O MEL DO ROCK

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terça-feira, 3 de agosto de 2010

LED ZEPPELIN

Led Zeppelin foi uma banda britânica de rock, formada em setembro de 1968, por Jimmy Page (guitarra), John Bonham (bateria e percussão), John Paul Jones (baixo e teclado) e Robert Plant (vocalista e gaita).

O grupo foi um dos mais populares na década de 1970 e da história do rock. Célebre pela sua inovação e por ser um dos criadores do heavy metal, a banda também incorporou elementos de gêneros como rockabilly, reggae, soul, funk, jazz, entre outros.

Seus álbuns venderam mais de 300 milhões cópias em todo o mundo, (incluindo 109 milhões de vendas nos Estados Unidos). Foram também os únicos a colocar todos seus álbuns no Top 10 da parada norte-americana Billboard.

Desde a morte do baterista John Bonham, em 1980, que colocou fim da banda, o Led Zeppelin reuniu-se em ocasiões especiais. A primeira delas foi em 1985 quando participaram do concerto beneficente Live Aid - com Phil Collins e Tony Thompson (Chic) na bateria. Três anos depois, com Jason Bonham na bateria, tocaram no aniversário de 40 anos da gravadora Atlantic. Em 10 de dezembro de 2007, os três membros originais do Led Zeppelin e Jason Bonham reuniram-se para um tributo a Ahmet Ertegün, fundador do selo Atlantic (morto em 2006), na O2 Arena, em Londres.

HISTÓRIA

PRINCÍPIO



Originalmente a banda foi formada pelo guitarrista Jimmy Page e pelo baixista Chris Dreja em Julho de 1968 com o nome de "The New Yardbirds" de modo a conseguirem cumprir um contrato feito para a realização de concertos na Escandinávia, assinado antes do último concerto dos Yardbirds. Terry Reid recusou a oferta de Page para ser o vocalista, mas sugeriu Robert Plant, conhecido pelo seu trabalho no grupo "The Band of Joy". Junto com ele veio o baterista John Bonham. Quando Dreja saiu para se tornar fotógrafo, John Paul Jones, estimulado pela esposa, procurou Jimmy Page, a quem conhecia por terem atuado juntos como músicos de estúdio, e se ofereceu para tocar baixo na nova banda. Oferta aceita, estava formado o quarteto que viria a se transformar em uma das mais bem sucedidas bandas de rock dos anos 70.

Após alguns concertos como "The New Yardbirds", a banda mudou o nome para Led Zeppelin. Esse nome surgiu depois que Keith Moon e John Entwistle comentaram que um "supergrupo" contendo eles dois, Jimmy Page e Jeff Beck (que era a ideia original de Page) cairia como um "balão de chumbo" (do inglês "lead zeppelin"). A palavra "lead" é propositadamente mal escrita para que a pronúncia correta seja usada (também poderia ser lida como "lid", que lhe daria outro significado).

Pouco tempo após a sua primeira apresentação (na Universidade de Surrey, Guildford, em 15 de Outubro de 1968) o grupo editou o seu primeiro álbum Led Zeppelin em 1969. Esse álbum resultava de uma combinação entre o blues, o rock e influências orientais com amplificações distorcidas, o que o levou a tornar-se um dos pivôs do surgimento do heavy metal, embora Plant tenha declarado injusta a taxação do grupo como heavy metal, já que aproximadamente um terço de sua música era acústica. No final dos anos 60 e ínicio dos anos 70 a palavra heavy metal tinha uma conotação pejorativa, o que fez com que os artistas rotulados como heavy metal preferissem outros nomes como heavy rock, ou simplesmente rock and roll. O imediato sucesso do primeiro disco foi o pontapé de saída para a carreira da banda, especialmente no EUA, onde eles haveriam de actuar frequentemente, e onde as suas vendas de discos apenas foram suplantadas pelos Beatles. O segundo álbum, chamado simplesmente Led Zeppelin II, editado ainda no mesmo ano, seguiu o mesmo estilo, e incluía o sucesso "Whole Lotta Love", que, conduzido pela secção rítmica, definia o som da banda.

Page e Plant, como outros músicos de rock do cenário inglês, tinham uma formação fortemente enraizada no blues. Assim, o primeiro álbum do Led Zeppelin continha muitas releituras de músicas de blues. Porém, os créditos vinham para os músicos da banda. A história se repete com "Whole Lotta Love", que apresenta grandes semelhanças com "You need Love", de Willie Dixon. A banda foi depois acusada de ter usado as letras sem as creditarem a Dixon, e só 15 anos depois, devido a um processo posto pela "Chess Records", foi feito um acordo e efectuado o pagamento devido, com Willie Dixon sendo creditado nas devidas músicas. Por fim, Dixon acabou se tornando amigo de Page e Plant.

A banda também gostava do rock and roll americano e tocava músicas de Elvis Presley e Eddie Cochran em seus shows. As performances ao vivo do Led Zeppelin com frequencia alcançavam 2 horas ou mais de duração, e em alguns casos, como no "Texas Pop Festival" de 1969, a banda chegou a tocar por 4 horas seguidas.

Para a gravação do seu terceiro álbum, Led Zeppelin III, a banda retirou-se para "Bron-Yr-Aur", uma cabana remota em Snowdonia, no País de Gales, sem electricidade ou água encanada. Isto resultou num som mais acústico (fortemente influenciado pela música celta e a música folk, e que revelou uma face diferente do talento prodigioso de Jimmy Page). Em Novembro de 1970 a "Atlantic Records" editou "Immigrant Song" em single, sem a autorização da banda e contra a sua vontade. Incluía no lado B "Hey Hey What Can I Do". Foram editados mais nove singles, sempre sem a autorização da banda, que via os seus álbuns como indivisíveis. Curiosamente, "Stairway to Heaven" nunca foi editado em single, apesar do seu grande êxito nas rádios. A frustração da banda em relação aos singles provinha do seu empresário Peter Grant, que era um acérrimo defensor dos álbuns, e também devido ao facto da Atlantic ter feito uma reedição de "Whole Lotta Love", que foi cortada de 5:43 para 3:10 minutos. Para além disso a banda sempre evitou aparecer na televisão, preferindo que os seus fãs os vissem ao vivo.

O AUGE



Título do álbum Led Zeppelin IVAs várias tendências musicais do grupo foram fundidas no seu quarto álbum, sem título, que é usualmente chamado de Zoso, Four Symbols ou simplesmente Led Zeppelin IV. Não apenas o álbum não tinha nome, mas o nome da banda também não aparecia em sua capa. O álbum incluía temas como "Black Dog", o misticismo folk de "The Battle Of Evermore" (cuja letra foi inspirada em "O Senhor dos Anéis") e a combinação dos dois estilos em "Stairway to Heaven", um sucesso estrondoso nas rádios, aclamada por muitos como sendo o maior clássico do rock de todos os tempos. O álbum contém ainda uma memorável regravação de "When The Levee Breaks" de Memphis Minnie.

O álbum seguinte, Houses of the Holy, lançado em 1973, continha músicas mais longas e experimentais, com o uso de sintetizadores e arranjos de cordas feitos por Jones em músicas como "The Song Remains The Same", "No Quarter" e "D'yer Mak'er". Esse álbum bateu os recordes de audiência, tendo chegado ser ouvido por mais de 50 mil pessoas. Três concertos no Madison Square Garden foram filmados para a realização de um filme, mas o projecto foi adiado por vários anos.

Em 1974 o quarteto lançou seu próprio selo, a Swan Song Records. Swan Song era o título de uma música do Led Zeppelin que nunca foi lançada, tendo sido gravada posteriormente com o nome "Midnight Moonlight" no primeiro álbum dos "The Firm", banda criada por Page após o fim do Led Zeppelin. Além dos álbuns do próprio Led Zeppelin a "Swan Song" editou álbuns de Bad Company, Pretty Things, Maggie Bell, Detective, Dave Edmunds, Midnight Flyer, Sad Café e Wildlife.

Em 1975 foi lançado Physical Graffiti, o primeiro álbum duplo para a "Swan Song". Este álbum incluía músicas que sobraram dos 3 álbuns anteriores e mais algumas novas. Mais uma vez a banda mostrou a sua enorme diversidade de estilos, que iam do folk e rock progressivo ao heavy metal.

Pouco tempo depois do lançamento de Physical Graffiti toda a produção anterior do Led Zeppelin atingiu a lista dos 200 mais vendidos, o que nunca tinha sido visto anteriormente. A banda embarcou para mais uma turnê pelos EUA, batendo novos recordes de audiência. No fim do ano, tocaram 5 noites seguidas no Earl’s Court (esses concertos foram gravados em vídeo e editados apenas 28 anos depois em DVD). Nessa altura, no pico da sua carreira, eram considerados por muitos como a "A Maior Banda De Rock Do Mundo".

Se a popularidade da banda em palco era impressionante, a sua fama pelos excessos era ainda maior. Eles viajavam num jato particular, alugavam pisos inteiros de hotéis, e tornaram-se objecto de algumas das histórias mais famosas, envolvendo danos materiais a quartos de hotel, aventuras sexuais, abuso de drogas e culto à magia negra.

ÚLTIMOS ANOS


Em 1976 a banda fez um intervalo nas turnês e começou a filmar segmentos fantásticos para o filme ainda não editado. Durante esse intervalo Robert Plant quebrou um tornozelo num acidente de carro; impedidos de fazer concertos, a banda entrou em estúdio para gravar o seu sétimo álbum, Presence. O álbum conquistou disco de platina antes de chegar às lojas, algo inédito para a época, e marcou mais uma guinada no estilo da banda, que abandonou os arranjos complexos dos álbuns anteriores se afastando gradativamente do heavy metal por eles criados. Mas o pior para Plant estaria por vir: durante a turnê do álbum nos EUA, seu filho Karac morreu de uma infecção estomacal.

No final de 1976 sai finalmente o filme The Song Remains the Same e a sua trilha sonora. Embora a gravação do concerto datasse de 1973, esse seria o único documento filmado do grupo lançado oficialmente durante os 20 anos seguintes. Uma curiosidade sobre a trilha sonora desse filme é que o "setlist" do concerto do filme não coincidia com as músicas no álbum: algumas músicas do filme não apareceram no álbum e vice-versa. Esse álbum seria o único disco ao vivo oficial disponível, até a edição de BBC Sessions em 1997.

Em 1978, a banda voltou ao estúdio para as gravações de In Through the Out Door, álbum lançado em 20 de agosto, aniversário de Robert Plant. Esse álbum continha "All My Love", dedicada a Karac, seu filho. Agora eram 8 discos no Top 200 da Billboard e shows com ingressos esgotados por todos os lados, provando que o Led Zeppelin ainda era uma banda forte. Embora o Led Zeppelin nessa época já fosse considerada uma banda antiga, eles ainda arregimentavam uma enorme legião de fãs, tendo esse álbum chegado ao topo da lista dos mais vendidos, tanto no Reino Unido como nos EUA. No entanto há que se notar que o Led Zeppelin desde o álbum Presence e então com In Through the Out Door começava uma série de experimentações que estavam deixando meio de lado o heavy metal que eles ajudaram a criar, seus riffs já não eram tão pesados e marcantes. In Through the Out Door foi um disco onde John Paul Jones e Robert Plant assumiram muito do controle criativo da banda. Jones maravilhado com a aquisição de novos teclados Yamaha acabou por levar a banda para um lado mais progressivo. Nessa época o Reino Unido vivia a ascensão do Punk Rock e o Led Zeppelin cada vez mais distante de seu som avassalador inicial era chamado pejorativamente de dinossauro pelos punks ingleses. Esse tipo de referência pejorativa que os garotos punks faziam ao Zeppelin, somados aos excessos de Jones e Plant nas gravações levaram John Bonham a demonstrar seu descontentamento com o referido disco. Em um pub inglês ele chegou a comentar com Jimmy Page que eles dois (Bonham e Page) deveriam assumir o controle da banda após In Through the Out Door e lançarem um disco pesado para dar combate ao então punk rock inglês, contudo esse fato nunca chegou a se concretizar devido a morte de Bonham em 1980.

Em 25 de setembro de 1980 John Bonham morreu asfixiado pelo próprio vômito em um quarto da mansão de Jimmy Page, dando fim à carreira do Led Zeppelin. Depois disso a banda foi desfeita, pois não haveria mais condições de continuar com o nome Led Zeppelin.

DEPOIS DO FIM


Dois anos após a morte de John Bonham a banda editou Coda, uma coleção de músicas não-editadas.

Em 13 de Julho de 1985, o Led Zeppelin reuniu-se para o concerto Live Aid, com Tony Thompson e Phil Collins na bateria. Um ano depois Page, Plant e Jones voltam a reunir-se com Tony Thompson, com o intuito de voltarem a tocar como Led Zeppelin, mas um grave acidente de carro envolvendo Thompson, pôs fim a esta intenção[carece de fontes?]. Eles voltaram a se reunir 1988, com Jason Bonham no lugar que foi de seu pai, para o 40º aniversário da Atlantic Records. Esta formação ainda voltou a tocar no 21º aniversário da filha de Bonham, Cármen, e no casamento de Jason[carece de fontes?].

Page e Plant, sem Jones, voltaram a reunir-se em 1994 para contribuir para a série "Unplugged", da MTV, intitulado "No Quarter". Jones não gostou de não ter sido chamado para essa gravação, especialmente porque o título do álbum, "No Quarter", vem de uma música de mesmo nome, que contém muito de seu trabalho. O estresse entre ele e Page e Plant foi ainda mais agravado quando, em uma entrevista coletiva Plant disse que ele estava "estacionando o carro".

Em 1997 foi lançado o primeiro álbum do Led Zeppelin em 15 anos, BBC Sessions. Esse álbum duplo incluía a quase totalidade das gravações que a banda tinha feito para a BBC, embora alguns fãs tenham notado a falta de uma sessão de 1969 que incluía a música nunca editada "Sugar Mama". A essa altura, a "Atlantic" editou um single de "Whole Lotta Love", que se tornou o único single da banda.


Em 2003 foi lançado o álbum How the West Was Won e o DVD Led Zeppelin. No fim do ano o DVD tinha vendido mais de 520 000 cópias.

Em 2006 a banda recebeu o Prêmio Polar de Música, um dos mais prestigiosos do mundo, como melhor banda de rock de todos os tempos.

No dia 10 de setembro de 2007, Jimmy Page, Robert Plant e John Paul Jones se reuniram em Londres e anunciaram seu retorno aos palcos em uma única apresentação para vinte mil pessoas em um show em homenagem a Ahmet Ertegun, fundador da Atlantic Records, morto em 2006 a renda da apresentação será destinada a uma instituição que concede bolsas. Eles anunciaram ainda que, no dia 13 de novembro de 2007, seria lançado um novo CD intitulado Mothership, uma coletânea de canções escolhidas pela própria banda e com nova remasterização, para substituir as coletâneas Early Days e Latter Days lançadas anteriormente e que não foram consideradas com o "padrão de qualidade" do Led Zeppelin. O concerto foi realizado em 10 de dezembro de 2007, em Londres, e contou com a presença de Jason Bonham na bateria.

Em 7 de janeiro de 2009 o manager de Jimmy Page, Robert Mensch, declarou que planos de reviver a banda foram abandonados.

AMOSTRAS E VERSÕES

As canções da banda foram, ao longo dos anos, alvo de muitas versões; os americanos Dread Zeppelin fizeram a carreira à custa de versões e paródias das músicas do Led Zeppelin; Alexis Korner fez uma versão de "Whole Lotta Love", que foi durante muitos anos o tema do "BBC Chart Show"; Tina Turner também fez uma versão da mesma música; e a London Philharmonic Orchestra fez um tributo que incluía "Stairway to Heaven", "When the Levee Breaks" e "Kashmir".

O guitarrista Stanley Jordan fez um boa interpretação instrumental de "Stairway to Heaven", canção cujos solos eram frequentes em uma montagem cinematográfica dos anos 80 do livro de Marcelo Rubens Paiva, Feliz Ano Velho. Frank Zappa também gravou "Stairway to Heaven". Mais inusitada foi a versão axé music que a banda baiana Babado Novo fez em 2003 do clássico "D'yer Mak'er", peculiarmente misturando rock e reggae, mas despertando a ira de alguns dos fãs mais puristas do Led Zeppelin[carece de fontes?]. Outra banda brasileira fez uso de uma canção do Led Zeppelin foram os cariocas do Planet Hemp, que adicionaram à parte instrumental de "The Ocean" uma letra de autoria deles e o som foi batizado de "Adoled", que foi editado no disco Os Cães Ladram, Mas a Caravana Não Pára de 1997.

Em 1995 foi editado Encomium, um disco tributo ao Led Zeppelin com vários artistas modernos dos mais diversos estilos. Destacam-se no disco a versão notável de "Dancing Days" interpretada pelo grunge Stone Temple Pilots e as versões pesadissímas de bandas modernas de metal influenciadas pelo Led Zeppelin como Helmet em Custard Pie e Rollins Band com Four Sticks.

A influência do Led Zeppelin se mostrou poderosa em bandas de heavy metal, trash metal e metal alternativo dos anos 90 que regravaram em estúdio ou ao vivo diversas covers da banda. Muitas destas assumiram publicamente ter o Led Zeppelin como sua maior influência. Dentre as bandas influenciadas tivemos regravações diversas como Tool gravando "No Quarter" no CD/DVD Salival de 2000, Korn com "Whole Lotta Love" e "Immigrant Song" nos ensaios de seu acústico para MTV, os já citados Helmet com "Custard Pie" e Rollins Band com "Four Sticks" no disco Encomium, Crowbar ao vivo com "No Quarter", Down ao vivo com "Dazed and Confused" em 2007, Megadeth com "Out on Tiles" nas edições especiais do disco United Abominations de 2007, Soundgarden com diversos covers ao vivo como "Whole Lotta Love", "Communication Breakdown" e "Stairway to Heaven". O grupo brasileiro Angra regravou "Kashmir" para um CD tributo ao Led Zeppelin em 2002. O Oasis costumava tocar o riff de "Whole Lotta Love" após o encerramento da música "Cigarettes & Alcohol" em seus shows, performance que pode ser encontrada no CD e DVD ao vivo Familiar to Millions, editado em 2001.

Ao contrário de muitos dos seus contemporâneos, a banda sempre foi muito protetora das suas músicas, e raramente autorizava que elas fossem usadas para outros fins. Mais recentemente foram-se tornando mais flexíveis, podendo-se ouvir música dos Zeppelin em filmes como Almost Famous e Escola de Rock.

Nos extras do filme Escola de Rock, Jack Black manda um recado aos integrantes do Led Zeppelin, para autorização da música "Immigrant Song" ser tocada no filme, e se refere a eles como "Deuses do Rock" e a maior banda de rock de todos os tempos, fato já apresentado pela revista Rolling Stone.

FORMAÇÃO

Jimmy Page - guitarra
Robert Plant - vocais, harmônica, gaita
John Bonham - bateria
John Paul Jones - baixo, bandolim, teclados
A banda chamava ao seu empresário, Peter Grant, de o "quinto elemento".
Conheça melhor o trabalho do Led Zeppelin

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

WHITESNAKE

Whitesnake é uma banda de hard rock britânica formada em 1977. Entre os seus sucessos destacam-se a balada "Is This Love", do álbum Whitesnake de 1987, e a pesada "Love Ain't No Stranger", do álbum Slide It In de 1984.

HISTÓRIA

Logo após o fim do Deep Purple, em 1976, David Coverdale não perdeu tempo e no mesmo ano criou e lançou seu projeto solo: David Coverdale's Whitesnake. O segundo álbum desse projeto, Northwinds (1977) foi produzido por Roger Glover (do MK II do Deep Purple) e contou com a participação de Ronnie James Dio (à época no Rainbow com Ritchie Blackmore) nos 'backing vocals'.

A formação da banda que acompanhava Coverdale era Bernie Marsden e Micky Moody (guitarras), Neil Murray (baixo) e Dave Dowle (bateria). Em 1978 saiu o álbum considerado de estréia do Whitesnake, Trouble. No ano seguinte, Jon Lord (também ex-membro do Deep Purple) juntou-se à banda e na sequência vieram Lovehunter (1979) e Live...in the Heart of the City (1980).

Live in the Heart of City é um álbum que reúne dois shows feitos pela banda: o Live In The Heart Of City de 23 e 24 de junho de 1980 e o Live at Hammersmith de 23 de novembro de 1978. O show mais antigo contém algumas músicas do Deep Purple da época que Coverdale esteve no vocal. O show mais recente, contém um 'insert' para um solo de Micky Moody usando slide e fazendo ritmos bem countries/folk na faixa Love Hunter.

Em Ready an' Willing, de 1980, Ian Paice (também ex-Purple) já fazia parte da banda. Apesar de tantos 'ex-Purples', o som do Whitesnake teve, desde o início, um estilo diferente do Deep Purple, mais voltado para o hard rock americano, com fortes influências 'redneck' presentes na guitarra com slide de Moody , ótimos 'riffs' e um baixo bem presente e elaborado.

Em 1981 lançam Come an' Get It e em 1982, Saints & Sinners que conquista o público com músicas como "Here I Go Again" e "Crying In The Rain". Muitas mudanças ocorrem no Whitesnake após este álbum e até o término da banda foi cogitado, o que não aconteceu. Após a turnê de Saints & Sinners, Ian Paice deixa a banda. Pouco depois, Bernie Marsden Neil Murray também saem. Mas Coverdale não esmorece e chama Cozy Powell para substituir Paice. Mel Galley (ex-Trapeze) assume a guitarra e Colin Hodgkinson o baixo. Lançam Slide It In em 1984 e, após o lançamento, mais uma mudança: Micky Moody sai, sendo substituído por John Sykes (ex-Tygers of Pan Tang). "Love Ain't No Stranger", "Guilty Of Love" e "Slow and Easy" fazem dele um sucesso, podendo ser considerado um dos mehores álbuns da banda. Mel Galley apresenta problemas no braço e fica afastado da banda parte da turnê. O Whitesnake segue com um só guitarrista. O baixista Neil Murray volta para a banda enquanto Jon Lord volta para o Deep Purple.

Em 1985 a banda toca no Brasil, no Rock in Rio, no lugar do Def Leppard (que desistiu na última hora devido ao trágico acidente de carro de seu baterista, Rick Allen, que teve um braço amputado). Cozy Powell também deixa a banda e em seu lugar entra Aynsley Dunbar. Whitesnake de 1987 traz como participação especial, o guitarrista Adrian Vandenberg. A música "Is This Love" estoura nas paradas mundiais, sendo inclusive tema de telenovela no Brasil.

As mudanças não param por aí, Vandenberg é efetivado na banda e John Sykes sai (dizem que ele queria ser o único guitarrista), Tommy Aldridge e Rudy Sarzo (Quiet Riot) substituem Aynsley Dunbar e Neil Murray respectivamente. Vivian Campbell (atualmente no Def Leppard) faz do Whitesnake um quinteto mais uma vez. O próximo álbum Slip of the Tongue de 1989 porém, tem Steve Vai na guitarra, em vez de Campbell.

Apesar do sucesso de hits como The Deeper The Love, o disco não vendeu muito bem, e Coverdale decide dar um tempo. Ele só volta em 93 com um projeto chamado Coverdale / Page (com Jimmy Page, ex-Led Zeppelin).

Coverdale reformulou o Whitesnake em 1994, lançando uma coletânea, Greatest Hits. Em dezembro de 97 esteve no Brasil, no show da festa da 89 FM promovendo seu novo álbum, Restless Heart.

Starkers in Tokyo surgiu quando a EMI propôs que Coverdale e Adrian Vandenberg fizessem um show acústico no Japão para promover o novo álbum. O resultado foi tão bem aceito pelos fãs que acabou virando CD.

Em 2000, a gravadora lançou o “The Best of”, um disco que traz parte dos grandes hits que fizeram do Whitesnake uma das melhores bandas de hard rock do mundo. Já em 2003, ele começam uma turnê mundial, onde forma "headliners" em diversos festivais na Europa e América do Norte. No "line up" estão Reb Beach e Doug Aldrich nas guitarras, Timothy Drury nos teclados, Marco Mendoza no baixo e Tommy Aldridge na bateria, além é claro, de Coverdale nos vocais.

Em 2008, já com Uriah Duffy no baixo e Chris Frazier na bateria, a banda lança o álbum Good to Be Bad após 11 anos, sem lançar um álbum de originais. O disco é lançado em versão CD normal, uma versão com caixa rigida especial com ofertas como poster, autocolantes e faixas extras e ainda em versão LP especial. O álbum contem já hits instantâneos como: "Lay Down Your Love", "Can You Hear the Wind Blow", "Good To Be Bad" e ainda as baladas "All I Want All I Need" e "Summer Rain". O álbum foi para já muito bem acolhido pela imprensa como grande candidato a álbum do ano. A banda passa dia 2 de Agosto por Portugal no Festival EXPOFACIC em Cantanhede, Coimbra.

Em fevereiro de 2010 o vocalista David Coverdale afirma no myspace oficial da banda que há projetos para um novo álbum de estúdio para 2011.

FORMAÇÃO ATUAL

David Coverdale - Vocais e guitarra (em algumas musicas)
Doug Aldrich - Guitarra Principal
Reb Beach - Guitarra
Timothy Drury - Teclados
Uriah Duffy - Baixo
Chris Frazier - Bateria
Conheça melhor o trabalho do Whitesnake

THE ALAN PARSONS PROJECT

The Alan Parsons Project é um grupo de rock progressivo inglês formado nos fins dos anos 70 início dos anos 80 e foi fundado por Alan Parsons e Eric Woolfson.

Muitos dos seus títulos, especialmente os primeiros, partilham traços comuns com The Dark Side of the Moon dos Pink Floyd, talvez influenciado pela participação de Alan Parsons como engenheiro de som na produção deste álbum em 1973. Eram álbuns conceituais que começavam com uma introdução instrumental esvanecendo-se na primeira canção, uma peça instrumental no meio do segundo lado do LP e terminavam com uma canção calma, melancólica e poderosa. (No entanto, a introdução instrumental só foi realizada até 1980 - a partir desse ano, nenhum álbum exceto "Eye In The Sky" possuiu uma.)

O grupo era bastante incomum na continuidade dos seus membros. Em particular, as vocalizações principais pareciam alternar entre Woolfson (principalmente nas canções lentas e melancólicas) e uma grande variedade de vocalistas convidados escolhidos devido às suas características para interpretar determinado tema.

Mesmo assim, muitos sentem que o verdadeiro cerne do Projecto consistia exclusivamente em Alan Parsons e Eric Woolfson. Eric Woolfson era um advogado, por profissão, mas também uma compositor clássico treinado e pianista. Alan Parsons era um produtor musical de grande sucesso. Ambos trabalharam juntos para conceber canções notáveis e com uma fidelidade impecável.

Andrew Powell (compositor e organizador de música de orquestra durante a vida do projeto), Ian Bairnson (guitarrista) e Richard Cottle (sintetizador e saxofonista) também tornaram-se partes integrais do som do projeto. Powell é também acreditado por ter composto uma banda sonora ao estilo do projeto para o filme Feitiço de Áquila (Ladyhawke em inglês) de Richard Donner.

DISCOGRAFIA

1975 Tales of Mystery and Imagination, Edgar Allan Poe - Baseado em histórias do escritor Edgar Allan Poe. A posterior reedição em CD (1987) tinha uma introdução falada por Orson Welles.
1977 I Robot - É o título da obra de Isaac Asimov. Muitas das canções deste álbum são baseadas em novelas deste escritor. O álbum é chamado de "uma visão do amanhã através dos olhos de hoje".
1978 Pyramid - O Antigo Egipto emerge repetidamente, o álbum é chamado de "uma visão do ontem através dos olhos de hoje".
1979 Eve - Acerca das mulheres.
1980 The Turn of a Friendly Card - Acerca do jogo. Há também muitas referências a era medieval.
1982 Eye in the Sky - Acerca da Vida e do Universo, contém o seu single mais famoso, "Eye in the Sky" "Sirius," uma faixa instrumental que imediatamente precede "Eye in the Sky" no álbum, é frequentemente utilizada como canção de entrada por equipes desportivas americanas; é provavelmente mais conhecida pelo seu uso pelos Chicago Bulls durante a era Michael Jordan. "Eye in the Sky" é também o título de uma novela de Philip K. Dick.
1983 Ammonia Avenue, Este é o seu álbum melhor sucedido comercialmente. Mostra coisas da vida urbana.
1984 Vulture Culture, Uma crítica ao consumismo e, em particular, à cultura popular americana.
1985 Stereotomy- Os pontos de vista de personagens com diferentes doenças mentais.
1987 Gaudi - Acerca do arquiteto Antoni Gaudí e o seu trabalho mais famoso, La Sagrada Familia.
1993 Try Anything Once.
1996 On Air.
1999 The Time Machine.
2004 A Valid Path.
Após estes álbums, Parsons lançou outros títulos sob o seu nome, enquanto que Woolfson fez um último álbum conceptual chamado Freudiana (acerca do trabalho de Sigmund Freud na Psicologia).

Embora a versão de estúdio de Freudiana tenha sido produzida por Alan Parsons, foi principalmente de Eric Woolfson a ideia de convertê-lo num musical. Isso acabou levando à separação dos dois artistas. Enquanto que Alan Parsons seguiu uma carreira solo (levando muitos membros do Projeto para a estrada, pela primeira vez numa tournée mundial de sucesso), Eric Woolfson foi produzir musicais influenciados pela música do Projeto. Freudiana e Gambler foram dois musicais que continham êxitos da banda como "Eye in the Sky", "Time", "Inside Looking Out" e "Limelight".

MEMBROS

Alan Parsons, tecladista, produtor, engenheiro;
Eric Woolfson, tecladista, produtor executivo;
Andrew Powell, tecladista, arranjo para orquestra;
Ian Bairnson, guitarrista
Baixo: David Paton (1975-1985); Laurie Cottle (1985-1987)
Bateria, Percussão: Stuart Tosh (1975-1977); Stuart Elliott (1977-1987)
Saxofone, Teclado: Mel Collins (1980-1984); Richard Cottle (1984-1987)
Vocais: Eric Woolfson, Lenny Zakatek, John Miles, Chris Rainbow, Colin Blunstone, David Paton, e muitos outros.
Conheça melhor o trabalho do Alan Parsons Project

DEEP PURPLE

Deep Purple é uma banda de rock inglesa formada em Hertford, Hertfordshire, em 1968. Juntamente com o Led Zeppelin e o Black Sabbath é considerada uma das pioneiras do heavy metal e do hard rock moderno, embora alguns de seus membros tenham tentado não se categorizar como apenas um destes gêneros. A banda também incorporou elementos de música clássica, blues-rock, pop e rock progressivo. Foram listados pelo Livro Guiness dos Recordes "como a banda mais alta do mundo", e venderam mais de 100 milhões de álbuns ao redor do mundo.

A banda passou por diversas mudanças de formação, além de um hiato de oito anos (1976-84). As formações do período 1968-76 foram comumente chamadas de Mark I, II, III e IV. Sua segunda formação, a mais bem-sucedida comercialmente, contou com Ian Gillan (vocal), Ritchie Blackmore (guitarra), Jon Lord (teclado), Roger Glover (baixo) e Ian Paice (bateria). Esta formação esteve em atividade de 1969 a 1973, e foi reunida de 1984 a 1989 e, brevemente, em 1993, antes que as rixas entre Blackmore e os outros membros da banda se tornassem intransponíveis. A formação atual inclui o guitarrista Steve Morse; com o afastamento de Lord, em 2002, conta apenas com Paice como membro original.

A marca da banda sempre foi a mistura de guitarra e teclado, com riffs simples e fortes e solos vigorosos. Sua canção mais conhecida é Smoke on the Water, gravada em 1972.

HISTÓRIA

O INÍCIO


O Deep Purple surgiu de uma ideia exótica . No país que gerou The Beatles e Rolling Stones, revelou Jimi Hendrix e deu o título de deus a Eric Clapton, todos esperavam pela próxima grande ideia no campo fértil do rock. Em 1967, Chris Curtis, ex-baterista do The Searchers, teve a ideia exótica de reunir vários músicos muito talentosos num grupo chamado Roundabout (carrossel). Eles se revezariam em torno do baterista, como num carrossel. Depois que a ideia foi comprada pelo produtor Tony Edwards, o primeiro músico a topar a ideia foi o tecladista Jon Lord, colega de Curtis nos The Flowerpot Men, onde também tocava o baixista Nick Simper.

Era o final dos anos 60, e Curtis estava metido até o pescoço no espírito da época. Certa vez, Lord entrou no apartamento e encontrou as paredes cobertas de papel alumínio. Seu colega havia redecorado a casa pra mudar o astral. Liga, desliga, cai na estrada: Curtis desapareceu. O grupo achou um guitarrista - Ritchie Blackmore, conhecia um baterista - Ian Paice - que trouxe um colega da The Maze - o vocalista Rod Evans. Com a saída de Curtis, acabou a ideia do rodízio e a banda precisava trocar de nome. Em fevereiro de 1968, depois de queimar pestana em uma lista de nomes que incluía o pomposo Orpheus, acabou vencendo o título da música favorita da avó de Blackmore: Deep Purple.

Ian Gillan - vocais
Ritchie Blackmore - guitarra
Jon Lord - teclado
Roger Glover - baixo
Ian Paice - bateria

O primeiro disco, Shades of Deep Purple, foi lançado em setembro de 1968. Recheado de regravações (incluindo versões progressivas de Help, dos Beatles, e Hey Joe, de Jimi Hendrix), o disco estourou nas paradas de sucesso dos EUA com uma música de Joe South: Hush, o primeiro single da banda. Em dezembro daquele ano, quando o segundo disco (The Book of Taliesyn) já havia sido lançado, eles fizeram sua primeira turnê na América, acompanhando o Cream. Nessa turnê, além de visitar a mansão de Hugh Hefner, criador da revista Playboy, o grupo também descobriu que outro motivo de seu sucesso no Novo Mundo vinha do nome da banda - o mesmo de uma droga então muito popular na Califórnia. O segundo disco também trazia regravações, como River Deep, Mountain High (sucesso na voz de Tina Turner), We Can Work it Out (Beatles) e Kentucky Woman (Neil Diamond). A composição Wring That Neck (chamada de Hard Road nos Estados Unidos, pela violência do nome) sobreviveu, no setlist do grupo, à extinção da primeira formação no ano seguinte. Foi o veículo de algumas das mais inspiradas trocas de solos entre Blackmore e Lord.

Em 1969, Blackmore e Lord estavam descontentes com a sonoridade do grupo. Ambos queriam experimentar mais com volume e eletricidade, mas consideravam que a voz de Evans não acompanharia as mudanças. O terceiro disco do grupo, chamado Deep Purple, reflete a tensão de uma banda que tinha os pés no rock inglês dos anos 60 e a cabeça em algo que ainda estava por ser criado. Sob convite do baterista Mick Underwood, em 24 de junho, Blackmore e Lord foram conferir uma apresentação do grupo Episode Six, de cujo vocalista (Ian Gillan) o ex-colega de Blackmore havia falado muito bem. Os dois membros do Deep Purple chegaram a subir ao palco para uma jam. Começou aí o mês mais tenso e criativamente decisivo em toda a carreira do Deep Purple.

Blackmore, Lord e Paice combinaram um teste com Ian Gillan. Ele levou seu amigo Roger Glover, baixista também do Episode Six. Juntos, os cinco gravaram o single Hallellujah, no dia 7 de junho. Aprovados os dois, o Deep Purple passou a ter vida dupla. Durante o dia, a segunda formação (Fase II) ensaiava no Hanwell Community Centre; à noite, a primeira (Fase I) continuava se apresentando como se nada estivesse ocorrendo. Evans e Simper não sabiam o que estava por acontecer até a véspera da estreia da Fase II nos palcos, em 10 de julho. A situação era tão maluca que, em 10 de junho de 1969, Episode Six e Deep Purple se apresentaram em bailes de Cambridge. O Deep Purple fez 11 apresentações entre a escolha dos novos membros e a estreia da nova fase; o Episode Six, oito. Mas Gillan e Glover ainda fizeram outros quatro shows para cumprir contrato com o E6 até o dia 26 de julho, intercalando com os três primeiros shows da Fase II.

Os projetos que já vinham ocorrendo, porém, continuaram. O terceiro disco tinha acabado de ser lançado na Inglaterra quando a nova formação, com sua proposta sonora mais ousada, estreou. Jon Lord também estava finalizando seu Concerto for Group & Orchestra, que seria apresentado no Royal Albert Hall, com a Royal Philharmonic Orchestra, no dia 24 de setembro. Nesse dia, além de mostrarem o novo tipo de composição idealizado por Lord (unindo as linguagens da música erudita e do rock), os ingleses de todas as classes sociais conheceram Child in Time, composta ainda em Hanwell. A composição mostra tudo o que a nova formação trazia de novo em relação à anterior: mudanças de ritmo, solos poderosos, gritos de banshee. O novo Deep Purple era elétrico e explosivo, e isso ficaria muito claro no primeiro disco da nova formação - In Rock, lançado em abril de 1970. Os ingleses puderam conhecer faixa por faixa do novo disco via BBC durante os vários meses que levaram ao lançamento. Conheceram inclusive faixas inéditas, como Jam Stew, e uma versão primitiva de Speed King chamada Kneel and Pray, com uma letra completamente diferente e muito mais maliciosa do que a conhecida e cantada até hoje.

O segundo disco da Fase II foi Fireball, que mantém a eletricidade mas envereda por um caminho mais experimental. Até um country ("Anyone's Daughter") o disco inclui, ao lado de longos instrumentais como os de "Fools" e rocks mais próximos dos que havia no disco anterior, como "Strange Kind of Woman". Os shows da turnê de 1971, disponíveis apenas em gravações piratas, mostram uma banda mais madura e mais ousada. É nessa turnê que Ian Gillan começa a fazer duelos de sua voz com a guitarra de Blackmore, por exemplo.

CONQUISTANDO O MUNDO

O passo seguinte na experimentação do Deep Purple seria gravar um disco de estúdio feito nas mesmas condições de uma apresentação ao vivo. Todos juntos, num mesmo ambiente, criando e gravando juntos como nas longas jams instrumentais que eles faziam no palco. Eles já tinham algumas músicas quase prontas: "Highway Star" começou a ser criada dentro de um ônibus, quando um jornalista perguntou como eles criavam suas músicas. Blackmore disse: "assim", e começou a tocar um riff agitado. Gillan entrou na farra e começou a improvisar uma letra: "We're on the road, we're on the road, we're a rock'n'roll ba-and!". Em setembro, a primeira versão do que seria Highway Star já estava começando a ser experimentada no palco e no programa de TV alemão Beat Club. É dessa apresentação que vem o clipe de Highway Star em que Blackmore usa um chapéu de bruxo e Gillan balbucia palavras sobre Mickey Mouse e Steve McQuinn. "Lazy" é outra canção que começou a ser testada no palco antes de ir para o estúdio.

Em dezembro de 1971, eles haviam achado o local certo para criar e gravar esse disco: Montreux, na Suíça, onde até hoje ocorre um famoso festival de jazz. O melhor lugar para gravar seria o grande cassino da cidade, onde tradicionalmente havia apresentações musicais. O cassino ainda não estava liberado para o Deep Purple quando eles chegaram - faltava uma última apresentação, de Frank Zappa, para encerrar a temporada. O grupo, então, foi assistir ao show. Zappa sempre foi um inovador do rock, e naquela apresentação em especial ele usava um sintetizador de última geração. No meio do show, alguém põe fogo no cassino. A música pára. Zappa grita: "FOGO! Arthur Brown, em pessoa!" e orienta os presentes a deixar o cassino calmamente. Em entrevistas, Roger Glover conta que todos realmente estavam calmos - o suficiente para que ele próprio ainda pudesse dar uma olhada no sintetizador antes de sair do prédio. Enquanto isso, Claude Nobs, que até hoje organiza o Festival de Jazz de Montreux, corria de um lado para o outro para tirar alguns espectadores de dentro do cassino.

O grupo foi transferido para o Grande Hotel de Montreux. No inverno, ele estava vazio, era frio e todos os móveis estavam guardados. Eles estacionaram do lado de fora a unidade móvel de gravação dos Rolling Stones, puxaram alguns fios, instalaram confortavelmente seus instrumentos nos corredores do hotel e começaram a ensaiar. O resultado é que até hoje todos os shows do Deep Purple contêm ao menos quatro das sete músicas do disco Machine Head.

A história inteira da gravação é contada em poucas palavras na música "Smoke on the Water", a última a ser gravada no disco. Blackmore havia criado um riff que não fora usado, apelidado então de "durrh-durrh". Não havia letra. Então veio a ideia de escrever sobre o que acontecera na gravação do disco. Gillan afirma que eles estavam num bar quando Roger Glover escreveu num guardanapo o título da música (que significava "fumaça sobre a água", uma boa descrição da fotografia que um jornal publicou no dia seguinte ao incêndio). Glover diz que a expressão lhe surgiu em um sonho e que Gillan lhe respondeu: "não vai rolar; parece nome de música sobre drogas, mas nós somos uma banda que bebe". Nenhum deles apostava que passaria mais de 30 anos tocando "durrh-durrh" toda noite, tamanho o sucesso que a música alcançou. Apesar de ter sido gravada em dezembro, ela só entrou no setlist em 9 de março, num show na BBC. Essa primeira apresentação consta de In Concert 1970-1972.

O ano de 1972 é movimentadíssimo, e nele o Deep Purple chegou pela primeira vez ao Japão, onde foi gravado seu mais famoso disco ao vivo, Made in Japan. Na Itália, o grupo também preparava a gravação de Who Do We Think We Are. O ritmo de trabalho da banda, porém, custou caro a eles. Por diversas vezes, membros do grupo ficaram doentes. Randy California chegou a substituir Blackmore em um show, e Roger Glover substituiu Gillan em outro. Os relacionamentos entre os membros - e especialmente entre Gillan e Blackmore - não iam bem também. Em dezembro, Gillan entregou seu pedido de demissão, avisando que deixaria o grupo no final de junho de 1973, dando aos empresários e aos colegas seis meses para decidir o que fazer do grupo.

TEMPO DE MUDANÇAS

Em 29 de junho de 1973, na segunda viagem do grupo ao Japão e após um show impecável, em que Jon Lord incluiu o "Parabéns a você" para Paice em seu solo de teclado (era o aniversário do baterista), Ian Gillan volta ao palco e avisa que seria o último show do Deep Purple. Durante o show, não havia nenhum outro sinal de desgaste. Em retrospecto, o silêncio de Gillan na hora de cantar o verso "no matter what we get out of this" ("não importa o que possamos tirar disso") em "Smoke on the Water" podia indicar que tudo o que ele poderia tirar daquilo já havia acabado. Glover também deixou o grupo, passando a se dedicar à produção, no departamento artístico da Purple Records - a gravadora do grupo.

O primeiro novo integrante recrutado para o Deep Purple, logo após o fim da Fase II, foi o baixista Glenn Hughes, que cantava e tocava baixo no Trapeze. A dupla habilidade empolgou Blackmore e Lord, mas ele não seria deixado sozinho nos vocais. O plano do Deep Purple era buscar a voz de Paul Rodgers, do Free. Após um primeiro contato, ele pediu um tempo para pensar e decidiu continuar com sua banda. Enquanto seguia a busca pelo novo vocalista, Blackmore e Hughes iam se conhecendo e tocando juntos. O que se tornaria o blues "Mistreated", sem a letra, foi composto nessa época.

A hipótese de tocar o grupo com apenas quatro membros foi cogitada, mas a ideia de ter dois vocalistas falou mais alto. Com essa ideia nas ruas, os empresários do Deep Purple não paravam de receber fitas de novos artistas. Uma delas fora enviada por um rapaz de 21 anos, gordinho e cheio de espinhas, que cantava desde os 15 anos e ganhava a vida vendendo roupas da moda numa boutique: David Coverdale. Sua banda e o Deep Purple já haviam cruzado caminhos em novembro de 1969, num show na universidade de Bradford, quando Gillan e Glover haviam acabado de entrar para o Deep Purple. O teste de Coverdale ocorreu em agosto de 1973. Durante seis horas, eles tocaram material do Deep Purple e rocks mais conhecidos, como "Long Tall Sally" e "Yesterday". Quando Coverdale foi pra casa, o restante do Deep Purple saiu para beber e decidiu: era o gordinho mesmo (nos meses seguintes, os empresários da banda lhe dariam alguns remédios para afinar a aparência).

Em 9 de setembro, o novo grupo se trancou por duas semanas no Castelo de Clearwell para compor. Empolgadíssimo, Coverdale - cuja experiência de palco era apenas com a gravação de demos - escreveu quatro letras diferentes para a música que seria "Burn". Uma delas se chamava "The Road". No dia 23, um dia depois de Coverdale completar 22 anos, a Fase III foi apresentada à imprensa inglesa. Em novembro, foi gravado o disco Burn, novamente em Montreux, com a mesma unidade móvel dos Rolling Stones com que foi gravado Machine Head. A nova equipe estrearia no palco em 8 de dezembro, na Dinamarca. Era a estreia da Fase 3 do Deep Purple. O disco só sairia em 1974.

O som da nova formação era marcado pela maior velocidade e técnica de Blackmore na guitarra e pela tensão entre os dois cantores. No estúdio, os duetos eram perfeitos. No palco, Hughes punha a trabalhar toda a potência de seus pulmões sempre que podia, muitas vezes chegando a intimidar Coverdale. O baixista e cantor também acrescentou à receita do Deep Purple uma boa pitada de tempero funky - que Blackmore aceitou inicialmente a contragosto, por entender que apesar de este estilo estar nas paradas de sucesso da época, não fazia parte, até então, dos elementos constitutivos do som do Deep Purple.

Em 6 de abril de 1974, o grupo se apresentou na Califórnia para uma plateia de 200 mil pessoas - era o festival California Jam, que duraria 12 horas e seria liderado pelo Deep Purple. O show, e particularmente o mau humor de Blackmore com o fato de ter de começar a tocar antes do anoitecer com câmeras em cima do palco, ficou famoso por ser explosivo: o guitarrista destruiu uma câmera em funcionamento com sua guitarra e, não contente, explodiu um amplificador. A silhueta do guitarrista em frente às chamas do amplificador é uma das cenas mais poderosas de toda a iconografia do rock. Trinta anos depois, Josh White, diretor de filmagens do evento, lembrou de como ele pode tê-lo induzido a isso:

"Eu falei com ele na noite anterior. O Deep Purple fez um ensaio técnico, e eu perguntei se ele ia quebrar a guitarra dele. E Richie disse: 'sim, talvez. Sei lá, que merda'. Ele estava meio puto com várias coisas que não tinham nada a ver comigo. E eu disse: 'Veja, se você for quebrar a guitarra, privilegie a câmera. Vou fazer uma bela filmagem e vai ficar genial'. E ele privilegiou bem a câmera, gerando US$ 8 mil de prejuízo."

A terceira formação do Deep Purple acabaria um ano depois de California Jam, em 7 de abril de 1975, uma semana antes de Blackmore completar 30 anos de idade. Era a turnê de lançamento do disco Stormbringer na Europa. Com ainda mais balanço funk, o disco desagradou bastante a Blackmore. Ele já tinha algumas ideias na cabeça, e ao sair já tinha uma nova banda formada: o Rainbow. Restava ao grupo o dilema entre continuar sem Blackmore - o criador de todos os riffs que tornaram o Deep Purple famoso - ou partir para outra, aproveitando que o grupo era um dos mais lucrativos de toda a história do rock.

Decidiram continuar, convidando o guitarrista Tommy Bolin, o primeiro norte-americano a fazer parte do grupo. Com essa formação (Fase IV), gravam Come Taste the Band, ainda mais suingado. A turnê é complicada, um tanto devido aos problemas de Bolin e Hughes com drogas. Em vários shows, como o registrado em Last Concert in Japan, Bolin não conseguia tocar porque seu braço estava anestesiado de drogas. Garotos talentosos, de vinte e poucos anos, ao entrar em uma máquina de fazer dinheiro na indústria do entretenimento, correm o sério risco de perderem o senso de proporção. Foi o que ocorreu na época.

Bolin tinha dois agravantes: insegurança e baixa auto-estima. Tudo isso apesar de ter gravado belíssimos discos solo, ser considerado um gênio da guitarra e ter tocado com magos do jazz como o baterista Billy Cobham. Bolin não suportava ser comparado pelos fãs aos carismáticos antecessores que teve em grandes grupos de rock. O Deep Purple era a segunda vez em que ele substituía um grande guitarrista - anteriormente, havia tocado na James Gang. No Deep Purple, ele chegou a discutir com a plateia por algumas vezes, durante apresentações.

O FIM

Ao final do show de 15 de março de 1976, em Liverpool, David Coverdale desabafa com Lord: não havia mais clima para continuar com o Deep Purple. Lord desabafa de volta: não havia mais um Deep Purple para continuar. Acabou assim, em clima de confidência, a banda criada oito anos antes e que chegou a figurar no Guinness dos recordes como a mais barulhenta do mundo. Oito meses depois, Bolin morreria de overdose no Resort Hotel de Miami, após uma apresentação. E durante oito anos o Deep Purple permaneceria fora do ar.

Nesse período, os membros da banda fariam suas próprias carreiras e plantariam as bases para os futuros desenvolvimentos do Deep Purple. Por ordem de saída:

Ian Gillan - Depois de um breve período de reclusão em que vendeu motos e tentou ter um hotel, foi resgatado para os palcos por Roger Glover e sentiu-se animado o suficiente para criar sua própria banda, a Ian Gillan Band. Numa espécie de jazz-rock, seguiu até o início dos anos 80. Em 1982, dissolveu a banda, para no ano seguinte gravar um disco com o Black Sabbath: Born Again.

Roger Glover - Inicialmente, permaneceu próximo à Purple Records e foi quem mais teve contato com todos os galhos da gigantesca árvore genealógica do Deep Purple. Dois anos depois, conseguiu juntar no mesmo palco os melhores músicos da Inglaterra (muitos deles membros ou ex-membros do Deep Purple, ou seus colegas em outras bandas), no musical Butterfly Ball. Foi a primeira aparição pública de Ian Gillan após o fim do Deep Purple, substituindo Ronnie James Dio (que cantava no Rainbow de Blackmore e passaria depois pelo Black Sabbath). Produziu outras bandas, gravou dois discos solo e voltou a tocar baixo no Rainbow de Blackmore.

Ritchie Blackmore - Com o Rainbow, teve uma das bandas de hard rock de maior sucesso do final dos anos 70 e início dos anos 80, apontando o holofote para músicos como Joe Lynn Turner e Don Airey, que anos mais tarde participariam do Deep Purple. Roger Glover chegou a tocar com ele.

David Coverdale - Após dois discos solo, formou o Whitesnake e invadiu as paradas de FM dos anos 80. Na banda, tocou com Jon Lord e Ian Paice. De quando em quando, reúne o Whitesnake para turnês.

Jon Lord - Teve uma carreira solo interessante, misturando suas várias influências musicais (clássico, rock e jazz). Compôs trilhas sonoras de filmes com Tony Ashton e os dois se juntaram a Paice para o projeto Paice, Ashton e Lord. Mais tarde, uniu-se a Coverdale no Whitesnake.

Ian Paice - Tocou com diversos músicos, inclusive com Gary Moore, além de Paice, Ashton e Lord e Whitesnake.

Glenn Hughes - Reuniu o Trapeze, gravou vários discos solo, tocou com Gary Moore e Pat Thrall, lutou consigo mesmo para se livrar das drogas, cantou no Black Sabbath e mais recentemente gravou dois discos com o também ex-Deep Purple Joe Lynn Turner: o Hughes-Turner Project (HTP).

O RECOMEÇO

Em 1984 é anunciada a volta do Deep Purple com a sua formação de maior sucesso (Fase II), com Gillan, Blackmore, Paice, Glover e Lord. É lançado o essencial Perfect Strangers, que foi seguido por Nobody Perfect (ao vivo) e pelo fraco The House of Blue Light. Gillan decide sair novamente da banda e em seu lugar entra Joe Lynn Turner, ex-vocalista de uma fase do Rainbow.Com uma nova formação, a banda saiu em uma bem-sucedida turnê que foi muito bem elogiada pelos fãs que foram aos shows,embora o álbum tenha sido comercialmente fraco a sua turnê não foi, os shows foram marcados por performances impecavéis da banda e pela excelente presença de palco do vocalista Joe Lynn Turner. Vale lembrar que nessa turnê o Deep Purple veio ao Brasil pela primeira vez. O set-list continha clássicos da época de Coverdale e muitos que a banda não tocava a muito tempo. A banda termina a turnê no fim de 1991,e em Abril de 1992 começão a gravar o que se tornaria o The Battle Rages On, sim, o álbum foi inicialmente gravado e escrito com Joe Lynn Turner ainda na banda, mas no meio de Setembro de 1992 Joe é despedido do grupo, e em seu lugar entra novamente Ian Gillan e termina o que restou do The Battle Rages On regravando-o com sua voz,assim, O "The Battle Rages On" sai em 1993. Ritchie Blackmore entra em conflito constantemente com o restante da banda e larga o Deep Purple durante a turnê para remontar o Rainbow. No seu lugar entra o guitar-hero Joe Satriani, apenas para quebrar o galho. Os discos em que Satriani toca com o Purple são itens raros e todo colecionador procura, pois nunca esta formação gravou algo oficial. Apesar de ser convidado a permanecer na banda, Satriani recusa para continuar em sua prolífica carreira-solo. Para o lugar de Blackmore entra Steve Morse, grande fã da banda e que já havia tocado no Dixie Dregs e no Kansas.

A banda se revitaliza e volta com o bom Purpendicular, trazendo novos elementos, porém valorizando os desafios entre guitarras e órgão que fez a base musical do estilo do Deep Purple. Segue o razoável Abandon em 1998. Jon Lord decide abandonar a estrada, devido à idade, e em seu lugar entra Don Airey, um tecladista que passou por diversas bandas de hard rock, entre elas, o Rainbow de Blackmore e o Whitesnake de David Coverdale. Com Airey, Gillan, Morse, Glover e Paice são lançados Bananas, em 2003, e Rapture of the Deep, em 2005.

O MELHOR RIFF DA HISTÓRIA DO ROCK

Em abril de 2008, os alunos da London Tech Music School, uma das mais conceituadas escolas de música da Grã-Bretanha e de onde saíram integrantes de bandas como o Radiohead, The Kinks e The Cure, elegeram o clássico "Smoke on the Water", um dos maiores sucessos da banda, como o maior riff de todos os tempos na história do rock, na frente de outros clássicos como "Smells Like Teen Spirit" do Nirvana, Sweet Child o' Mine do Guns N' Roses "My Generation" do The Who e "Born To Be Wild" do Steppenwolf.

Shows do Deep Purple em Portugal
Os Deep Purple actuaram várias vezes em Portugal, as últimas das quais foram:

Verão de 2006, na concentração motard de Faro, no âmbito da digressão 'Rapture of the Deep Tour'.
14 de Julho de 2010 no Coliseu de Lisboa

Shows do Deep Purple no Brasil

Nove turnês do Deep Purple passaram pelo Brasil até hoje:

1. 1991 - turnê de Slaves & Masters, com a Fase V (Blackmore, Lord, Paice, Glover, Turner)

16-17 de agosto - Ginásio do Ibirapuera, São Paulo
18 de agosto - Pavilhão Atuba, Curitiba
20-21 de agosto - Olympia, São Paulo
23 de agosto - Ginásio Gigantinho, Porto Alegre
24 de agosto - Maracanãzinho, Rio de Janeiro
2. 1997 - turnê de Purpendicular, com a Fase VII (Morse, Lord, Paice, Glover, Gillan)

5 de março - Opinião, Porto Alegre
7 de março - Santos
8 de março - Rio de Janeiro
9 de março - Santo André
13 de março - Forum, Curitiba
14 de março - Vinhedo
15 de março - Belo Horizonte
16 de março - Brasília
18-20 de março - Olympia, São Paulo
3. 1999 - turnê de Abandon, com a Fase VII

19-21 de março - Via Funchal, São Paulo
23 de março - Fórum, Curitiba
24 de março - Metropolitan, Rio de Janeiro
26 de março - Ginasio da Unicamp, Campinas
27 de março - Mineirinho, Belo Horizonte
28 de março - Aramacan, Santo André
4. 2000 - turnê dos 30 anos do Concerto for Group and Orchestra, com a Fase VII e convidados (Ronnie James Dio, Miller Anderson, Orquestra Jazz Sinfônica, maestro Paul Mann)

7-9 de setembro - Via Funchal, São Paulo
5. 2003 - turnê de Bananas, com a Fase VIII (Morse, Airey, Paice, Glover, Gillan)

8 de setembro - Blen Blen, São Paulo - workshop com Ian Paice
12 de setembro - Ginásio Goiânia Arena, Goiânia
13 de setembro - Classic Hall, Recife
16 de setembro - Gravação no programa Casseta & Planeta, na TV Globo
16 de setembro - ATL Hall, Rio de Janeiro
18 de setembro - Ginásio do Gigantinho, Porto Alegre, com Hellacopters e Sepultura
19 de setembro - Pedreira Paulo Leminski, Curitiba (cancelado
19 de setembro - Gravação no programa do Jô Soares, na TV Globo
20 de setembro - Estádio do Pacaembu, São Paulo, com Hellacopters e Sepultura
21 de setembro - Mineirinho, Belo Horizonte, com Hellacopters e Sepultura
6. 2005 - turnê de Rapture of the Deep, com a Fase VIII

1 e 3 de novembro - Credicard Hall, São Paulo
4 de novembro - Claro Hall, Rio de Janeiro
7. 2006 - turnê de Rapture of the Deep, com a Fase VIII

25 de novembro - Gigantinho, Porto Alegre
26 de novembro - Master Hall, Curitiba
28 e 29 de novembro - Tom Brasil, São Paulo
1º de dezembro - Rio Centro, Rio de Janeiro
2 de dezembro - Praça do Papa, Vitória
3 de dezembro - Chevrolet Hall, Belo Horizonte
8. 2008 - turnê de Rapture of the Deep, com a Fase VIII

22 de fevereiro - Citibank Hall, Rio de Janeiro
23 de fevereiro - Helloch, Curitiba
24 de fevereiro - Credicard Hall, São Paulo
9. 2009 - turnê de 40 anos de história da banda, com a Fase VIII

2 de março - Teatro do Bourbon, Porto Alegre
3 de março - Teatro do Bourbon, Porto Alegre
5 de março - Floripa Music Hall, Florianópolis
6 de março - Via Funchal, São Paulo
7 de março - Via Funchal, São Paulo
Conheça melhor o trabalho do Deep Purple

SPACE ROCK

Space rock é um gênero musical; o termo originalmente se referia a bandas - em sua maioria, inglesas - do início da década de 1970 como o Hawkwind e o Pink Floyd, caracterizadas pelas suas passagens instrumentais longas dominadas por sintetizadores, usos experimentais de guitarra e letras com temas de ficção científica.

Posteriormente, o termo passou a ser usado para nominar algumas bandas do final da década de 80 que se valiam de influências das primeiras bandas de Space Rock para criar uma forma mais melódica e ambiental de música pop.

HISTÓRIA


O primeiro exemplo do que pode ser chamado de space rock se encontra na década de 40, em uma música chamada You're Only Young Once, de Ewan MacColl e Peggy Seeger, feita para um programa de rádio da BBC. A música parodiava vários temas de ficção cientifica da época. Outros músicos, posteriormente, viriam a repetir a tentativa de unir sonoridades espaciais com música pop, como Sheb Wooley (Purple People Eater, em 1950), Joe Meek and the Blue Men (I Hear a New World, em 1960) e The Tornados (Telstar, em 1962)

O Space rock propriamente dito emergiu da cena musical psicodélica inglesa do final da década de 60 e estava bem aproximado do movimento rock progressivo do mesmo período.

Muitos dos primeiros lançamentos do Pink Floyd foram importantes para o desenvolvimento do Space rock. Músicas como Astronomy Dominé e Insterstellar Overdrive, do disco de estréia The Piper at the Gates of Dawn estavam entre os primeiros exemplos de space rock. Essa faceta da sonoridade da banda se devia principalmente ao interesse do guitarrista, vocalista e principal compositor Syd Barrett. Após sua saída, a banda prosseguiu durante um breve período com experimentos no genêro, em músicas como A Saucerful of Secrets do disco homônimo e Echoes, de Meddle.

Um disco seminal na história do space rock é Space Ritual do Hawkwind, lançado em 1973. Trata-se de um álbum ao vivo duplo anunciado como sendo "88 minutos de lavagem cerebral" documentando a bem sucedida turnê de 1972 do Hawkwind, que contava com efeitos de luzes e lasers, dançarinas nuas (mais notavelmente Stacia, que interpretava a mãe-terra), figurinos exdruxúlos e imagens psicodélicas. Esse show inovador atraiu um grande grupo de usuários de drogas, fãs de ficção cientifíca e motoqueiros. O autor de ficção cientifíca Michael Moorcock colaborou com o Hawkwind em várias ocasiões, tendo, por exemplo, escrito as letras da maioria das partes faladas de Space Ritual.

Entre o fim da década de 80 e o início da década de 90, o termo "space rock" passou a ser usado para descrever várias bandas inglesas de rock alternativo como Blur, Suede, The Verve, My Bloody Valentine e Oasis, que faziam experimentos vagamente similares aos feitos pelas bandas de space rock. A maioria das bandas originais de space rock, na época, já haviam encerrado suas atividades e tendo seus músicos partido para novas bandas ou novos estilos.

EXEMPLOS DE SPACE ROCK




codeseven
Acid Mothers Temple - especialmente a incarnação de Cosmic Inferno
Alien Planetscapes
Angels & Airwaves
Ariaphonics - Ariaphonics
Autolux
Babylon Zoo-The Boy With The X-Ray Eyes
Cachorro Grande - Album "Cinema"
Cosmik Jokers
The Byrds - Fifth Dimension
Bethany Curve - Gold
Cave In - Jupiter
Colour Haze
The Cooper Temple Clause
Denison Marrs - "Holding Hands At 35,000 Feet"
Dream Machine - "Trilogia"
Failure - Fantastic Planet
Flying Saucer Attack
Future Kings of England
Füxa
Gong -
Hum - You'd Prefer an Astronaut e Downward is Heavenward
Ron Grainer - O tema de Doctor Who
Hawkwind -
Litmus
Los Natas
Man or Astroman?
Mars Everywhere
Martian Death Lyric
Mean Red Spiders
Mercury Rev
Muse
Monster Magnet
Moody Blues - To Our Children's Children's Children e Long Distance Voyager
Omega
Ozric Tentacles
Paperhouse
Pink Floyd - The Piper at the Gates of Dawn, A Saucerful of Secrets, Ummagumma, Meddle
Porcupine Tree - The Sky Moves Sideways
Quarkspace
Radio Massacre International
Radio Vago
Rockets (entre 1976-1982)
Peter Schilling - The Different Story (World of Lust and Crime)
Secret Machines
Spacemen 3
The Spacious Mind
Sparks Fly From a Kiss
Spirits Burning -
Spiritualized
Strike Him Centurion
Sun Dial
Tangerine Dream (no final da década de 70)
Voivod
Jeff Wayne - versão musical de Guerra dos Mundos
Van Halen - Album "5150"
Conheça melhor o Space Rock
estréia The Piper at the Gates of Dawn

SABBATH É O MELHOR ÁLBUM DE ROCK INGLÊS

Por Ricardo Seelig
Fonte: Babblermouth.net


Pesquisa realizada pelo jornal inglês The Sun, em parceria com a revista Kerrang, revelou os 100 melhores álbum de rock já gravados por bandas inglesas. Ao contrário do que se poderia imaginar, com Oasis, Blur e companhia dominando a lista, o que se vê são diversos álbuns de heavy metal e hard rock, mostrando a força do que a terra da rainha produziu de melhor ao longo dos anos.

Os 25 melhores álbum já gravados por bandas inglesas, segundo a pesquisa, são:

01. Black Sabbath - Black Sabbath
02. Iron Maiden - Number Of The Beast
03. Sex Pistols - Nevermind The Bollocks
04. Led Zeppelin - IV
05. Black Sabbath - Paranoid
06. Muse - Absolution
07. Clash - London Calling
08. Queen - Sheer Heart Attack
09. Iron Maiden - Iron Maiden
10. Manic Street Preachers - The Holy Bible
11. Led Zeppelin - Physical Graffiti
12. Judas Priest - British Steel
13. Def Leppard - Hysteria
14. Black Sabbath - Volume 4
15. Darkness - Permission To Land
16. Ozzy Osbourne - Blizzard Of Ozz
17. Wildhearts - Earth vs The Wildhearts
18. Lostprophets - Start Something
19. Queen - A Night At The Opera
20. Muse - Origin Of Symmetry
21. Ash - Free All Angels
22. Motorhead - Ace Of Spades
23. Stereophonics - Performance And Cocktails
24. Manic Street Preachers - Everything Must Go
25. Feeder - Echo Park

Só fica uma dúvida: Beatles, Rolling Stones e The Who não eram bandas inglesas ?!?!?

ROCK INGLÊS VERSUS ROCK AMERICANO

Fonte: Blog do Kid

Será que os britânicos vão reagir contra a enxurrada de bandas americanas que dominaram em 2008? Será que o rock rural dos ianques vai dominar novamente em 2009? Nada contra os Bon Iver, Drive-By Truckers e My Morning Jacket da vida, eu até adoro isso, mas a verdade é que os ingleses perderam campo pra essas tendências americanas.

Por outro lado o Brooklyn lá em NY virou a Manchester das novas propostas, só no ano passado tivemos dentre outros, Cause Co-Motion, High Places, Telepathe, Chairlift, A Place to Bury Strangers e o trio de garotas Vivian Girls, que abrem meu segundo podcast. Cassie Ramone é o nome da guitarrista e vocalista, eu acho que se Joey Ramone estivesse vivo ele seria o maior fã das meninas, pois elas conseguem numa mesma música colocar elementos de Shangri-la´s, Shop Assistants, Vaselines e Lush. O álbum de estréia das Vivian Girls é um daqueles itens obrigatórios pra quem se amarra em bandas femininas.



Além das tendências “synth pop” e “new wave” o punk rock também continua sendo a maior referencia da nova geração americana. No ano passado o trio californiano Cheap Time que já teve na sua formação dois integrantes do Be Your Own Pet, lançou seu cd de estréia. Uma mistura de influências de power pop, New York Dolls e Germs. A segunda música do podcast faz parte desse álbum de estréia do Cheap Time.

Os ingleses também perderam terreno pros canadenses e não é de hoje, vide Arcade Fire e os mais recentes Crystal Castles e o Fucked Up. Esse último é a coisa mais retardada em termos de hardcore. Imagine uma banda que tem um gordão seboso com as cuecas à mostra como vocalista e suas músicas começam com flautinhas e depois e enlouquecem num punk/hardcore que me dá saudades de Dead Boys, Husker Du e Minor Threat. Foi essa fórmula que chamou a atenção da gravadora Matador Records, que lançou um dos melhores álbuns do ano passado “The Chemestry Of Common Life”. Dá uma ouvida na demência que é essa música que abre o cd do Fucked Up. Em seguida da Califórnia um trio fora dos padrões convencionais, o Deerhoof. A banda tem uma japonesinha chamada Satomi fazendo baixo e vocal e sua música tem influencias desde hard rock dos anos 70 até Sonic Youth. A música “The Tears And Music Of Love” que abre esse novo cd “Offend Maggie” tem um riff de abertura bem parecido com o de “All Right Now” do Free, confira!



Como defensor do rock britânico não posso dizer que os ingleses estão em baixa, tem muita coisa legal acontecendo, mas infelizmente o “hype” não bateu na porta de certas bandas como os escoceses do We Are The Physics. Glasgow na Escócia continua revelando boas bandas, e esses “devóides” (fãs de Devo) são uma prova de competência. Fizeram um disco de estréia maravilhoso no ano passado, mas poucos perceberam isso, ouçam e comprovem o bom humor e o estilão new wave dos garotos.

De Austin, no Texas veio o White Denim, um trio ligado nas raízes de Detroit como MC5 e Stooges, mas com uma pegada hard rock setentista de Grand Funk Railroad e Cactus. Outro grande disco do ano passado que muitos ignoraram.

Quem sabe as duas últimas bandas desse podcast façam algum barulho esse ano, O Dinosaur Pile-Up é um trio inglês que tem muito de Queens Of The Stone Age, Weezer e Nirvana. Esse primeiro single “My Rock And Roll” promete.

De New Jersey vem a banda que encerra o podcast Titus Andronicus, um crítico italiano os descreveu como Shane MacGowan (Pogues) cantando no Arcade Fire com Kurt Cobain na guitarra, é bem isso!