O MEL DO ROCK

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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

HEAVEN AND HELL: ROB HALFORD COTADO PARA ASSUMIR OS VOCAIS?

Em entrevista realizada pelo Brave Words, o baterista Vinny Appice falou sobre a continuidade do HEAVEN AND HELL. E deixou bem clara qual a sua preferência para assumir os vocais, revelando que o nome já foi citado como possibilidade nas conversas com os outros remanescentes do grupo.

Sobre o Heaven and Hell, parece que vocês vão continuar, mas com outro nome.

Está no ar. Vamos colocar da seguinte forma: estamos conversando sobre continuar de alguma maneira. Não pensamos em acabar com a banda.

O que você diz para os fãs que insistem que a banda deveria chamar Tony Martin?

Poderia ser legal. Tony esteve no Black Sabbath, trabalhou com os caras antes, mas já faz um certo tempo. Gostaria de alguém como Rob Halford. Já tocou conosco antes, comentamos a possibilidade. Isso funcionaria.

É uma boa sugestão. Rob substituiu Ozzy e Dio em shows do passado. O Judas Priest está se despedindo. Os fãs iam gostar.

E ele é uma lenda. Tony Martin é Tony Martin. Fez sua parte, mas não é grande como Rob Halford, não tem a mesma história. Rob traria nova vida à banda. O Sabbath nasceu com Ozzy. Reviveu com Ronnie. Com Rob seria outro renascimento, meu Deus! Mas é claro, também podemos escolher um cara desconhecido.

Há duas opções: trazer um total desconhecido ou um nome grande o suficiente para se comparar ao passado, como Rob ou Bruce Dickinson.

Sim. Seria algo como uma super-banda. Mas o Journey encontrou um cara novo e ele trouxe algo novo. Então, não sei o que vai acontecer. Há comunicação, mas nada está definido e ninguém se comprometeu.

sábado, 4 de dezembro de 2010

GLENN HUGHES

Glenn Hughes ( Cannock, Inglaterra, 21 de agosto de 1951) é um músico inglês conhecido pelos seus trabalhos em bandas como Trapeze, Deep Purple e Black Sabbath . Atualmente é vocalista e baixista da banda Black Country Communion.

BIOGRAFIA


Deixou a escola aos 15 anos para tocar guitarra em uma banda local antes de mudar para o baixo e começar a cantar. Ele é conhecido pelo seu trabalho em grupos como Trapeze e Deep Purple na primeira metade dos anos 70, ganhando o apelido de “The Voice Of Rock”. Hughes também trabalhou com Yngwie J. Malmsteen e Joe Lynn Turner no Rainbow. O Baixista/Vocalista do Trapeze, Glenn Hughes, deixa a banda em 1973 quando recebe um convite de Jon Lord e Ian Paice para substituir Roger Glover no baixo que havia deixado a banda ao lado do vocalista Ian Gillan. Hughes, que já tinha recusado o convite do Electric Light Orchestra, aceitou o convite do Purple deixando o Trapeze.

Em 1976 Glenn Hughes deixa o Deep Purple, vai morar em Los Angeles, e lança o primeiro disco solo, Play Me Out. Com o sucesso e reconhecimento, passou a trabalhar com diversos artistas e a desenvolver parcerias em composições, como em Hughes/Thrall (1982) que não teve o sucesso comercial esperado, e em 1985 canta como convidado no Run for Cover, de Gary Moore. Já trabalhou também com Phenomena e Black Sabbath. Nos anos 90, Glenn obteve um grande sucesso participando da música "América: What Time Is Love?". Voltou a lançar vários discos solo. Em seus mais recentes discos solos, Glenn está cantando melhor que nunca! Pra quem ainda não ouviu o "Songs in the key of rock", os dois cds do “HTP-Project”(ao lado de Joe Lynn Turner) e o novíssimo “Voodoo Hill” (com o incrível Dario Mollo nas guitarras). Hughes também já trabalhou com Tony Iommi (Black Sabbath) como vocalista. Recentemente, abriu sua gravadora, a Pink Cloud Records.

DISCOGRAFIA


Trapeze


Trapeze (1970)
Medusa (1970)
You Are the Music...We're Just the Band (1972)
Hot Wire (1974)
Live In Texas - Dead Armadillos (1981)
Welcome to the Real World - live 1992 (1993)
High Flyers: The Best of Trapeze - best of 1970-1976 (1996)
On the Highwire - best of 1970-1994 (2003)
Deep Purple

Burn (1974)
Live in London (1974)
Stormbringer (1974)
Made in Europe (1975)
Come Taste the Band (1975)
Last Concert in Japan (1976)
Singles A's & B's (1993)
On The Wings of a Russian Foxbat: Live In California 1976 (1995)
California Jamming: Live 1974 (1996)
Mk. III: The Final Concerts (1996)
Days May Come and Days May Go, The California Rehearsals, June 1975 (2000)
1420 Beachwood Drive, The California Rehearsals, Part 2 (2000)
This Time Around: Live in Tokyo (2001)
Listen Learn Read On (2002)
Just Might Take Your Life (2003)
Perks And Tit (2004)
Live In Paris 1975 (2004)
Burn 30th Anniversary Edition (2004)
Live In California 74 (DVD) (2005)
Stormbringer (remastered) (2007)

Black Sabbath

Seventh Star (1986)

Iommi/Hughes

Dep Sessions (1996) - Lançado não-oficialmente como 'Eight Star' anos antes, foi oficialmente remixado como 'Dep Sessions' e lançado em 2003.
Fused (2005)

CARREIRA SOLO


Play Me Out (1977)
L.A. Blues Authority Volume II: Glenn Hughes - Blues (1992)
From Now On... (1994)
Burning Japan Live (1994)
Feel (1995)
Addiction (1996)
Greatest Hits: The Voice Of Rock (1996) (compilation)
Talk About It (EP) (1997) (previously-unreleased live and acoustic tracks)
The God Of Voice: Best Of Glenn Hughes (1998) (compilation)
The Way It Is (1999)
From The Archives Volume I - Incense & Peaches (2000)
Return Of Crystal Karma (2000)
A Soulful Christmas (2000)
Days Of Avalon (2001) (first official solo video release)
Building The Machine (2001)
Different Stages...Best Of Glenn Hughes (2002)
Songs In The Key Of Rock (2003)
Soulfully Live In The City Of Angels (DVD and CD) (2004)
Soul Mover (2005)
Freak Flag Flyin' (2005)
Music For The Divine (2006)
Live At The Basement (DVD and CD) (2007)
F.U.N.K. - First Underground Nuclear Kitchen (2008)

RONNIE JAMES DIO: WENDY FALA SOBRE BIOGRAFIA DO VOCALISTA

Traduzido por Nacho Belgrande
Fonte: Site Contact Music

A viúva do falecido vocalista RONNIE JAMES Dio está mantendo seu legado musical vivo – ela está planejando lançar a biografia dele em 2012.

O cantor/compositor de Heavy Metal perdeu sua batalha contra o câncer estomacal no dia 10 de maio passado aos 67 anos e agora, seis meses depois, Wendy Dio confirma que revelará tudo sobre a ascensão de seu finado marido a fama e seus períodos com as bandas Dio, Black Sabbath, Heaven & Hell e Elf em uma nova perspectiva.

Ela diz ao site da revista inglesa MetalHammer.co.uk, “O livro já tem três quartos prontos. Eu vou terminá-lo. Eu já tenho um contrato. Eu tenho que terminá-lo por volta de junho, e ele sairá no começo de 2012.”

DIO: "ELES DEVERIAM CONTINUAR COM OUTRO NOME", DIZ WENDY

Traduzido por Adelemberg Thiago
Fonte: Metal Storm


Wendy Dio, esposa/empresária do recém falecido vocalista Ronnie James Dio, falou a VH1 Radio que ela encoraja os membros remanescentes do HEAVEN & HELL – Tonny Iommi, Geezer Butler e Vinny Appice – a trabalharem juntos de novo sob um diferente nome.

“Não sei o que eles estão fazendo no momento”, ela diz. “Eu sei que o Geezer foi procurado várias vezes, e ele está apenas... ele levou muito a sério. Eu realmente não sei o quê eles estão fazendo no momento. Eles deveriam fazer mais alguma coisa, com Vinny também. Digo, a banda era impressionante, uma impressionante banda, e eles deveriam continuar a fazer algo. Ela não será chamada de HEAVEN & HELL, mas do que eles a chamarem será ótimo, será incrível.”

No dia 24 de julho, Iommi, Butler e Appice se apresentaram juntos no “High Voltage Festival”, realizado no Victoria Park em Londres como um tributo a seu falecido colega de banda, Ronnie James Dio. Naquela época eles se reuniram com o lendário vocalista ex-DEEP PURPLE/BLACK SABBATH Glenn Hughes e com o vocalista do MASTERPLAN Jorn Lande – que recentemente lançou seu próprio tributo a Dio.

VINNY APPICE: "DIO, UM IRMÃO, LÍDER E MEU MELHOR AMIGO"

Traduzido por Nathália Plá
Fonte: Brave Words & Bloody Knuckles

O baterista Vinny Appice (HEAVEN & HELL) é destaque em uma nova entrevista para o site Sea Of Tranquility discutindo o novo DVD ao vivo do HEAVEN & HELL, "Neon Nights", lançado em tributo ao grande RONNIE JAMES Dio. Segue abaixo um trecho.

Se há um tributo à altura de Ronnie, o "Neon Nights" parece sê-lo. Vendo-o como a última performance filmada do Ronnie, não só estava a banda pegando fogo naquela noite, mas a platéia era enorme e os elementos de produção do show, tanto o áudio quanto o vídeo, são soberbos. Como foi aquela noite para você, e como é a sensação de ver essa apresentação em Wacken agora e saber que foi a última vez que o Ronnie apareceu ao vivo no palco em frente às câmeras?

Vinny: "Bem, foi um festival tão grandioso, com tantas pessoas, que você podia sentir a energia de todos os fãs no palco. Olhando pra trás eu fico feliz por ter sido a última performance em vídeo do RJD e ter sido em uma noite sem qualquer problemas técnico, além da banda estar pegando fogo. Achei que foi uma das melhores noites do Ronnie. Ele cantou tão bem e curtiu tanto aquela noite!"

O falecimento do Ronnie foi duro para toda a comunidade do hard rock e do metal, provavelmente mais do que qualquer outro artista na memória recente. Ele parecia ser um daquelas figuras que nunca envelhecem, adorado pelos fãs, amigos e familiares e o embaixador do 'heavy metal' que viveria eternamente, que eu acho que foi o que tornou a morte dele tão difícil para todos nós. Você era muito próximo do Ronnie por tantos anos – você pode nos dar algumas palavras sobre sua relação com ele, e como você está lidando com a perda de seu amigo e colega de banda?

Vinny: "Eu conheci o Ron quando estava com 23 anos. Ele se tornou meu colega de banda mas ainda mais importante, um irmão, líder e meu melhor amigo. Nós tínhamos tanta coisa em comum, principalmente a vontade de tocar todas as noites e detonar um ao outro no palco. Eu realmente sinto falta de estar perto dele; A sensação é a de que começaremos a ensaiar em breve e que ele vai estar lá."

Antes do anúncio da doença de Ronnie, a banda tinha planejado outra turnê mundial. Além disso, havia composições ocorrendo para um possível álbum em sequência ao "The Devil You Know"?

Vinny: "Não, não havia nada, mas o Ronnie tinha algumas músicas que ele fez no estúdio dele. O Tony e o Geezer talvez estivessem trabalhando em algumas idéias e riffs também. Mas nenhuma sessão de composição oficial da banda aconteceu."

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

IRON MAIDEN: PARA DEREK RIGGS, EDDIE É O MICKEY DO ROCK

Traduzido por Gabriel Gonçalves
Fonte: Site Metal Assault


O lendário ilustrador Derek Riggs, responsável pelas capas do IRON MAIDEN até o álbum “No Praying for The Dying”, concedeu uma grande entrevista ao site Metal Assault. Dentre vários assuntos, a conversa, logicamente, chegou no Maiden, e Riggs soltou: “Eddie é o Mickey Mouse do Rock n’ Roll”.

O quanto os cartoons da Hanna Barbera, como Pernalonga, Zé Colmeia, etc, te inspiraram?

Adoro o Pernalonga e aquele cara pequeno com a espingarda e chapéu grande, gosto da Betty Boop e gosto dos primeiros cartoons em preto e branco. E qualquer coisa que seja meio louco e engraçado. Eddie é engraçado! Algumas pessoas não entendem isto, ou não querem entender, mas Eddie é muito engraçado; ele não é tão sério. Há muita coisa boba nele, assim como o aspecto de terror. A não ser que outra pessoa pinte as idéias que o Maiden tem, então tudo fica num clima aterrorizante. Pegue uma imagem do Eddie sorrindo; você pode sobrepor com uma imagem do Mickey Mouse sorrindo. Eddie foi modelado em cima do Mickey Mouse; ele é o Mickey Mouse do Rock n’ Roll. Interessantemente, a Disney agora é dona do Rock n’ Rol… Tudo que vai volta, eu acho…

Uma das coisas que todos gostavam em Eddie era que havia uma mudança continua acontecendo, e ele tinham partes remanescentes de formas passadas. O Eddie do “Seventh Son…” tinha a cicatriz da lobotomia, o olho robótico artificial… O que você buscava com a capa do “No Prayer For The Dying”? O Iron Maiden decidiu não continuar a saga, por assim dizer?

Sim, um dia eles apareceram com a “grande idéia” de voltar para o começo novamente, o que embaralhou tudo lindamente, e eu perdi o interesse.

Até onde sei, a maioria das pinturas do Iron Maiden está com Steve Harris e algumas foram roubadas ou “perdidas” nas gráficas. Você tem alguma pintura relativa ao Iron Maiden com você?

Não tenho nenhuma, nem os desenhos básicos. E não, não as enterrei num armário em nenhum lugar. Eu já me mudei de casa cinco vezes desde que parei de fazer as capas do Maiden. Em três destas cinco vezes, eu joguei tudo que tinha fora e apenas saí com uma mala de roupas – como quando me mudei para os Estados Unidos, cheguei no país com apenas uma mala de roupas e com os discos rígidos contendo meus trabalhos, que eu já havia enviado antes de mim para a casa de um amigo.

ADRIAN SMITH: “STEVE JÁ NÃO ESCREVE TANTO, ENTÃO É BASICAMENTE EU, JANICK E DAVE TRAZENDO AS MÚSICAS”

Fonte: Guitar Edge

A revista “Guitar Edge” trouxe uma extensa entrevista com os três guitarrista do Iron Maiden em sua última edição, na qual falam sobre turnê, novo álbum, influências e muito mais.

Confira a entrevista na íntegra, em português, com exclusividade no Imprensa Rocker!

Enquanto o Iron Maiden conclui a perna norte-americana da atual turnê, a série de shows pode ser considerada um sucesso, com quase todo show vendendo todos os ingressos em tempo recorde. Mas independente das incríveis vendas, houve um pouco de frustração entre os fãs antigos do Maiden. As críticas envolveram o set lista da turnê, que consistiu de novo material ao invés dos verdadeiros e testados clássicos da banda. De fato, no show que a “Guitar Edge” foi, o repertório foi o assunto mais comentado pelo público – mais até do que as cervejas de 13 dólares. Mas não deixe isto de enganar ou fazê-lo acreditar que o título do novo álbum significa a aposentadoria do Maiden, como implicam os boatos. O Iron Maiden ainda se fortalece e maravilhosamente continua a cimentar seu lugar nos livros de história do Heavy Metal, mesmo após 35 ilustres anos como uma das maiores bandas de Metal do mundo. “The Final Frontier”, o 15º álbum de estúdio do Maiden estreou em quarto lugar nas paradas da Billboard nos Estados Unidos, se tornando o mais bem sucedido disco da banda até hoje nas paradas – sem mencionar que é o mais longo, totalizando 76 minutos e 34 segundos. Até esta matéria ficar pronta, o álbum também estreou em primeiro lugar nas paradas de mais de 20 países, inclusive em terras distantes, como Suíça, Japão e Brasil.

Nós nos encontramos com os guitarristas do Maiden para conversar sobre composições e tons um pouco antes deles saírem para necessárias férias – um curto fôlego antes de continuar a turnê no início de 2011.

Como foi a turnê?
Dave Murray: A presença dos fãs foi absolutamente incrível. Nós amamos tocar e colaborar uns com os outros, e quando entramos no palco e o público está enlouquecido, bem… Há muitas coisas piores que poderíamos estar fazendo (risos). Em poucos shows nós ajustamos tudo e e colocamos tudo no lugar. Antes da turnê começar, nós ensaiamos todo dia, mas quando você entra no palco, você tem todas estas distrações com as quais tem de se acostumar. Temos um novo Eddie para cada álbum e o de agora parece bem perverso, bem assustador, como um cruzamento de um alien com um predador.

Janick Gers: O público tem gostado bastante e estamos tocando material mais recente. Tocamos apenas uma canção do novo álbum, que é “El Dorado”, que foi a que disponibilizamos gratuitamente em nosso site antes do álbum sair, mas não tocamos outras músicas do novo disco, porque começamos a turnê antes dele sair. Nos anos 80 você poderia até fazer isso, mas agora você tem o “Youtube” e as músicas estariam disponíveis por aí. O timing entre esta turnê e o lançamento deste álbum foi meio dessincronizado. Quando continuarmos a turnê, no começo do próximo ano, esperamos tocar muitas das canções do novo álbum.

Nos conte sobre as composições do “The Final Frontier”.
Adrian Smith:
Steve (Harris) já não escreve tanto, então é basicamente eu, Janick e Dave trazendo as músicas. Foram todas canções recém compostas. Steve está mais interessado nas letras e nas melodias, assim como Bruce (Dickinson), e Steve coproduziu o álbum. Então todos contribuíram.

Murray: Nós trazíamos canções completas e Steve escrevia as letras. Em uma canção, “When The Wild Wind Blows”, Steve escreveu tanto a música quanto a letra. Passamos algumas semanas na França ensaiando, tiramos um mês de folga e quando chegou a hora de irmos para o estúdio, já tínhamos 70% do material pronto para gravar.

Smith: Gravamos o álbum nos estúdios “Compass Point” – onde muitos dos álbuns históricos do Maiden foram feitos – nas Bahamas. Steve vive em Nassau agora e Kevin Shirley (o produtor do álbum) havia acabado de finalizar um álbum no “Compass Point” e gostou, então achamos que seria divertido voltar para lá. É uma boa sala. Tecnicamente, não é o melhor estúdio, mas a sala soa muito bem.

Gers: E antes da turnê, trabalhamos em tocar estas canções de 10 minutos ao vivo, do início ao fim, e não pedaço por pedaço.

Há muitos grandes e inesperados momentos no “The Final Frontier”, como os acordes fusion no vocal de entrada de “Sattelite 15”… The Final Frontier”.
Murray: Aquilo foi tirado da demo de Adrian e foi ele quem tocou aqueles acordes interessantes.

Smith: Também em “Isle of Avalon”. Eu suponho que quando você toca sobre uma progressão de acordes como aquela, a canção acaba indo para um lado meio fusion.

Sim, o solo de “The Isle of Avalon” começa com um formato de som de Jazz. Vocês podem explicar?
Smith: A idéia era fazer as coisas de uma forma um pouco diferente, um pouco mais livre. Eu não sei quais escalas usei, porque eu nu Ca estudei música e não sei ler música. Eu toco de ouvido, como a maioria dos músicos de Rock, e só conheço o que escuto.

Gers: Foi um compasso 7/8 e haviam muitas coisas diferentes em contratempo com a bateria, e apenas usamos o que queríamos usar. Mas eu toco o que acho que encaixa. Eu não apareceria com algo completamente estranho, se não achasse que encaixaria.

Nos conte como vocês fazem para gravar os solos.
Smith: Geralmente demora uma ou duas horas para termos um bom solo – para ter um bom som, fazer alguns takes, algumas revisadas e editar. Normalmente usamos o primeiro take, porque tem espontaneidade e energia, e então consertamos algumas coisinhas.

Murray: Para os solos, você vai lá e apenas detona. Kevin então diz, “faça outro”, e você acaba fazendo três ou quatro vezes e vai a todo tipo de lugar. Então Kevin edita para que faça sentido.

Gers: Tentamos fazer com que o solo se encaixe na música, e faça que a canção fique melhor. Há uma balança a se levar e conta – você quer deixar uma canção ótima e quer fazer um solo que melhore esta canção, mas não há necessidade de sair feito louco cada vez que você tem 10 segundos. Já passei desta fase, eu sei que posso fazer, mas esta não é a questão. Quero dizer, posso tocar tão rápido quanto quiser, mas isto não irá melhorar a música. Eu toco menos muitas vezes.

Com três guitarristas podemos ter uma megalomania de guitarras na qual todos enlouqueceríamos, mas isto não ajudaria a banda. Alguém com um grande ego não funcionaria nesta banda. Todos nós soamos tão diferentes, temos estilos diferentes, e abordamos a guitarra diferentemente, e isto parece se combinar para criar algo bem poderoso.

Qualquer um de nós poderia ser o guitarrista principal em outra banda, mas é um lance parecido com Keith Richards e Ronnie Wood. Ronnie é um tremendo guitarrista, mas você não enxerga isso realmente. Ele se une com Keith e juntos são melhores do que os dois individualmente. É meio como nós fazemos. Um de nós fica por trás para que o outro venha para a frente, ou tocamos menos numa sessão para que quando nos juntarmos, saia um cruzamento do som com um tocando u final alto, o outro tocando um final grave e o outro fazendo a base. Eu vejo isto como um grande quadro.

Quem são as influências de guitarra de vocês?
Smith: Originalmente eu era vocalista, então comecei a tocar guitarra e me tornei um guitarrista/vocalista, então talvez meu estilo seja mais rítmico, por causa do meu vocal. Sempre toquei em guitarras com dois guitarristas, e costumávamos tocar coisas de bandas como Wishbone Ash e Thin Lizzy. Todos nós crescemos escutando o mesmo tipo de música. Quando eu era garoto, eram os Beatles – eles deixaram uma grande impressão – Free e artistas de Blues/Rock, como Johnny Winter, Pat Travers, Gary Moore e Deep Purple.

Gers: Sim, cresci escutando o Deep Purple. Amo a voz de Ian Gillan, ainda me arrepia. Jeff Beck provavelmente é meu preferido. E tem Rory Gallagher, Django Reinhardt, David Gilmour, Paul Kossoff, Jimmy Page – mais pela forma de tocar as bases, que é incrível – e Tommy Bolin. Bolin não era um grande leitor de música, mas ele tocava com Billy Cobham. Ele não tem idéia do que está tocando, mas está sentindo. B.B. King, Eric Clapton… Estes caras nunca foram para a escola. Eles apenas sentiam.

Para mim, música é tocar o que você sente. Vem daqui (Gers aponta para o coração) e não daqui (ele aponta para a cabeça). Acho impossível tocar a mesma coisa duas vezes, porque me sinto diferente cada vez – e se você toca como se sente, como pode tocar a mesma coisa duas vezes? Não vim da “Berklee School” onde você trabalha em uma batida na sala de aula por seis dias. Não tenho problemas com isto, mas não é o que procuro.

A banda é conhecida pelas partes em harmonia, mas o que acontece nos casos das oitavas, como em “El Dorado”? Vocês separam as oitavas em múltiplas guitarras ou cada um toca todas as oitavas?
Murray: Adrian toca a base em “El Dorado” e Janick e eu tocamos juntos as oitavas. Nós não separamos as partes em altas e baixas oitavas, mas não há uma fórmula ou padrão estrito. Apenas vamos lá e fazemos e deixamos fluir. Portanto, quando precisamos aprender as músicas para uma turnê, realmente precisamos reaprender muita coisa que fizemos no estúdio.

Gers: Frequentemente faço overdubs de oitavas, porque isto evidencia a melodia, mas eles podem estar em qualquer lugar. Posso colocá-las e mais tarde removê-las. O que importa são as freqüências fazer a guitarra soar maior – as guitarras soam comprimidas e finas como abelhas num jarro.

Qual o segredo para fazer funcionar um banda com três guitarristas?
Gers: Para mim, o que importa para as bandas é a química. Não importa os músicos individualmente. Muitas bandas tem isto de uma forma destrutiva e isto acaba tendo um efeito negativo; destrói a banda. O The Who criou um efeito positivo através da negatividade; eles tinha grandes argumentos. O mesmo com o Deep Purple.

Você pega os melhores músicos do mundo e ainda assim poderá ter uma banda de merda se não houver química. Ou você pode pegar John Lennon, Ringo Starr, Paul McCartney e George Harrison, que não eram músicos brilhantes, juntá-los e ter a melhor banda do mundo. Isto é o que faz as bandas acontecerem, e se você tem isto, você tem muita sorte.