fenômenos mais simples”. É por isso que grande parte dos alunos, no início das aulas, não consegue ouvir certos tipos de música, criando preconceitos, pois não possui ainda habilidades para compreendê-la, devido a sua grande complexidade.

Falret, o pai da teoria psicógena da alucinação, faz a seguinte explanação: “a memória entra primeiro em ação, fornecendo os materiais; a imaginação dá-lhes colorido enfim, as recordações transformam-se em imagem, e estas são projetadas sobre o mundo exterior”. (GÁRCIA, 1973, p. 82).

Mas que fique bem claro que a inspiração é fornecida pela memória e a imaginação ajuda a completá-la, porém, a fonte de energia principal da inspiração é o estudo, o conhecimento, a experiência, a técnica que só se adquire com muita disciplina, muita prática. Essa parte permanece oculta na música. Mas sem ela a inspiração se torna impossível. Visto que é fruto de um trabalho e não de uma força vinda do além, como pensam as pessoas não musicalizadas3.

As artes e a literatura são puros exercícios de imaginação, quem inventa, combina formas, cores, sons, idéias, sentimentos, que se animam, que se adornam de significados morais. A verdadeira obra de arte é, pois, pura associação de idéias ou de imagens, e a sua legitimidade se traduzem em inteligibilidade. A criação, a invenção artística ou cientifica não se fazem ex-nihilo; os seus elementos são fornecidos pela memória, pela experiência. Quando o móvel e parte das operações se passam inconscientemente para o artista ou inventos, tem-se a inspiração. (GARCÍA, 1973, p. 105).

3Carentes de suficiente formação prático-teórica tanto no conteúdo quanto na área pedagógica, os professores de musica passaram a conceber o ensino como algo em que imperasse o espontaneísmo, o improviso e a ausência de objetivos definidos. Eliminam-se o método e o processo construtivo do estudo e do trabalho, criando-se uma visão idealista que os artistas são seres inspirados divinamente. FERNANDES, Alvanize V. Presença Pedagógica. Jul./ago. 1997. v.3 n. 16.

Educando, em parte, as faculdades analíticas pelas repetidas audições, é que uma pessoa conseguirá perceber a diferença na fisionomia rítmica de cada grupo.

Portanto, a pesquisa vem aconselhar meios adaptáveis para superar as dificuldades que se apresentam ao deparar-se com a complexidade do rock progressivo. Por conseqüência, o hábito de ouvir corretamente com o passar do tempo, trará mais aptidão para distinguir cada vez melhor os diversos elementos que o compõem. Ainda assim de forma incompleta, visto que, apenas os músicos profissionais têm a possibilidade de um completo entendimento, um verdadeiro raio-x na música.

“O conteúdo consciencial da percepção faz-se por uma combinação da vivência sensorial e da reprodução de imagens. Podemos então defini-la: a percepção é o reconhecimento complementar do objeto”. (GÁRCIA, 1973, p. 73).

4. COMO ESCUTAR OS ELEMENTOS DO ROCK PROGRESSIVO

4.1. O Ritmo4

De acordo com Copland o ritmo sempre vem, na imaginação das pessoas, associado à idéia de movimento físico. É um elemento envolvente que exerce fascínio desde os tempos mais remotos. Essa qualidade faz o chamar atenção. Porém os elementos rítmicos do rock progressivo podem assumir uma complexidade espantosa (HUDSON, 2001), muito difícil de entender e ouvir. Por isso faz-se necessário um esclarecimento, a fim de abrir os horizontes do universo rítmico. A maior parte da estrutura rítmica das músicas divide-se nos fatores metro e ritmo.

Influenciado pela música erudita, que no final do século XIX começou a quebrar a regularidade monótona das unidades métricas. No progressivo usam-se ritmos pouco comuns, métricas diferentes a cada compasso. E assim alcançando efeitos rítmicos inventivos e surpreendentes: 7/8 como muitas músicas do Rush, por exemplo; havendo mudanças de escala numa seqüência de 5/8 – 5/8 – 7/8 – 5/8 – 7/8 – 5/8 – 5/8-7/8 como é a música “Dance of eternity” do Dream Theater (HUDSON, 2001). Além disso, usa-se síncope, rítmações pouco usuais, tempos por vezes sobrepostos, e polirritmia como apresenta o início da música “Close to the Edge” dos Yes. Os efeitos rítmicos desenvolveram uma nova liberdade dentro dos limites de um mesmo compasso.

4Em geral, o ritmo designa a variação da duração de sons com o tempo. João Paulo Pinto Fidalgo N.º1021406 Universidade Lusíada de Lisboa. Licenciatura em Comunicação e Multimédia, Cadeira de Formação Musical - 2006.

Entretanto, mesmo os ritmos mais complexos foram feitos para serem apreciados, ainda que não sejam analisados. O importante é ouvir e muito a linha rítmica, para assimilar novas sensações. “Mais tarde, ouvindo com mais atenção e não resistindo de maneira alguma à pressão do ritmo, você será capaz de incorporar à sua apreciação musical as maiores complexidades do ritmo moderno...” (COPLAND, 1974, p. 45).

Aumentando a bagagem de conhecimento de ritmo, melodia, harmonia descobrir-se-á muito mais maravilhas que supunha o vão conhecimento sobre a musicalidade.

4.2. A Melodia5

Geralmente a melodia é o aspecto que a maioria das pessoas mais tende a reconhecer. Porém não podemos definir o que é uma boa melodia, sem estabelecer uma relação com as melodias que conhecemos e classificamos como boas.

A boa melodia possui uma espécie de esqueleto, uma espinha melódica. Esse esqueleto dificilmente será entendido completamente por um leigo. Porém um leigo poderá perfeitamente perceber a falta desse esqueleto. E isso também irá depender da bagagem musical de cada um (COPLAND, 1974).

Muitas frases musicais dependiam da propagação do som no ambiente, do seu desenvolvimento. Sendo, portanto, um som “artesanal”. Com muito uso dos inovadores sintetizadores e com muita qualidade expressiva, provocando uma forte resposta emocional que leva às alucinações.

As melodias como as frases da língua, dispõem muitas vezes de pontos intermediários de repouso, equivalentes às vírgulas e ao ponto e vírgula dos escritores. Esses descansos provisórios, ou cadências, como são chamados muitas vezes, tornam a linha melódica mais inteligível, dividindo-a em frases que podem ser entendidas com mais facilidade. (COPLAND, 1974, p. 47).

Na hora de ouvir a linha melódica é importante esquecer os compassos e ouvir as frases. Ela existe no âmbito das escalas: há doze escalas diatônicas no modo maior e mais doze escalas no modo menor.

Algumas melodias podem ser tocadas duas ou mais vezes na mesma música. podem ser realizados diferentes contrastes, o mais comum é tocar uma melodia.

5Dimensão horizontal ou linear da música, toda e qualquer sucessão inteligível de sons. Refere-se a uma seqüência de alturas (notas), com ritmo definido e sentido de conjunto. NESTROVSKI, Arthur – Notas Musicais. São Paulo, Publifolha, 2000.

Portanto, o compositor deve se preocupar em atingir um equilíbrio entre a repetição e o contraste, para melhor articular a composição. No rock progressivo são introduzidas muitas idéias contrastantes, para que a música tenha uma variedade de interesses. De várias maneiras completamente nova, e existem outras formas como: mudança de tonalidade, mudança de modo, ritmo, andamento, dinâmica, ambiência, textura e timbre etc.

Em seu livro Copland diz que nunca deve se permitir perder de vista a função que a melodia exerce numa determinada obra. Assim o resultado será uma percepção capaz de distinguir uma boa melodia, do que é banal e pouco inspirado.

4.3. A Harmonia6

A característica da harmonia de do rock progressivo é consonante, mas temperada com dissonâncias muito dissonante. Por vezes calma e repousante, outras vezes tensa e agitada. Açores com muitas notas. E apesar de tudo é o elemento que mais passa despercebido comparado ao ritmo e melodia. Segundo Aaron Copland: “A teoria harmônica baseia-se na suposição de que todos os acordes são construídos a partir da nota mais grave em uma série de intervalos de terça ascendentes”. Muitas bandas de rock progressivo como Yes, por exemplo, fazem uso de harmonias vocais múltiplas e vocalizações pouco usuais.

5. A ESCOLHA DO REPERTÓRIO

De acordo com Cecília Cavalieri o repertório é o ponto importantíssimo que permite aos alunos revelarem a sofisticação de seu pensamento musical de forma adequada e confortável. Cecília afirma que o aluno não conseguirá realizar uma boa performance7 em uma música cujo nível esteja mais elevado que sua compreensão musical e técnica. Por isso afirma que o ideal seja encontrar um equilíbrio da técnica e da compreensão para desenvolver a mente, abrir novos horizontes e aprofundar a vida intelectual e afetiva dos alunos, sem comprometer a essência da musicalidade. O repertório do progressivo tende a enfatizar o desenvolvimento de habilidades técnicas da música erudita e erudita popular.

6 Combinação inteligível de várias alturas soando ao mesmo tempo, dimensão vertical da música. NESTROVSKI, Arthur – Notas Musicais. São Paulo, Publifolha, 2000.

7O diferencial em uma performance para ser musicalmente expressiva é a capacidade de destacar elementos como cadências e pontos culminantes das frases, aparente em sutis microvariações (estilísticamente determinadas) de agógica, dinâmica, articulação, idiosincrática, arbitrária ou dogmática. FRANÇA, Cecília Cavalieri.

... uma competente apresentação de sua obra depende de fatores imprevisíveis e imponderáveis, que se combinam para produzir as qualidades de fidelidade e simpatia sem as quais a obra será irreconhecível em determinada ocasião, inerte em outra, e, em qualquer situação, traída... (STRAVINSKY, 1996, p. 113).

Segundo Stravinsky: “... O pecado contra o espírito da obra sempre começa com um pecado contra sua literalidade, e leva às intermináveis loucuras que uma literatura sempre florescente, do pior mau gosto, faz o possível para sancionar”.

6. A ARTE DA IMPROVISAÇÃO

O rock progressivo também pode ser caracterizado por longos solos instrumentais (HUDSON, 2001), como no gênero jazz que se obtêm melodias manipuladas inéditas de valorização de nota, mudanças de ênfase rítmica e distorções de tonalidade sobre o tema. Assim podendo conhecer melhor o seu instrumento, para conseguir conhecê-los cada vez melhor (POLLACO, 2005).

A arte da improvisação está presente na cultura musical universal, desde que se tem noticia do primeiro ruído criado pelo homem ao qual foi atribuído o nome de música, a trajetória do desenvolvimento da prática da improvisação é ocorrida no gênero popular. Nesse estilo a improvisação individual ou coletiva sugere como parte estrutural da composição.

A improvisação esta escravizada à harmonia. Não deve ser gratuita e nem brincadeira de amadores. A primeira coisa que o improvisador deve levar em conta é que há três parâmetros básicos em música, cujo conhecimento é fundamental para a prática da improvisação, são eles: harmonia, melodia e forma8.

A harmonia está representada pelas progressões de acordes sobre os quais se improvisam. As melodias relacionam-se às escalas e ferramentas melódicas utilizadas na improvisação, e a forma está presente não só na estrutura rítmica da harmonia como também na organização das partes da melodia, que compõe o todo.

Podemos concluir então, que os músicos progressivos além de terem esses conhecimentos acadêmicos da improvisação, muitos deles se destacaram pelo virtuosismo e performance em suas apresentações. Assim podemos citar alguns destaques como Bill Bruford baterista do Yes, Robert Fripp guitarrista do King Crimson, Keith Emerson tecladista do Emerson Lake and Palmer.

8 É a manifestação superior de uma idéia organizadora, de uma intervenção da inteligência contra o acaso. (Roland de Cande – Dictionnaire de Musique).

7. A DIVISÃO DO PROCESSO DE AUDIÇÃO9

Aaron Copland divide o processo de audição em três componentes:

1-PLANO SENSÍVEL

Ouvir sem pensar, muitas vezes para esquecer-se de si mesmos, como consolação ou subterfúgio, a fim de fugir da realidade e não pensar em nada, muito menos em música. Este plano é importante, porém como diz Copland é só uma parte da história. “Existe, entretanto, a possibilidade de nos tornarmos sensíveis aos vários tipos de matéria sonora usados pelos vários compositores...” (COPLAND, 1974, p. 23).

2-PLANO EXPRESSIVO

Escondido por traz das notas, toda música têm seu significado expressivo, mas cada pessoa lhe atribui diferentes significados, de acordo com as habilidades de cada um. E explicar isso de maneira clara e satisfatória para todos é praticamente impossível. Em momentos diferentes ela expressa sentimentos diferentes. “O que é importante é que cada um sinta por si mesmo a qualidade expressiva que caracterizam um tema [...] e se sê trata de uma grande obra de arte, não espere que ela lhe diga sempre a mesma coisa em audições sucessivas.” (COPLAND, 1974, p. 25).

3- PLANO PURAMENTE MUSICAL

A maioria dos alunos chega com deficiência nesse plano. É a música existir pela manipulação de suas notas. “O ouvinte inteligente deve estar preparado para aumentar a sua percepção do material musical e do que acontece a ele. Deve ouvir as melodias, os ritmos, a harmonia, o colorido tonal, de uma maneira mais consciente”. (COPLAND, 1974, p. 26). Combinando os elementos, ouvindo-os ao mesmo tempo. Até se tornar instintivo.

O esclarecimento desses itens faz-se indispensável porque esse é o caminho mais próximo para uma melhor compreensão. De forma que mesmo o ouvinte leigo, fique ciente do que realmente está acontecendo na música, com o máximo de resultado e sem que elementos importantes passem despercebidos. Isso facilitará o estudo da música. As músicas bem ouvidas serão lembradas na hora da execução; As escalas, e os acordes estudados serão cada vez mais identificados.

Os adolescentes são preconceituosos, então incentivá-los a conhecer e desvendar o rock progressivo é uma maneira, talvez a mais simples, para um estudo mais prazeroso e gratificante. O rock progressivo é a chave para a apreciação de outros estilos. Ao escutá-lo logo vem a concepção de uma vasta influência, e perceberam que é só o começo do imenso universo musical.

9 Esse método de escuta foi estabelecido por Copland a fim de tornar mais claro o processo completo da audição.

8. O ROCK PROGRESSIVO BRASILEIRO

A produção nacional de rock progressivo no Brasil foi tardia, somente no final da década de 50 e na época chamava-se iê-iê-iê, se calcava em versões em português para sucessos ingleses, italianos e americanos. Porém o iê-iê-iê começou a aparecer nas paradas de sucesso na segunda fase, recebendo o nome de Jovem Guarda. Deve todo o sucesso ao poder manipulador do programa de televisão. Senão, não passaria de um simples modismo passageiro. Eram considerados “rebeldes”, eram muito mais comportados do que sua contrapartida estadunidense. Como as primeiras gerações do rock estrangeiro, suas letras eram referidas ao amor romântico, mas com mais ou menos dez anos de atraso. Trazia a guitarra elétrica porem com pouca distorção e na maior parte das vezes encoberta pelo teclado. No decorrer de 67, Elis Regina declarou guerra ao iê-iê-iê, defendendo uma suposta proteção aos valores nacionais. Todo esse clima de animosidade acabou culminando-se no dia 17 de julho de 1967, episódio conhecido como “passeata contra as guitarras” - marcha liderada por vários artistas contra a invasão estrangeira no país. O fim do iê-iê-iê é marcado pela saída de Roberto Carlos do programa Jovem Guarda. Ao mesmo tempo ocorre um ápice no tropicalismo. Este tinha um discurso ufanista, porém foi um movimento que tinha como proposta a música brasileira mais universal, não condenando o uso de guitarras elétricas, nem influências estrangeiras. Desse meio é que surge a banda Os Mutantes que se destacaram do que até então estava sendo feito no rock, letras irreverentes, porém mais maduras por estar mais em sintonia com o que estava sendo produzido pelo restante do mundo; “acertaram” o cronograma nacional, trazendo a psicodelia, o experimentalismo e o rock progressivo. Novas técnicas de gravação: utilizando objetos do dia-dia ao invés de instrumentos e até avançados recursos de estúdio. O melhor CD lançado por eles, contém todas as características dum verdadeiro rock progressivo: “Tudo foi feito pelo sol”.

Na década de setenta as paradas de sucesso estavam resgatando ritmos brasileiros. E um dos segmentos da música popular o “brega-romântico”, que se tornou uma das maiores fontes de lucro das gravadoras. O rock estava fora dos holofotes, mas não estava morto. Apenas por influencia direta do Tropicalismo, até a “nova” música brasileira passou a aderir elementos do rock estrangeiro. São reconhecidos nos discos do Clube da Esquina, Secos e Molhados, Samba-Rock, Rock Rural, Sá & Guarabira. Na segunda metade da década, as obstinadas bandas que insistiam em fazer rock no Brasil, geralmente tendiam para o hard: O Peso, Made in Brazil, Patrulha do Espaço, Bicho da Seda, A Bolha. Para o progressivo: O Terço, Recordando o Vale das Maçãs, Som Nosso de Cada Dia, os Mutantes, Moto Perpétuo, Casa das Máquinas, Módulo 1000, Som Imaginário, Aves de Veludo, A Bolha, Bacamarte, Terreno Baldio. Este movimento conseguiu sobreviver, sem muita visibilidade, mesmo até ao ser suplantado pela onda da discoteca, que em 77 invadiu o Brasil.

O Rock volta às paradas de sucesso na década de 80. As grandes gravadoras decidiram abrir novamente o espaço para o ritmo, porem com o nome de BRock. E finalmente, a partir de 1982 suas bandas deslancham a fazer sucesso até o final da década. É uma geração fruto da primeira geração de roqueiros que se expandiu. Até 1985 – Blitz, Barão Vermelho, Kid Abelha & Os Abóboras Selvagens, Paralamas do Sucesso, Titãs, Ultraje a Rigor, RPM, Legião Urbana. Foi a vanguarda no rock feito na década de 80. O marco dessa época se caracteriza pela chegada dos grandes festivais de rock, como o Rock in Rio (1985) e a internacionalização do Hollywood Rock (1988-1994). Esses festivais foram bons para modernizar as técnicas de produção do espetáculo, tanto na parte sonora, quanto na luz e cenografia. Os eventos serviram também para mostrar a importância do cenário musical brasileiro para o mundo e para o próprio país; mostrar a evolução artística das bandas nacionais, que ao contrário do acontecido em 1985 foram colocadas no mesmo patamar das bandas estrangeiras. A consolidação da popularidade da banda Sepultura deixa bem clara essa importância.

A música do início da última década do século XX, no Brasil foi marcada por três “revoluções” que na verdade chegaram bem atrasadas em nossas terras: 1º a popularização do CD – em conseqüência, a duração dos álbuns poderia dobrar e as músicas não se limitariam mais no âmbito de um lado do LP. Consequentemente, o salto qualitativo da gravação digital trouxe novas possibilidades para os músicos em estúdios. 2ºA MTV no Brasil – modificou a maneira de cantores e bandas de lhe dar com a imagem. Devido a escassez de material, começaram a aceitar clipes de bandas fracas, sem muita expressão, divulgando-as. 3º A expansão dos selos ditos “independentes” – começaram restringindo tudo que não viria garantir rendimentos futuros (visão mercantilista), se comprometiam apenas com negócios que julgavam seguros. Estas gravadoras independentes forneciam espaço para que novos “talentos” pudessem ser descobertos ou criados. Os grandes selos encaravam os videoclipes como comerciais televisivos, concebidos para vender mercadorias, ajudando a criar ou até mesmo criando um novo público para seus artistas: através da ênfase em uma particular imagem visual – beleza. Esses novos conceitos abriram espaço para uma nova geração, mais frívola, aberta a essa linguagem, mil vezes mais preocupada com aparência que com a música em si.

O que poderia ter sido um impulso para o crescimento da expressão artística dos músicos, tornou-se um importante veículo as gravadoras promoverem seus produtos. Graças a estes fatores, a chamada “geração 90” foi marcada pelo surgimento de inúmeras bandas de muita “pobreza musical”, se distanciando cada vez mais dos verdadeiros preceitos da boa música: Skank, Pato Fu, Planet Hemp, O Rappa, Os Raimundos, Charlie Brown Jr que fizeram e fazem sucesso mais pela popularidade que por valor artístico. O rock nacional passa a viver uma crise de criatividade, surgindo muito poucas bandas de relevância.

9. CONCLUSÃO

Os resultados dos estudos realizados apontam que promover o desenvolvimento de uma compreensão musical ampla ocasiona um desempenho sólido e fecundo que permite ao aluno expressar-se musicalmente e não apenas o domínio de detalhes de natureza pragmática. Pois assim a busca da perfeição técnica não ofuscará a verdadeira essência da musicalidade. E o aluno passará a desenvolver uma qualidade de pensamento musical mais sofisticado. Este artigo conclui o ensino do Rock Progressivo como beneficiador no desenvolvimento do estudo de guitarra elétrica por aumentar a qualidade do ensino instrumental. As pesquisas realizadas apontam o estilo como um excelente contribuinte para a formação da bagagem musical. Devido à riqueza de elementos técnicos e sonoros que podem ser encontrados na complexidade de seus repertórios, se forem corretamente apreciados.

Este artigo tem como intenção fazer alguns esclarecimentos sobre o que significa ser musical, e sobre procedimentos simples associados à maneira mais correta de escutar. Além de ambicionar o despertar do interesse, nos estudantes, para a apreciação de outros estilos como a música clássica, por exemplo. O refinamento da audição aumenta as habilidades para entender o grau do virtuosismo das músicas, e futuramente, poder reproduzi-las. Aumenta, também, a possibilidade do estudante de estar sempre criando novas ferramentas para diferenciar, ou até mesmo criar uma música bem estruturada, bem trabalhada. Devido ao fato da abertura de maiores oportunidades para tomada de decisão criativa, a exploração musical expressiva, o refinamento estilístico e a realização estética. Quanto maior for sua bagagem musical, são maiores, também, as possibilidades de exploração na música. Quanto mais escalas se conhece, mais saídas, possibilidade terá para usar na improvisação, por exemplo.

Uma boa bagagem musical quando associada ao refinamento técnico e até mesmo ultrapassando seus limites, consequentemente trará resultados mais concisos, conscientes e eficientes. Portanto, concluímos que o ideal para a evolução musical dos alunos é seguir o caminho que melhor os conduzirá a encontrar o equilíbrio entre o desenvolver da técnica e da musicalidade dentro de um repertório. Encaminhando-o para o desenvolvimento do senso crítico e não se deixando enganar, engolindo qualquer musica que nos é imposta pela visão mercantilista. Que impede os produtores de fornecer espaço para músicos, compositores que realmente valham à pena. Essa é a causa do preconceito que existe não só nos alunos de guitarra, mas em todo o publico alvo da mídia, que não possibilita aos cidadãos que eles conheçam e gostem das outras tantas alternativas que não lhe são lucrativas. Assim despejam todas essa músicas lamentavelmente muito pobres e distantes das verdadeiras intenções musicais.


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