O MEL DO ROCK

O MEL DO ROCK

Pesquisar este blog

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

TRADUÇÃO - BLACK SABBATH - DIE YOUNG

DIE YOUNG

Ooh!
Gather the wind, though the wind won´t help you fly at all
Your back´s to the wall
Chain the sun, and it tears away (and it breaks) you as you run, you run, you run
Behind the smile, there´s danger and a promise to be told:
You´ll never get old - ha!
Life´s fantasy - to be locked away and still to think you´re free,
You´re free, we´re free
So live for today, but tomorrow never comes
Die young, die young
Can´t you see the writing in the end?
Die young, gonna die young
Someone stopped the fall
Gather the wind, though the wind won´t help you fly at all
Your back´s to the wall
Then chain the sun, and it tears away, (and it breaks) you as you run, you run, you run
So live for today, but tomorrow never comes
Die young, young
Die young, die young
Die young, die young, young
Die young, die young, die young, die young, die young, die young,
Die young!

MORRA JOVEM

Ooh!
Se junte ao vento, embora o vento não te ajudará mesmo a voar
Suas costas contra a parede
Acorrente o sol, e ele arrebenta (e quebra) você enquanto você corre, você corre, você corre
Atrás do sorriso, há o perigo e uma promessa a ser contada:
Você nunca vai ficar velho - ha!
A fantasia da vida - para ser trancada e ainda pensar que você é livre
você é livre, nós somos livres
Então viva por hoje, mas o amanhã nunca chega
Morra jovem, morra jovem
Você não pode ver o escrito no fim?
Morra jovem, vai morrer jovem
Alguém parou a queda
Se junte ao vento, embora o vento não te ajudará mesmo a voar
Suas costas contra a parede
Então acorrente o sol, e ele arrebenta (e quebra) você enquanto você corre, você corre, você corre
Então viva por hoje, mas o amanhã nunca chega
Morra jovem , jovem
Morra jovem , jovem
Morra jovem, morra jovem, jovem
Morra jovem (7x)Morra jovem




Assista a um vídeo da Banda Black Sabbath - Die Young

terça-feira, 14 de setembro de 2010

IRON MAIDEN: UMA CURIOSA ENTREVISTA COM EDDIE

Fonte: Blog Flight 666

A música do Iron Maiden é amada por várias gerações de headbangers. Em 2011, não se surpreenda se você encontrar-se entre um garoto de 17 anos de idade, e um senhor de 47 em um dos seus shows. Se você perguntar a eles como e quando ouviram a banda pela primeira vez, as chances são muito boas de que ambos lhe digam algo sobre a arte impressionante da capa de um disco e o pensamento: "Eu tenho que ouvir e saber como soa essa banda!"

Sem dúvida, o Iron Maiden tem uma das melhores "discografias visuais" da história da música, com capas centradas nas caras e bocas do "assustador" mascote Eddie. De 1980 com a estréia da banda ao novo álbum 'The Final Frontier', temos Eddie nas capas dos álbuns do Iron Maiden ostentando dezenas de diferentes trajes e disfarces. Ele já foi um faraó egípcio em 'Powerslave' (1884), um comandante de tanque militar em 'A Matter of Life and Death' (2006) e agora um guerreiro alien que vai massacrar astronautas desamparados em 'The Final Frontier' (2010).

Mas, e se Eddie desse uma entrevista? O que ele falaria? Pois bem, como os membros da banda estão de férias e dificilmente vão dar entrevistas até a próxima turnê, Eddie aceitou o convite de Michael Galluci do site Cleveland Scene, e o resultado foi um divertido bate-papo imaginário com o mascote do IRON MAIDEN! Confira alguns trechos!

Várias bandas de metal já tiveram mascotes, mas poucos conseguiram a sua longevidade. Como foi a primeira vez que você foi associado ao Iron Maiden?

Eddie: É realmente surpreendente. Aquele cão/suíno do Motörhead está sempre por perto, vou dar um jeito nisso. Eles o colocam em uma jaula nos bastidores. E se você quer manter suas mãos e pés longe do bar, vou te dizer. Você acha que estar entre Lemmy e seu Jack Daniel's é arriscado? Tente aproximar-se dessa besta. O Megadeth também tem aquele cara com rosto de caveira. Nos reunimos uma ou duas vezes. Não foi legal. Ele tem a personalidade do Mustaine. Eu não sei o que aconteceu com os 'robôs animais' que o Judas Priest costumava ter, a águia e o leão/tanque. Tenho saudades desses caras. Mas eu realmente sou do tipo 'rei do pedaço'. Para responder à sua pergunta, eu estava em Londres, tentando me tornar um modelo masculino, mas não estava funcionando. Eu estava longe do padrão, e assim um rapaz com o meu físico estava destinado a uma vida de portas fechadas batendo no seu rosto, sabe? Mesmo os punks e góticos não queriam ter nada a ver comigo. Mas, então, esses caras me viram na rua e disseram: "Estamos desesperados por uma imagem, e você é perfeito! Seja a capa do nosso álbum!" Então eu disse sim, pensando que seria como um trampolim para algo maior, sabe? Bem, 30 anos depois, aqui estou eu.

Você parecia meio punk na capa do primeiro álbum.

Eddie: Sim, eles me pegaram em um daqueles dias de real desespero. Eu tinha ficado acordado durante dias, e meu cabelo realmente não estava no seu melhor momento. Mas adorei a imagem, então lá vai.

Qual a sua opinião sobre a capa do álbum novo?

Eddie: Oh, eu gostei! Sou um grande fã de ficção científica. Foi bem difícil, no entanto. Essa maquiagem levou uma eternidade para ser feita e você mal conseguia me ver por baixo de tudo. Acho que agora eu sei o que o cara que interpretava o Predador sentiu naquele filme.

Confira na íntegra o restante desta divertida entrevista no BLOG FLIGHT 666 e saiba o que Eddie pensa sobre os membros e a música do Iron Maiden, sua carreira e uma possível aposentadoria.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

DIO: MAIS DETALHES SOBRE CD DUPLO "DONINGTON UK"

Traduzido por Kako Sales
Fonte: Blabbermouth.Net


O primeiro lançamento oficial da Niji Entertainment Group, o selo criado pelo falecido Ronnie James Dio e sua esposa/empresária Wendy Dio, será “Donington UK: Live 1983 & 1987”. A ser lançado em 9 de novembro, o CD duplo em digipack de luxo virá com um encarte recheado de fotos raras de ambos os concertos. Também inclui os ingressos que davam acesso aos bastidores de 1983 e 1987.

1983 foi a primeira vez que Dio tocou no Reino Unido e o primeiro show da banda foi simplesmente no lendário Monsters of Rock.

“Dio at Donington UK: Live 1983 & 1987” contém um material que foi gravado em duas turnês diferentes – a turnê “Holy Diver”, de 1983, e a “Dream Evil” tour, de 1987.

Segue o tracklist (ainda não oficialmente confirmado) de “Dio at Donington UK: Live 1983 & 1987”:

CD 1: 1983

01. Stand Up and Shout
02. Straight Through The Heart
03. Children Of The Sea
04. Rainbow In The Dark
05. Holy Diver
06. Drum Solo
07. Stargazer
08. Guitar Solo
09. Heaven And Hell
10. Man On The Silver Mountain
11. Starstruck
12. Evil Eyes

CD 2: 1987

01. Dream Evil
02. Neon Knights
03. Naked In The Rain
04. Rock 'N' roll Children
05. Long Live Rock 'N' roll
06. Rock 'N' Roll Children (reprise)
07. The Last In Line
08. Holy Diver
09. Heaven And Hell
10. Man On The Silver Mountain
11. All The Fools Sailed Away - The Last In Line
12. Rainbow In The Dark

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

OZZY: "ADORARIA FAZER UM DISCO MATADOR COM BLACK SABBATH"

Traduzido por Arthur Lara Moreira
Fonte: Pittsburgh Tribune-Review


Rege Behe, do Pittsburgh Tribune-Review, recentemente fez uma entrevista com o legendário cantor de heavy metal, Ozzy Osbourne. Abaixo, alguns tópicos retirados dessa conversa.

Sobre estar sóbrio:

"Quando comecei a ficar são, pensei: 'Bem, como vou apreciar música sem drogas ou álcool em meu sistema nervoso?' E tive que tomar uma decisão sobre onde eu conseguiria ajuda..."

Sobre se apresentar ao vivo:

"Quando tudo está em seu devido lugar e minha voz, em forma. Você sabe, o público me deixa louco... quando tudo vai bem, não há nada no mundo que chegue perto - nem mesmo amor, sexo, drogas. Vendo pelo outro lado da moeda, quando as coisas vão mal, não há nada pior. O desafio está aí para mim."

Sobre a possibilidade de uma reunião do Black Sabbath original:

"Estamos nos falando e isso é um bom sinal. Não estamos em guerra uns com os outros.... Estava falando com Bill Ward ontem à noite. Tenho que falar com os outros dois. Mas na última tentativa nos juntamos sem dizer nada uns para os outros após uns bons anos. Estou tentando fazer as coisas darem certo, falando, pelo menos. Não posso desmarcar nenhuma data porque não sei de nada. Não sei se eles querem fazer isso comigo, mas sinto que as coisas estão se acalmando. Para ser sincero, adoraria fazer um disco matador do Black Sabbath. Traria para a minha vida, a tudo, uma reviravolta perfeita."

Sobre a tentativa de se reinventar:

"Eu gostaria de ter uma banda fictícia e fazer algo completamente diferente da música pesada. Alguma coisa em um caminho diferente, porque ser Ozzy Osbourne - um músico com os discos que gravei - é bem difícil. Mas se eu tentasse um som tipo blues, seria bem complicado de fazê-lo. Seria algo: 'que diabos ele está fazendo agora?'"

Fonte desta matéria (em inglês): Pittsburgh Tribune-Review

GEEZER: GRANDE PARTE DA MINHA VIDA SE FOI COM RONNIE

Fonte: Website exclaim.ca

O repórter Keith Carman, do website canandense “Exclaim.ca”, conduziu uma entrevista com o baixista do Black Sabbath/Heaven and Hell, Geezer Butler, que falou sobre Dio, planos para o futuro, além do DVD “Paranoid” da série “Classic Albums”.

Sem o baixista Geezer Butler – nascido Terence Michael Joseph Butler – não existiria uma coisa chamada Heavy Metal. Não apenas ele é um quarto da banda essencial ao gênero, Black Sabbath, mas com seu inimitável estilo, forte e poderoso sem ser falso ou pomposo, ele é responsável por um legado musical que transformou um instrumento até então ignorado em algo do caralho. Para registrar: foi o trabalho de Butler nos primeiros lançamentos do Black Sabbath – tanto no debut quanto no clássico “Paranoid” – nos subseqüentes quarenta e tantos anos com a banda (deixando de fora os abomináveis álbuns de meados dos anos 80, quando até ele abandonou o grupo), além do Heaven and Hell e do G/Z/R, sua aventura solo, que moldou os estilos dos quais suas bandas se tornaram sinônimo.

Com uma pegada semelhante a de John Entwistle, do The Who, Butler se recusou em deixar seu instrumento ser enterrado em simplicidade. Ele tirou o baixo das sombras e o colocou em evidência como um instrumento de valor próprio. Combinando livremente um ataque percussivo com uma presunção do blues, fortes agudos e graves ecoantes, além de um infinito dedilhado que não abafava a música e nem perdia a conexão com a batida, Butler não segura o ritmo; ele os acelera sem nunca ter sua absurda calma abalada. Essencialmente, se não fosse pela simplicidade de Butler em “War Pigs” ou “Iron Man”, e pelas batidas com wah wah na abertura de “N.I.B.”, não teríamos um Cliff Burton, nem uma “(Anesthesia) Pulling Teeth” e, portanto, não haveria o Metallica. Nem teríamos o Megadeth, Anthrax, Slayer, e nenhuma outra banda de Metal, com baixistas em evidência nos mostrando que o baixo é tão viríl e flexível quanto o mais selvagem virtuoso da guitarra.

Contudo, poucos meses após perder seu amigo de longa data e companheiro de banda, Ronnie James Dio, para um câncer no estômago, Butler não sabe o que o futuro guarda para o Black Sabbath ou para o Heaven and Hell. Ao tirar um tempo para falar sobre sua vida, e sobre o 40º aniversário do “Paranoid” – lançado em 18 de setembro de 1970, o dia em que Jimi Hendrix foi declarado morto – Butler está esperançoso quanto ao futuro, mas ainda negocia com o passado.

Existe alguma real atualização do status do Black Sabbath/Heaven and Hell atualmente?
Realmente não. Estamos todos em resguardo desde que Ronnie se foi. Fizemos um show em tributo para arrecadar fundos para sua fundação e combate ao câncer e é só. Estamos apenas pensando no que iremos fazer a seguir.

Minhas condolências para todos. A morte de Dio foi um grande choque para o Metal.
Sim, tudo estava indo tão bem, e então aquilo aconteceu.

Vocês da banda esperavam por isso? Parecia que ele iria superar a doenção e de repente…
Foi uma daquelas situações, na qual ele estava respondendo bem ao tratamento e todos estavam bem animados novamente. A turnê estava indo em frente de novo e Ronnie estava ansioso por aquilo; estava ansioso para voltar à turnê. Cerca de seis semanas antes, a doença voltou e lhe atacou fortemente.

Parece que as pessoas não percebem que você não apenas perdeu um companheiro de banda, mas um amigo.
Com certeza. É muito difícil porque, obviamente, isto nunca havia acontecido com nós. É difícil saber o que fazer, especialmente na nossa idade. Nós não temos certeza. Nós começamos tudo novamente? Apenas vamos ver o que acontece. Este é o ponto. Ele era um amigo muito próximo, além de alguém com quem trabalhava. É uma grande parte da minha vida que se foi.

Você realmente acha que teriam que começar tudo outra vez?
Bom, falo de arrumar um cantor e este tipo de coisa; a pessoa certa. Suponho que isto se resolverá sozinho.

Há alguma coisa em mente?
Não no momento…

Vamos falar de outro assunto, pois não posso nem imaginar quão difícil seja para você falar sobre isso. O DVD “Paranoid”, da série “Classic Albums”, trouxe muitas informações, mesmo após 40 anos em que as pessoas analisaram cada aspecto dele. Como foi falar sobre algo que foi feito há tanto tempo?
Foi incrivelmente difícil lembrar coisas de 40 anos atrás. Parece ter sido numa outra vida, de verdade. Porque ele foi feito muito rápido e estávamos em turnê, então aquilo não ficou muito bem gravada na memória de ninguém. Tivemos cinco dias de estúdio. Íamos para lá e, para nós, era apenas mais uma apresentação. Nós tocamos ao vivo no estúdio, praticamente – tivemos o mínimo de overdubs. Com apenas cinco dias, foi realmente apenas mais um show.

Um show que tem reverberado por quatro décadas.
Sou grato por não sabermos disto na época, ou então nunca o teríamos concluído.

Parece que a mágica acontece quando você não espera muito daquilo.
É verdade, porque não esperávamos nada do disco. Nós pensávamos: “Em dois ou três anos estaremos de volt aos nossos empregos normais”. Se tivéssemos parado para sobre isto – o impacto que o álbum teve – provavelmente teria sido assustador demais para irmos e frente. Foi ótimo como as coisas aconteceram.

Obviamente foi bom, mas existe algum ressentimento em ter que viver com um álbum sublime como este? Meio como Lemmy disse que não poderia tocar “Ace of Spades” e ficar bem com aquilo.
Não, acho que todos somos gratos pelo disco, porque naquela época ninguém nos dava uma chance, sabe? Nós éramos odiados pelos críticos, e ficamos muito gratos por ter obtido aquele sucesso com o álbum.

Num contexto maior – incluindo seus discos solo – parece que você nunca esperou que o “Paranoid” fosse tão essencial. Você tem outro álbum que goste mais do que o “Paranoid”?
Cada um tem seu próprio mérito, porque ao invés de ficarmos presos numa formula, sempre tentamos progredir como músicos. Apenas não queríamos ser conhecidos como uma banda de um único som, o que hoje em dia talvez sejamos. Mas naquela época, queríamos nos expandir musicalmente com cada disco.

Na época não havia nenhum termo que pudesse rotular vocês, não é verdade? Mesmo o termo “Heavy Metal” ainda não existia.
Sim, não havia “Heavy Metal” como o conhecemos hoje. Éramos apenas uma banda fazendo música original, sem importar se era material pesado ou mais leve, como “Planet Caravan” e coisas do tipo.

Esta canção nunca recebeu a devida atenção, não é?
Sim, muitas pessoas agora me perguntam o motivo de termos feitos esta música. Foi porque não estávamos presos a um determinado gênero na época. Apenas fazíamos nosso próprio tipo de música.

Ela fornece dinâmica ao álbum também. Não o deixa todo pesado e denso. Há pontos melódicos.
Exatamente. Porque você sabe: naquela época, quando você tocava um álbum, você esperava escutar oito ou dez canções que não se soassem iguais. Você precisava de variedade num disco. Ela cumpriu seu trabalho e se sobressai.

Então apareceram bandas como o Pantera, que fizeram covers dela, e a canção se tornou “cool” novamente.
Sim, eu gosto de como eles se apegaram à forma original de como ela foi feita: o clima e o temperamento.

Então há este ressurgimento das pessoas quererem escutar “Paranoid”, mas vocês ainda não têm certeza sobre o futuro do Black Sabbath/Heaven And Hell.
Bem, o Heaven and Hell já era. Só poderia existir com Ronnie. Eu ainda gostaria de fazer algo com Tony (Iommi) e Vinnie (Appice), mas que não se chamaria Heaven and Hell.

Após a batalha legal sobre o nome “Black Sabbath” entre Tony e Ozzy…
Bem, estamos todos conversando novamente, o que é um bom sinal… Eu espero. Quanto à banda original, há tantos lugares onde nunca tocamos e que adoraria visitar. O Japão, por exemplo. Nunca tocamos lá e em muitos lugares do Leste Europeu, ou da Ásia, que se abriram após a formação origina ter se separado – e após a nossa turnê de reunião. Quando fizemos a reunião, só tocamos na América do Norte e na parte ocidental da Europa, e só. Então seria… Eventualmente gostaria de ir a lugares como o Japão com a formação original, já que nunca estivemos lá. Mas é mais fácil falar do que fazer.

Eu suponho que haja todo tipo de política para faze este tipo de coisa.
Sim… Seria ótimo finalmente ir em frente.

Enquanto isso, talvez você possa trabalhar em seu material solo. Já se passou um tempo desde que saiu o último álbum do G/Z/R.
Este tem sido um ano muito duro, então a música tem estado meio de lado, por causa de Ronnie. Gradualmente eu estou voltando ao… Há tantas coisas, que levará meses até decidir o que quero fazer. É meio que uma reserva. Uma vez que você estabelece qual direção seguir, a coisa fica mais fácil, mas preciso disto. Assim que consegui-lo, apenas seguirei em frente.

Tudo estará esperando para quando você estiver preparado.
Sim e eu estou ansioso para ver o que eu consigo trazer nos próximos meses. Tenho algumas coisas por perto, então dentro de um mês ou seis semanas, eu as pegarei, trabalharei em material novo e, enquanto resolvemos outras coisas, nada me impede de escrever meu próprio material. Tenho inspiração suficiente.

A música é um ótimo remédio.
Certamente é um bom jeito de superar este tipo de coisa. Eu poderia usá-la eventualmente.

BLACK SABBATH: INDÍCIOS DE UMA REUNIÃO A CAMINHO?


Por Tiago Araruna Carvalho

Os quatro membros originais da lendária banda Black Sabbath, responsável pela criação do gênero heavy metal, vêm dando uma série de declarações sobre uma possível reunião da banda na sua formação original e a gravação do último álbum, o que vem deixando seus fãs cada vez mais ansiosos por esse momento histórico. Acompanhe a seguir uma compilação das principais declarações nesse sentido.

Em uma nova entrevista para a Noisecreep da AOL, Osbourne foi questionado se ele iria se reunir ao Black Sabbath novamente. "Eu espero que sim," ele respondeu. "Tony [Iommi] e eu nos falamos alguns dias atrás. Foi algo como, 'Vamos nos reunir? Claro, companheiro!' Eu converso com o [baterista] Bill Ward toda semana. Ele é um dos meus melhores amigos. Nós fizemos uma música. Estamos tentando fazer um álbum. Talvez não deu certo, mas eu aprendi a nunca dizer nunca."

Bill também falou: "Todos tem uma mente aberta sobre fazer turnê novamente, mas nesse momento, todos estão fazendo projetos diferentes," disse Ward, que vai lançar o álbum de 'hardcore-encontra-jazz' 'Accountable Beasts' mais tarde nesse ano. "Mas eu adoraria fazer outro álbum e turnê com o Sabs. Me deixa revigorado."

Tony Iommi decreta: "Eu falei com Ozzy enquanto estava em Los Angeles, depois do funeral de Ronnie, e ele disse que me ligaria quando estivesse na Inglaterra em sua turnê, mas ainda não recebi a ligação. Ozzy e eu temos uma relação complicada, mas sempre nos mantemos em contato, não importa o que esteja acontecendo. Eu poderia tocar com o Ozzy de novo? Quem sabe? É estranho comigo e Ozzy. Pode haver todo o tipo de porcaria acontecendo, mas quando nos falamos, é como se nada ruim tivesse acontecido. Após o tributo a Ronnie, podemos todos sentar e decidir o que exatamente gostaríamos de fazer", revelou o guitarrista.

Ozzy segue falando sobre a reunião em entrevistas: "É muito muito possivel que o Sabbath original finalmente irá [se reunir e] fazer um último álbum do Sabbath. E nós vamos fazer uma turnê, eu acho. Quando, eu não sei. Eu falei com Bill Ward [baterista original do Sabbath] ontem, e nós dois dissemos para nunca mais dizer nunca."

Em mais uma oportunidade, Ozzy esclarece: "Não irá acontecer em pelo menos um ano ou dois por que eu tenho a minha turnê e um álbum para fazer. Mas não está adicionado aos reinos do nunca mais.

Eu estaria mentido se disse que eu não quero um último álbum do Black Sabbath.

"Nós nunca nos juntamos quando éramos jovens e dissemos, 'Isso será visto como um marco na música quando tivermos 60 anos.' Essa não era a nossa intenção. Mas meio que aconteceu.
Eu sempre quis ser um Beatle e as pessoas diziam, 'Bom, Black Sabbath é um versão heavy metal dos Beatles.' Mas eu adoraria fazer, absolutamente adoraria fazer um grandioso álbum do Black Sabbath. Se nós podemos, eu não sei.

Eu falei com Tony Iommi há umas 3 semanas atrás, eu falei com o Geezer há uma semana atrás, eu falo com o Bill Ward o tempo todo. Mas eu não farei sem os outros 3... Pra mim Black Sabbath são 4 caras. Tudo vai depender de cada um."

Falta ouvir o que o Geezer tem a dizer? Não falta mais: "Eu não sei. Seria legal terminar a coisa toda com uma turnê, eu acho. Nós estamos ficando mais velhos, o tempo está correndo. Seria legal! Eu não diria não."

Novamente Ozzy fala sobre a possibilidade de se concretizar essa reunião histórica: "Para ser sincero com você, eu adoraria fazer um álbum matador do BLACK SABBATH."

Algumas das principais declarações dos quatro envolvidos estão aí. Esperamos o Black Sabbath de volta e, quem sabe, tocando no Brasil. Que tal no Rock in Rio? Histórico? Sim. Histórico ao quadrado.

BILL WARD: "O PRIMEIRO DO LED ZEPPELIN ME FEZ PIRAR!"


Traduzido por Arthur Lara Moreira
Fonte: Goldmine


A revista Goldmine conversou recentemente com Bill Ward, lendário baterista do Black Sabbath, sobre os artistas, e a música em geral, que importam para ele.

Embora ward seja fã de "provavelmente tudo" do catálogo do Led Zeppelin, "Led Zeppelin" [o primeiro álbum] traz as mais fortes recordações para ele.

"Eu amo Jimmy (Page). Ele é demais", diz Ward. "Quando eu ouvi o primeiro álbum deles pela primeira vez, nós tínhamos algumas canções, mas não havíamos gravado nada ainda. Então, alguém apareceu com 'Led Zeppelin I' e nós o ouvimos e eu pensei: 'puta merda!' Você sabe, ele soou muito profissional e tudo mais. Eu conhecia John Bonham desde os meus 16 anos de idade. E lá estava eu, ouvindo ele tocar e pensando: 'Uau!' Eu achava aquele disco completamente diferente de tudo. Era tão bom, e eu adoro o trabalho que Jimmy fez ali. Nós estávamos em uma onda diferente. Trabalhávamos em 'What is this that stands before me?…' Mas aquele primeiro disco deles me fez pirar. Simplesmente um álbum muito, muito bom."

"Todos nós - Tony, Geezer, Ozzy e eu - conhecíamos Bonham e, também, Robert Plant. Somos basicamente da mesma região, então cruzávamos com eles o tempo todo. Nós os víamos quase todo dia", recorda Ward. "Mas eu amo John Paul Jones, que baixista, cara! Ele está fazendo coisas bem legais. Ele sempre foi um baixista brilhante. Ele me lembra o, infelizmente falecido Jonh Entwistle. O toque de Entwistle é fenomenal."